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Denis Villeneuve se arrisca em adaptação de 'Duna'

'Ron Bugado' é opção para as crianças, enquanto a 45ª Mostra ocupa várias salas da cidade

22 out 2021 05h10
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Alejandro Jodorowsky tentou. David Lynch fez uma versão de que nem ele mesmo gosta. Por causa disso, o livro Duna, de Frank Herbert, publicado originalmente em 1965 e que inspirou muitos longas-metragens, Star Wars inclusive, foi considerado infilmável. Mas o franco-canadense Denis Villeneuve não ligou para a maldição de Duna e fez sua adaptação, que estreia hoje nos cinemas de São Paulo.

Duna é todo um universo, composto por planetas, povos, criaturas e personagens de nomes complicados. Mas, ao mesmo tempo, tem uma disputa de poder sangrenta e ataques de vermes da areia. No fundo, é a clássica história do escolhido, do Messias. No caso, Paul Atreides (Timothée Chalamet), filho do Duque Leto (Oscar Isaac) e de Lady Jessica (Rebecca Ferguson) e criado para ser o líder conhecido como kwisatz haderach.

A Casa Atreides foi transferida para o árido planeta Arrakis - mais conhecido como Duna - para cuidar da mineração de especiaria, uma droga valiosa que aumenta a expectativa de vida e expande a mente. Até então, Arrakis era gerenciada pela sanguinária Casa Harkonnen, liderada por Vladimir (Stellan Skarsgaard), que tratou de forma terrível o povo originário local, os Fremen.

Villeneuve concebeu o filme como a primeira parte da história - quem leu o livro vai perceber. Mas a sequência depende do sucesso deste.

Ron Bugado

Em filmes de ficção científica como O Exterminador do Futuro, os robôs são assustadores. Mas uma série de animações tem dito que não é bem assim. Em Ron Bugado, dirigido por Sarah Smith e Jean-Philippe Vine, com co-direção de Octavio E. Rodriguez, Barney (Jack Dylan Grazer) é um menino desajeitado, quase sem amigos. Até uma empresa de tecnologia lançar robôs-companheiros, que viram febre entre as crianças populares da escola. Barney consegue um, mas o fofo Ron vem com defeito, o que causa várias confusões e muitos aprendizados sobre a amizade verdadeira.

45ª Mostra

Não faltam filmes badalados neste primeiro fim de semana, começando pelo terror Noite Passada em Soho, de Edgar Wright, sobre uma fashionista (Thomasin McKenzie, de Tempo) transportada para a Londres dos anos 1960, onde encontra uma cantora (Anya Taylor-Joy). Memória, do tailandês Apichatpong Weerasethakul, tem Tilda Swinton no elenco e se passa na Colômbia, que escolheu o filme como seu candidato a uma vaga ao Oscar de produção internacional. Annette, de Leos Carax, é um musical com canções da dupla Sparks estrelado por Marion Cotillard e Adam Driver.

Cabeça de Nêgo

No filme de Déo Cardoso, um jovem (Lucas Limeira) entra em conflito com colegas e professores ao tentar propor mudanças em sua escola, inspirado pelos Panteras Negras. Ele reage a um insulto racista e é expulso, mas se recusa a deixar o prédio, começando uma grande mobilização.

Sanctorum

Neste filme do mexicano Joshua Gil, uma mãe (Nereyda Pérez Vásquez) trabalha em uma fazenda de cultivo de maconha, em uma cidade hoje dividida entre os carteis e os militares. Um dia, ela some. A avó diz ao neto que é preciso invocar as forças da natureza para a mãe voltar, e o menino escapa para a floresta.

Estadão
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