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'Crô' tem elenco forte, diverte, mas deveria ter ficado na TV

29 nov 2013
13h47
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Nesta sexta-feira (29), chega aos cinemas 'Crô - O Filme'
Foto: Divulgação

A história do personagem da TV que acaba parando nas telas dos cinemas não é novidade. Acontece com uma naturalidade frequente nos Estados Unidos e outros lugares no mundo, como foi com Sex And The City, Mr.Bean, Os Simpsons, A Família Adams e tantos outros. No Brasil, o caminho também está se tornando comum, como ocorreu com A Grande Família, Os Normais e Giovanni Improtta, este último um personagem que saiu da novela Senhora do Destino e foi um fracasso de bilheteria. Pelo mesmo caminho vai Crô - O Filme, que estreia nesta sexta-feira (29) nos cinemas.

O personagem de Marcelo Serrado roubou a cena entre 2011 e 2012 na novela Fina Estampa, escrita por Aguinaldo Silva, com seus trejeitos engraçados e apelidos inusitados. Tamanho o sucesso, Bruno Barreto resolveu fazer um filme sobre ele. A decisão é acertada no quesito retorno, já que é um personagem que tem um apelo enorme com o público, inclusive o infantil. Quando o trailer foi lançado, em 24h, teve mais de 250 mil visualizações. Mas, ao ver a história na telona, o longa simplesmente não se justifica.

Depois que Teresa Christina (Christiane Torloni) sumiu no mundo deixando uma grande fortuna, o personagem vive um dilema sobre o que fazer com o tempo livre. Tenta diversos passatempos, como abrir um salão de beleza e investir na carreira de cantor. Nada dá certo. Para quem não viu ou não lembra da novela, o filme faz questão de explicar quem são aqueles personagens. Entre os gritos de "congela!" do afetado mordomo, pequenos textos surgem na tela para esmiuçar detalhes sobre Marilda (Kátia Moraes), ou Pigméia, e Baltazar (Alexandre Nero), o Zoiúdo.

O destaque do filme é a parceria afinadíssima de Nero e Serrado, que criam cenas de cumplicidade e ódio e geram as poucas risadas do longa. Uma das cenas mais "engraçadas" é a que Crô, deprimido pela falta do que fazer, canta Haja Amor, de Luiz Caldas - é, aquela do "Eu queria ser uma abelha pra pousar na tua flor" -, em cima da cama para o seu Brucutu, causando caretas e berros por parte do motorista machão, que afirma a todo instante não ser gay. Para os que torciam pelo casal na novela, vão gostar de ver uma relação mais densa da dupla.

O filme é lotado de participações especiais, como de Gaby Amarantos e Ana Maria Braga. Personagens que entram e saem de cena e nem seriam tão necessários assim, mas dão um peso para a divulgação. O destaque é Ivete Sangalo, que traz todo seu porte de diva pop para a personagem de mãe do mordomo milionário. Aliás, ela é quem dá ó pontapé inicial para a história. Em um sonho, a baiana o aconselha a voltar a ser servo de alguma deusa. A cena é interessante, mas chega a causar estranheza quando vemos a cabeça de Serrado em um corpo de criança, uma espécie de "mini me". 

A Nova Rainha do Nilo

Aceitando o conselho da mãe, Crô lança uma campanha para achar uma nova patroa. Entrevista candidatas uma a uma, faz perguntas engraçadas e é disputado a tapa pelas madames de plantão. Neste momento, surge Vanusa, uma vilã malvada, dessas que briga até com criancinhas indefesas. Ela quer o "piniqueiro" a todo custo. A personagem de Carolina Ferraz é adepta da sensualidade, usa roupas de couro vermelhas. E logo na primeira sequência, já protagoniza cenas de beijos e puxões de cabelo bastante intensas com Riquelme (Milhem Cortaz).

O núcléo em que Carolina está inserida é o que, na verdade, deixa tudo bastante sem sentido. No meio da história de Crô, surge um ponto de vista bastante social, de bolivianas que são escravizadas em uma confecção de roupas, no caso, que pertence ao casal Vanusa e Riquelme. A busca de por uma patroa vira quase a saga de justiceiro. O mordomo fica chocado ao ver a menina Paloma (Urzula Canaviri) trabalhando e resolve ajudá-la. A partir daí, temos cenas pequenas de perseguição, armas e brigas, sempre permeadas pela comédia. Algo, que simplesmete não faz sentido.

Crô - O Filme cumpre bem seu papel de entreter aqueles que são seus fãs, tem piadas que desrespeitam um pouco a inteligência de público, mas conta com atores talentosos e carismáticos. O problema é que apesar do personagem ter saído da TV, o roteiro de TV não saiu dele. Tem começo, meio e fim, mas não perdeu o tom de produção televisiva. Em vez de filme, se daria melhor como uma das séries de fim de ano da TV Globo.

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Fonte: Terra
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