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Além de 'La Casa de Papel': 13 séries escondidas na Netflix

Tem mais coisas na Netflix do que La Casa de Papel e Stranger Things.

11 set 2019
13h45
atualizado às 15h05
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O uso de serviços de streaming é um dos principais meios de assistir televisão hoje em dia, mas com a quantidade de produções disponíveis, o AdoroCinema decidiu montar uma série para apresentar aos nossos leitores séries e filmes que estão escondidos nestas plataformas. Começando pela líder, a Netflix tem uma quantidade exorbitante de programas que acabam perdendo visibilidade em relação aos seriados gigantes, como Stranger Things, La Casa de Papel e Orange Is The New Black.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Em colaboração com o resto da equipe do AdoroCinema, aqui estão 13 séries escondidas da Netflix que valem a pena investir um tempo:

Supermães

Ambientada em Toronto, Supermães mostra de muito sincera e original a história de Kate (Catherine Reitman), Anne (Danielle Kind), Jenny (Jessalyn Wanlim) e Frankie (Juno Rinaldi), quatro mulheres que se conhecem em um grupo de mães. Criada pela protagonista, Reitman, a série lida com os conflitos que as mulheres passam quando a licença maternidade está acabando. Enquanto uma está louca para voltar a trabalhar, outra não queria mais nada do que ficar mais tempo em casa. Com personalidades extremamente diferentes, estas quatro amigas aprendem a confiar e buscar apoio umas nas outras, sempre com muito humor.

 

Please Like Me

Criada por Josh Thomas, que também atua como o protagonista, Please Like Me é um abracinho no coração, ao mesmo tempo que arrancará lágrimas dos seus olhos. A série acompanha Josh, que acaba de terminar seu relacionamento com Claire (Caitlin Stasey), e entra na jornada de aceitar sua própria sexualidade. Ao lado de seu melhor amigo Tom (Thomas Ward), ele ainda precisa lidar com as dificuldades do dia a dia, como a severa deperssão de sua mãe, e o novo casamento de seu pai. Abordando assuntos que poderiam transformar a história em um grande drama, a série é muito leve e bem-humorada, com alguns picos dramáticos (principalmente circulando a personagem de Hannah Gadsby).

 

Travels With my Father

O único reality show da lista, Travels With my Father segue o comediante Jack Whitehall e seu pai Michael durante suas viagens ao redor do mundo. Cada temporada leva a dupla para um diferente continente, mostrando pai e filho explorando novas culturas. Além de ser realmente muito informativo, a melhor parte do programa é a relação entre Jack e Michael. Enquanto o mais jovem é bobo, brincalhão e doido para curtir muito, o mais velho é ranzinza, sério (porém com seu senso de humor), procurando atrações culturais em cada cidade que eles visitam. A troca e interação entre os dois é o que transforma o programa em algo especial. Além da dupla, a presença de Winston, que dá o ar da graça no segundo episódio, é a cereja no bolo.

 

After Life

Mais uma comédia drmática, After Life gira em torno de um único tema: morte. Após sua mulher falecer, Tony (Ricky Gervais) não vê mais sentido em continuar vivendo. Depressivo, ele está pronto para se matar, mas a presença de seu cachorro faz com que ele desista, e foque em um novo plano: falar e fazer o que quiser, para quem quiser. Sempre com a opção do suicídio como uma saída, ele passa a viver a vida de forma que todo mundo gostaria: 100% honestidade, sem se importar com as consequências. Mas este é só o seu mundo, o resto das pessoas a sua volta continuam a tentar ajudá-lo. Apesar de toda essa introdução à história, a série consegue balancear muito bem o humor e o drama, sabendo exatamente quando arrancar risadas ou lágrimas.

 

Manhunt

Este drama criminal acompanha histórias verdadeiras de grandes investigações do FBI nos Estados Unidos. Com apenas uma temporada (por enquanto), o caso dos nove episódios disponíveis de Manhunt é o do Unabomber, um terrorista que passou quase 20 anos construindo e entregando bombas ao redor do terreno norte-americano. Estrelada por Sam Worthington e Paul Bettany, a série acompanha o agente do FBI Jim Fitzgerald (Worthington), um especialista em formular perfis de criminosos, em sua busca por Ted Kaczynski. Com muito suspense, nada na série é grande novidade, já que o caso é público e conhecido, mas a forma de construção temporal dos episódios consegue construir muito bem a tensão da história. (Recomendação da Vitória Pratini).

 

Casa das Flores

Essa comédia tem todos os estereótipos de comédia mexicana, mas A Casa das Flores consegue transcender do comum. O enredo segue uma família da alta classe, donos de uma clássica floricultura, que precisa lidar com o primeiro de muitos segredos familiares revelados: o pai de família tinha outra mulher e filhos. Com o desenrolar desta primeira revelação, outras coisas começam a vir à tona, e Virginia (Verónica Castro), Ernesto (Arturo Rios) e seus três filhos (cada um com seus próprios problemas) tentam achar uma forma de continuar unidos. Com um humor que vai fazer você rolar de rir, a série ainda lida com temas sérios, como suicídio, identidade de gênero e racismo.

 

Alias Grace

A minissérie canadense que merece muto mais atenção do que recebeu, Alias Grace é um drama criminal de época baseado na obra da mesma escritora de The Handmaid's Tale, Margaret Atwood. A série segue Grace (Sarah Gadon), uma irlandesa que vai tentar a vida no Canadá como empregada doméstica, somente para ser presa pelo assassinato do dono da casa e da governanta. Anos mais tarde, o psiquiatra Simon Jordan (Edward Holcroft) se apaixona por Grace, e tenta convencer as autoridades de sua insanidade. Apesar de quando é ambientada, a série é extremamente atual, além de ter a presença do ilustre Zachary Levi. 

 

Tuca e Bertie

Criada pela produtora de BoJack Horseman, Lisa Hanawalt, Tuca & Bertie pode ter sido cancelada após apenas uma temporada, mas os 10 episódios valem o seu tempo. Com as vozes de Tiffany Haddish e Ali Wong como as protagonistas, a série animada acompanha as duas amigas aves que se amam e apoiam apesar das grandes diferenças em suas personalidades. Enquanto Tuca confia em seu potencial e não tem muitas preocupações, Bertie vive em constante estado de ansiedade e nunca parou de acreditar em seus sonhos. Lidando com questões universais, a série gira em torno principalmente do tópica amizade, sempre conseguindo arrancar risadas do público. Tão curtinha, esta não tem porque não assistir.

 

Special

Uma série importantíssima, que todos deveriam assistir, Special é criada, roteirizada e protagonizada por Ryan O'Connell, autor da obra que deu inspiração à série, I'm Special: And Other Lies We Tell Ourselves. Contando a história do próprio Ryan, um homem gay com leve paralisia cerebral, que quer mudar de vida. Morando com a sua mãe controladora e sem ter trabalhado nenhuma vez na sua vida, ele consegue achar uma forma de escapar do preconceito por ter esta condição: fingir que esteve em um acidente de carro, que causou efeitos permanentes. Apesar de finalmente ter conquistado o que queria (ter um emprego, morar sozinho e começar a namorar), ele tenta suprir uma parte essencial de quem é. Super curto, com episódios de 15 minutos, a série é fofa demais, merece mais visibilidade! (Recomendação da Roanna Cunha).

 

Anne with an E

De origem canadense, o primor que é Anne with an E é a mais recente adaptação dos livros de Lucy Maud Montgomery, porém traz uma relevência moderna para o mundo de Anne em Green Gables. Protagonizada pela talentosa Amybeth McNulty, a trama acompanha a ruivinha otimista e romântica em busca de seu lugar no mundo, mas fala de temas como feminismo e bullying. Tudo isso com uma narrativa singela que relembra as aventuras da juventude, dentre belas paisagens e lições de amizade. Ou seja, é a série perfeita para emocionar e colocar um sorriso em seu rosto. Ps: Prepare-se também para se apaixonar pelo doce Gilbert de Lucas Jade Zumann! (Por Katiúscia Vianna)

 

Chewing Gum

Criada por Michaela Coel, que também é a protagonista Tracey, Chewing Gum é uma comédia inglesa naquele estilo coming-of-age. Ao sair da casa dos pais, a personagem principal acha que finalmente conseguirá seguir seus sonhos, e longe de seus pais conservadores, pretende começar com a primeira nova experiência: perder a virgindade. Lidando com temas como religião, homosexualidade e empoderamento, a série tem aquele clássico humor inglês, de forma que as piadas não vêm em forma de punchline, mas sim misturada em meio dos diálogos. Para sair da sua rotatividade de sitcoms tradicionais, os 12 episódios de Chewing Gum valem 100% do seu tempo.

 

Wet Hot American Summer: First Day of Camp

Da franquia Wet Hot American Summer, First Day of Camp é um prelúdio do filme de 2001, ambiaentada três meses antes dos acontecimentos da comédia. Com Paul Rudd, Bradley Cooper, Amy Poehler e outras grandes estrelas retornando aos seus personagens, a minissérie acompanha o primeiro dia do acampamento dos campitas e conselheiros. No mesmo estilo de comédia escrachada do filme, a série ainda tem algo de muito peculiar: todos os atores, claramente adultos, interpretam adolescentes. De fazer rolar de rir, os fãs do filme podem aproveitar para reencontrar personagens amados, e para quem não conhece, os oito episódios dão uma bela introdução do que esperar do clássico de 2001. (Recomendação da Nathália Gonçalves)

 

On My Block

Por último, mas não menos importante, On My Block é uma comédia dramática adolescente que dá de dez nas grandes séries como 13 Reasons Why e Riverdale. Seguindo um grupo de quatro amigos em uma região problemático de Los Angeles. O grupo composto por Cesar (Diego Tinoco), Ruby (Jason Genao), Monse (Sierra Capri) e Jamal (Brett Gray) lida com os problemas normais de jovens, como o dia a dia escolar e primeiros amores, além de os perigos que as ruas de seu bairro apresentam. Com um elenco e histórias inclusivas e chios de representatividade, a série mostra um lado mais real da cidade que se vende como o ápice do luxo (Recomenação por Roanna Cunha).

Veja também:

 

AdoroCinema
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