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Drama do diretor de 'A Separação' é aclamado em Cannes

17 mai 2013 13h59
| atualizado às 13h59
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O iraniano Asghar Farhadi, que recebeu um Oscar por A Separação, foi aplaudido nesta sexta-feira (17) em Cannes com o seu filme mais novo, Le Passé (O Passado), um drama familiar com personagens cheios de segredos e rancores.

Bérénice Béjo, que recebeu o prêmio César de melhor atriz por O Artista, interpreta em frente à câmera poderosa do cineasta iraniano uma mãe de família desgastada pelos acontecimentos, trazendo força e fragilidade à sua personagem.

Confrontado com o turbilhão que reina na casa no subúrbio de Paris, onde a maior parte do filme se passa, o ator iraniano Ali Mosaffa traz uma calma impressionante, aquela que antecede a tempestade. Tahar Rahim, revelado em Cannes em 2009 no filme O Profeta, de Jacques Audiard, que lhe valeu um César de melhor ator, interpreta um homem confuso, sem saber que caminho seguir.

Depois de quatro anos de separação, Ahmad (Ali Mossafa) chega a Paris vindo de Teerã a pedido de Maria (Bérénice Béjo) para cumprir as formalidades do divórcio. Após a sua chegada, ele descobre a relação conflituosa entre Maria e sua filha Lucie (Pauline Burlet), nascida de outra relação, mas isso não é tudo.

Há também o muito jovem e rebelde Fouad (Elyes Aguis), filho de Samir (Tahar Rahim), o novo companheiro de Maria, de quem ela está esperando um filho. Para piorar as coisas, Samir já é casado, mas sua esposa está em coma depois de uma tentativa de suicídio.

Ahmad, a voz sempre doce e calma, estabelece um diálogo com os personagens, como acontece com Fouad e Lucy. Seu trabalho de aproximação, no entanto, é dificultado pelo passado de cada personagem, e para avançar precisará fazer as pazes com ele.

"Podemos tentar nos livrar do passado, mas ele não nos deixa", explicou o diretor à imprensa. "É algo que todo mundo reescreve, de forma mais escura ou mais doce", completou. Na verdade, para ele, "o passado não é mais claro do que o futuro".

A jovem Pauline Burlet, que interpretou Edith Piaf criança em Piaf - Um Hino ao Amor, disse estar "feliz" por participar de "uma experiência única". "Os atores trabalharam duro antes das filmagens com o diretor para estabelecer ligações entre eles, fazer perguntas, descobrir onde o diretor queria ir, como um coreógrafo", disse Bérénice Béjo. Tahar Rahim definiu como um trabalho "milimétrico".

O Passado é o terceiro filme de Asghar Farhadi, formado em teatro e marcado pelo universo sufocante do norueguês Henrik Ibsen quando se trata de dramas familiares. "A escolha da família como a base das minhas histórias vem da preocupação que eu tenho de me sentir muito perto de meus expectadores. Não há experiência mais universal do que a experiência da família", observou o diretor à imprensa depois de uma exibição aclamada.

Quanto ao relacionamento do casal, "é o tema mais antigo na história da humanidade. Assim, mesmo se eu passar o resto dos meus dias falando sobre esse assunto, eu não vou falar tudo!" , disse ele.

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