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Homem de Ferro teria rejeição e faria menos sucesso hoje, afirma roteirista de Pantera Negra

Joe Robert Cole opina que a postura ofensiva de Tony Stark, especialmente junto às mulheres, seria mal vista no cenário político atual.

12 mar 2018
23h30
atualizado em 13/3/2018 às 02h48
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Pantera Negra chegou ao bilhão de dólares nas bilheterias mundiais com uma trama de exaltação da cultura africana e um protagonista exemplar; T'Challa (Chadwick Boseman) é um homem respeitoso com todos, e paga o alto preço por seu caráter e convicção democrática — sem jamais se arrepender desses valores. E essa parece ser uma das chave do sucesso do filme dirigido por Ryan Coogler.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Seu parceiro na criação do roteiro do longa-metragem, Joe Robert Cole foi perguntado — em painel na SXSW — se os valores de um super-herói têm a capacidade de refletir e moldar a cultura. O escritor ratificou a pergunta fazendo alusões à administração do Presidente Donald Trump e manifestos em busca de igualdade, como o movimento #MeToo, para dizer que a incorreção política de Homem de Ferro poderia resultar em menor popularidade 10 anos depois.


"Pense onde estamos agora, com esse presidente tão desanimador e não inteligente, e o nosso mundo caindos aos pedaços por causa disso. Agora volte até Tony Stark, sendo ofensivo e sendo ok. Se aquele personagem fosse criado em um filme hoje, eu me pergunto se a resposta seria 'Uau, que legal que ele seja ofensivo e desrespeitoso com as mulheres... Isso é legal'. Creio que estejamos em um lugar diferente hoje. Creio que estejamos melhor", disse Robert Cole.

Homem de Ferro se baseou no carisma de Robert Downey Jr. e na descontração de seu protagonista para ser um sucesso de US$ 585 milhões sem ajuste pela inflação, sendo o primeiro filme do grandioso Universo Cinematográfico Marvel. Nos filmes seguintes, Tony Stark mudou e sua personalidade se tornou mais séria, o que denota a autoconsciência que os próprios executivos do estúdio tiveram ao longo dos anos — e, nesse caso, corrobora as palavras de Joe Robert Cole.

AdoroCinema

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