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Documento achado no esgoto e fuso horário foram responsáveis pela prisão de Deolane Bezerra

Delegado Nico Gonçalves revela que perícia ressuscitou papel-chave que conectou PCC à influenciadora; veja

21 mai 2026 - 17h12
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Os bastidores metodológicos e a estratégia cirúrgica que culminaram na prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, nesta quinta-feira (21), foram revelados em detalhes inéditos pelo Secretário de Segurança Pública de São Paulo.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Foto: Mais Novela

Em entrevista exclusiva concedida à jornalista Mônica Apor, do portal LeoDias, o delegado Osvaldo "Nico" Gonçalves explicou como uma sofisticada perícia em um papel parcialmente destruído e descartado em uma rede de esgoto tornou-se a peça-chave para desmantelar o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o chefe da pasta da Segurança, o documento em questão foi localizado por investigadores em meio aos dejetos e passou por um delicado processo de restauração e secagem nos laboratórios da Polícia Científica. Foi a partir da recuperação desse manuscrito que as autoridades identificaram formalmente a transportadora utilizada pela facção para pulverizar recursos e realizar repasses sistemáticos e vultosos para contas bancárias vinculadas diretamente ao nome de Deolane.

"Ressuscitamos, secamos, refizemos, aí conseguimos encontrar aquela transportadora que mandava dinheiro para a Deolane. Descobrimos um monte de empresas que são de fachada, com endereços até fictícios no mesmo local", declarou o secretário, pontuando que as investigações de campo ocorriam em sigilo absoluto desde 2019.

Logística internacional e o fuso de Roma

O secretário Nico Gonçalves desfez a dúvida do público sobre o momento exato da abordagem, revelando que a operação foi meticulosamente calculada para evitar a fuga dos envolvidos, aproveitando o fuso horário internacional. Como Deolane cumpria agenda de turismo em Roma, na Itália, que possui cinco horas de diferença em relação ao horário de Brasília, a Polícia Civil precisou coordenar os relógios para que os alvos em solo brasileiro e europeu fossem neutralizados simultaneamente.

A estratégia garantiu a captura não apenas da influenciadora, mas também de peças importantes do organograma criminoso que estavam na rua. O secretário confirmou o balanço das prisões preventivas executadas ao longo do dia:

  • Deolane Bezerra: Advogada e influenciadora digital.
  • Irmão e Sobrinho de Marcola: Familiares diretos do líder máximo do PCC.
  • "Player": Operador financeiro do grupo responsável pela engrenagem de capitais.

Ao todo, seis ordens judiciais de prisão foram expedidas. Parte dos alvos já se encontrava atrás das grades por outros delitos, e dois suspeitos que conseguiram escapar foram oficialmente incluídos na Difusão Vermelha da Interpol. A ofensiva resultou no bloqueio atualizado de R$ 327 milhões em bens e ativos financeiros, além do recolhimento de celulares, documentos e veículos de alto padrão.

Transferência para o interior e isolamento de casos

O titular da Segurança Pública fez questão de estabelecer uma linha divisória clara entre a atual detenção de Deolane e seus problemas passados com o Poder Judiciário. Nico Gonçalves ressaltou que a Operação Vérnix não possui qualquer conexão ou vínculo jurídico com a Operação Integration, deflagrada em 2024, que havia prendido a influenciadora em Pernambuco sob a acusação de lavar dinheiro para plataformas de jogos de azar e apostas online (bets).

"Aqui é um caso totalmente diferente. Aqui é envolvimento dela com o crime organizado", sentenciou o delegado.

Os desdobramentos imediatos da prisão indicam um isolamento rigoroso para a empresária. Deolane Bezerra será transferida nas próximas horas para uma unidade prisional localizada no município de Tupã, no interior de São Paulo, onde deve cumprir a custódia em regime fechado.

Indagado pela reportagem sobre as chances de a defesa conseguir reverter a medida por meio de recursos de urgência, o secretário demonstrou extrema confiança no inquérito montado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

"Eu acho difícil [um habeas corpus], porque as provas são muito robustas", concluiu Nico Gonçalves, sinalizando que a influenciadora deve enfrentar uma longa temporada longe dos holofotes e da internet.

Mais Novela
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