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Sul-coreano "Parasite" vence Palma de Ouro em Cannes

O filme "Parasite", comédia de suspense, sobre conflito de classes e dirigido por Bong Joon-Ho, vence o principal prêmio do festival

25 mai 2019 17h04
| atualizado às 17h18
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O filme "Parasite", comédia de suspense, sobre conflito de classes e dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho, venceu a Palma de Ouro, principal prêmio do festival de Cannes, neste sábado. O brasileiro "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, levou o Prêmio do Júri.

Bong, que deixou sua marca em Cannes em 2017 com "Okja", produzido pela Netflix, colocou seu último filme na Coreia do Sul moderna.

O filme "Parasite", comédia de suspense, sobre conflito de classes e dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho, venceu a Palma de Ouro
O filme "Parasite", comédia de suspense, sobre conflito de classes e dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho, venceu a Palma de Ouro
Foto: Regis Duvignau / Reuters

A premiação aumenta a boa sequência no festival francês para filmes asiáticos, depois que o diretor japonês Hirokazu Kore-eda ganhou a honraria ano passado.  

"Parasite" acompanha uma família de quatro pessoas que identifica a oportunidade de trapacear uma casa rica a lhes dar empregos. Eles entram na vida da outra família, antes de as coisas começarem a dar errado. 

O brasileiro "Bacurau", que se passa em um pequeno povoado do sertão, dividiu a premiação com "Les Misérables", do diretor estreante Ladj Ly, sobre violência policial.

O festival de Cannes deste ano também deu atenção a novatos, com um terreno excepcionalmente lotado.

"Atlantics", história de fantasma sobre imigrantes dirigida pela franco-senegalesa Mati Diop, ganhou o segundo lugar do prêmio Grand Prix. O filme, baseado em um documentário curto seu de 2009, foi o primeiro longa-metragem de Diop.

O espanhol Antonio Banderas ganhou o prêmio de melhor ator pelo seu papel como cineasta no autobiográfico "Dor e Glória", de Pedro Almodóvar -um dos filmes candidatos ao principal prêmio. 

A britânica Emily Beecham foi coroada como melhor atriz, pelo seu papel no filme "Little Joe", de Jessica Hausner, como uma botânica que começa a ter dúvidas sobre sua última criação geneticamente modificada quando ela começa a afetar os seus entes queridos. 

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