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Marvel estaria tentando convencer a Disney a recontratar James Gunn

Este é, oficialmente, o caso mais enlouquecedor e insano da história recente de Hollywood.

9 ago 2018
16h18
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É uma combinação matadora: clamor popular + interesse da concorrência. Depois de inúmeras manifestações de apoio, de uma carta aberta assinada pelo elenco de Guardiões da Galáxia, das declarações furiosas de Dave Bautista e da revelação de que grandes estúdios de Hollywood, incluindo a Warner, estariam interessados nos serviços de James Gunn, o jogo pode estar prestes a virar. De acordo com informações do Deadline, os executivos da Marvel, subsidiária da Disney, estariam tentando convencer a presidência da casa de Mickey Mouse a recontratar o diretor de Guardiões da Galáxia.

Foto: Alberto E. Rodriguez / AdoroCinema

No momento, a tentativa é encarada com ceticismo nos bastidores, uma vez que a Disney, líder mundial no segmento do entretenimento familiar, não tem planos para repatriar Gunn, desligado por causa de uma série de tuítes ofensivos que incluíam piadas sobre pedofilia e estupro. Por outro lado, o simples fato de que a gigante de Hollywood esteja ouvindo as argumentações dos executivos da Marvel a favor de Gunn comprova que o frenesi causado pela demissão do realizador fez com que o caso deixasse a esfera da previsibilidade. O novo inesperado desenrolar aponta que qualquer coisa pode acontecer a partir daqui.

O efeito James Gunn: Como o Universo Cinematográfico Marvel precisará driblar a demissão do diretor (Análise)

Como o próprio diretor declarou, sua retirada da folha de pagamento da casa de Mickey Mouse é mais do que compreensível quando se leva em consideração o conteúdo das piadas de mau gosto realizadas por Gunn no passado. Contudo, a defesa montada por seus apoiadores - que pedem uma segunda chance para que o diretor mostre que se arrependeu e se redimiu de seu comportamento lamentável e ofensivo - não pôde ser varrida para baixo do tapete. O tenso clima interno gerado entre a empresa e o elenco de Guardiões da Galáxia Vol. 3 e o evidente problema que a Disney enfrentará para substituir Gunn no comando da vindoura ópera espacial demonstram que a situação é muito mais complexa do que parece.

O cineasta foi o responsável por levar personagens completamente desconhecidos pelo grande público ao status de ícones da cultura pop, estabelecendo uma franquia extremamente valiosa para a Marvel com seu US$ 1,5 bilhão de arrecadação nas bilheterias ao redor do mundo. Portanto, independente da direção que escolha percorrer, a Disney vai se deparar com questões. Ao mesmo tempo em que o elenco vai dificultar as coisas caso sejam dirigidos por um cineasta diferente - se é que alguém em sã consciência aceitaria o cargo nestas circunstâncias -, o estúdio sofrerá com problemas de imagem como guardiã do entretenimento familiar se voltar atrás para evitar criar quaisquer rusgas com suas estrelas, particularmente após ter decidido cortar todos os seus laços com Gunn tão rápida e incisivamente.

James Gunn pode ser contratado pela Warner

O que parece ser concreto no caso mais imprevisível, enlouquecedor e insano da história recente de Hollywood é o fato de que a Disney considera utilizar o roteiro já submetido por Gunn para Guardiões da Galáxia Vol. 3 - especialmente por causa do ultimato de Bautista -, obra que tem lançamento previsto para 2020. Se não repatriar o diretor, também parece certo que ele logo será contratado por outro estúdio assim que for liberado de suas pendências contratuais com a Disney, que incluiriam o pagamento de US$ 10 milhões pelo supracitado script. A Warner, como elaborado anteriormente, seria uma das principais interessadas no trabalho de Gunn, provavelmente para colocá-lo na direção do Universo Estendido da DC, sem rumo oficialmente definido desde o desligamento de Zack Snyder.

Mais do que nunca, resta aguardar. Tornou-se impraticável tentar projetar qualquer futuro.

AdoroCinema

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