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Cine Ceará 2018: Che, Memórias de um Ano Secreto apresenta materiais inéditos sobre o líder comunista

O documentário foi apresentado fora de competição.

9 ago 2018
11h51
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Na noite de 8 de agosto, o 28º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de cinema apresentou, fora de competição, um filme da casa: o documentário Che, Memórias de um Ano Secreto, dirigido pela curadora e coordenadora do festival, Margarita Hernández, com produção de Wolney Oliveira, diretor do Cine Ceará. 

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

O projeto de concentra no ano de 1965, quando Che Guevara partiu de Cuba em segredo, refugiando-se na África e depois na República Tcheca. Com grande diversidade de materiais, a diretora apresenta cada passo deste percurso, contando com depoimentos inéditos dos agentes do Serviço de Inteligência cubano e do biógrafo de Che.

Leia a nossa crítica.



Além deste longa, a mostra competitiva de curtas-metragens teve continuidade com alguns dos títulos mais fortes da seleção até então. O pernambucano Nova Iorque, de Léo Tabosa, se destacou imediatamente pela qualidade de sua produção. A direção de arte, de fotografia e de som trazem uma riqueza de encher os olhos.

A narrativa apresenta a relação de proximidade entre uma professora (Hermila Guedes) e seu aluno órfão (Juan Calado), ambos pensando em sair do sertão onde vivem. As imagens são construídas em ritmo cuidadoso e contemplativo, enquanto a narrativa investe na bela simbologia de um gato que consola o garoto. Alguns elementos destoam negativamente - os diálogos explicativos escritos para a personagem de Marcélia Cartaxo, em particular - mas o resultado é uma obra de alto nível.



O carioca O Vestido de Myrian, de Lucas H. Rossi, busca retratar a cumplicidade na vida de um casal idoso, cuja convivência levou a um silêncio afetuoso entre os dois. Aos poucos, a perspectiva da morte desponta como única possibilidade de abalar o quotidiano.

O curta aposta aposta numa construção delicada, embora não consiga se aprofundar nos personagens, limitados a arquétipos. Os enquadramentos dentro da casa tampouco trazem grande variedade. De qualquer modo, revela sensibilidade ao lidar com configurações identitárias.



O cearense A Canção de Alice, dirigido por Bárbara Cariry, resgata uma história real para contar as lembranças de uma mulher idosa. O drama se destaca pelas belas composições em branco e preto, além de uma atenção notável ao corpo das personagens.

No entanto, as duas atrizes principais enfrentam dificuldade para tornar orgânicos os longos diálogos que dominam a narrativa. Consequentemente, o resultado perde dramaticidade e se enfraquece.


O dia 9 de agosto terá a apresentação de dois longas-metragens em competição: o documentário brasileiro Anjos de Ipanema, de Conceição Senna, e o documentário colombiano Senhorita Maria, a Saia da Montanha, de Rubén Mendoza. Além disso, o ator Antônio Pitanga será homenageado no Cineteatro São Luiz.

AdoroCinema

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