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Empreendedorismo leva quadrinhos brasileiros para o mundo

No terceiro dia de Comic Con Experience, artistas debatem formas de ganhar dinheiro com séries conhecidas pela internet

8 dez 2018
13h42
atualizado às 13h42
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Um dos primeiros painéis do terceiro dia de Comic Con Experience (CCXP) debateu como levar quadrinhos que fizeram sucesso na internet para o mundo. Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), Gabriel Picolo (Icarus and the Sun), Naldo Junio (Desenhos de um Garoto Solitário) e Raquel Segal (Aquele Eita) contaram as formas de ganhar dinheiro com as séries conhecidas pela web.

Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), Gabriel Picolo (Icarus and the Sun), Naldo Junio (Desenhos de um Garoto Solitário) e Raquel Segal (Aquele Eita) no painel "Quadrinhos da Web para o Mundo", no terceiro dia da Comic Con Experience (CCXP)
Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), Gabriel Picolo (Icarus and the Sun), Naldo Junio (Desenhos de um Garoto Solitário) e Raquel Segal (Aquele Eita) no painel "Quadrinhos da Web para o Mundo", no terceiro dia da Comic Con Experience (CCXP)
Foto: CCXP/I Hate Flash

De acordo com os artistas, é necessário ter uma alma de empreendedor para conseguir sobreviver e crescer no mercado. Com referências como Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, eles explicaram estratégias para angariar fundos e as dificuldades de se criar em um ambiente independente.

"Eu investi em produtos. Acabei pensando: ninguém tinha visto uma pelúcia de Deus, então eu fui lá e fiz. Aí me questionei: e do capeta? Resolvi agradar a todos os públicos e fiz com o slogan 'durma com Deus e abrace o capeta'", explicou Ruas. Para Picolo, a maior dificuldade é a negociação do preço dos trabalhos. "A gente não sabe o orçamento do cliente, não sabe se cobra muito alto, muito baixo", lamentou.

Interação com o público

Por fazer tirinhas com temas relacionados a saúde mental e auto-estima, Raquel explicou que recebe muitas mensagens de fãs contando que conseguiram superar momentos difíceis graças ao seu trabalho. Uma fã, inclusive, desistiu de cometer suicídio um dia quando viu uma tirinha dela na internet. "É uma coisinha que eu faço em casa e acaba impactando alguém, é bem pesado mas muito emocionante."

A presença dos fãs também é essencial para manter o mercado em movimento. Apesar de já ter morado no exterior, Naldo Junio resolveu voltar ao Brasil para aumentar o contato com o público. "A maior parte do meu público estava aqui, então eu não ia conseguir sobreviver lá fora", contou.

Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer) fala durante o painel "Quadrinhos da Web para o Mundo"
Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer) fala durante o painel "Quadrinhos da Web para o Mundo"
Foto: CCXP/I Hate Flash

Material exclusivo

Além dos quadrinhos, livros e produtos licenciados, Ruas afirmou que pretende voltar ao mundo das animações. Ele já tem um canal no YouTube onde publicava vídeos curtos com os personagens principais. A série animada teve que ser interrompida por falta de financiamento, mas deve voltar em 2019 com novo material. Ele mostrou um dos vídeos ao público.

"Graças ao meu grupo de apoiadores eu devo conseguir lançar uma temporada no ano que vem", explicou. O vídeo de cerca de três minutos trazia Noé e as dificuldades de manter uma arca com centenas de animais flutuando durante o dilúvio.

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Fonte: Equipe portal
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