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Produtor de Corra! é retirado de evento após criticar Trump

Jason Blum não foi bem recebido pelos espectadores do Festival de Cinema Israelense de Los Angeles e após vaias foi retirado do palco

7 nov 2018
11h58
atualizado às 13h10
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A noite deveria ser de celebração, mas o produtor Jason Blum (Corra!, Halloween, Infiltrado na Klan) encontrou um ambiente hostil. Convidado de honra do Festival de Cinema Israelense de Los Angeles e recipiente de um prêmio pelo conjunto de sua obra, o fundador da Blumhouse foi vaiado pelos espectadores presentes na cerimônia e fisicamente retirado do palco após fazer críticas diretas ao presidente Donald Trump em seu discurso de aceitação do troféu (via The Hollywood Reporter):

Produtor de Corra! e Halloween é vaiado e retirado do palco após críticas a Trump em festival de Los Angeles
Produtor de Corra! e Halloween é vaiado e retirado do palco após críticas a Trump em festival de Los Angeles
Foto: Dia Dipasupil / AdoroCinema

"Jason Blum foi vaiado e fisicamente removido do palco do Festival de Cinema Israelense após fazer polêmicos comentários políticos contra Trump [em inglês no vídeo acima]"

"A melhor coisa sobre os Estados Unidos é que você pode gostar de Trump, mas eu não sou obrigado, e posso dizer como me sinto sobre nossa situação — e não gosto nada dela! [...] Temos um presidente que declarou a imprensa como inimiga do povo. Graças ao nosso presidente, o antissemitismo voltou a crescer", disparou Blum, antes de ser violentamente abordado por um israelense apoiador do ex-apresentador de reality shows e ser convidado a se retirar do palco.

O produtor pronunciou-se contra o mandatário-geral dos Estados Unidos na ocasião especialmente por conta das eleições para o Senado e para o Congresso, ocorridas na terça-feira, dia 6. O republicano Trump — que tem o apoio declarado de Israel e mudou a embaixada dos EUA para Jerusalém para agradar seus correligionários no Oriente Médio — viu seu partido sair vitorioso na primeira Casa; no Congresso, por sua vez, os democratas conquistaram a maioria das cadeiras.

"[...] Esta é a primeira vez que vemos algo assim acontecer e estou totalmente chocado, mas entendo que este é um dia muito tenso para os Estados Unidos com as eleições [...] Este não é um lugar para a político e eu permaneço apolítico", declarou Meir Fenigstein, diretor e fundador do Festival, um evento patrocinado por uma das companhias do bilionário Sheldon Adelson, apoiador confesso de Trump.

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