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15 filmes escondidos no Amazon Prime Video

Só filme bom, vem dar uma olhada!

5 out 2019
09h20
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Depois das séries, vêm os filmes. O Amazon Prime Video tem muitos e muitos filmes maravilhosos em seu catálogo, tantos que nem dá para colocar todos aqui na lista. Apesar de ter vários blockbusters e títulos extremamente populares, a plataforma também conta com produções muito boas, mas que infelizmente não são tão conhecidas assim. Também como sempre, alguns dos filmes estão na lista porque, apesar de serem super famosos, ninguém sabe que estão no serviço de streaming. Dá uma olhada no 13 filmes escondidos no Amazon Prime Video:

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Hereditário


Escrito e dirigido por Ari Aster, Hereditário é um dos destaques na onda que está sendo chamada de "pós-terror". O filme começa com a morte da matriarca da família Graham, formada por Annie (Toni Collette), Steve (Gabriel Byrne), Peter (Alex Wolff) e Charlie (Milly Shapiro) - e é aí que coisas estranhas começam a acontecer. Apesar de ter falecido, a avó permanece como uma figura que paira sobre a família, e a sensação de terror cresce entre os descendentes da matriarca. Essa é a premissa básica do longa, e não dá para falar muito mais sem deixar algum spoiler escapar, mas para quem curte terror, esse é essencial para sua lista. (Indicação por Bruno Martins)

Tully


A quarta colaboração entre a roteirista Diablo Cody e o diretor Jason Reitman, Tully é a segunda vez que a dupla comanda um filme estrelado por Charlize Theron. Nesta produção ela interpreta a mãe de três filhos, um deles recém-nascido, Marlo. Emocional e fisicamente exausta, ela ganha de seu irmão o melhor presente que poderia desejar: uma babá para cuidar das crianças durante a noite, a Tully (Mackenzie Davis). As duas acabam criando um vínculo inesperado, se aproximando mais do que a própria relação entre chefe e subordinado. O filme mostra uma realidade pouco vista nos cinemas, em que uma mãe ama os filhos incondicionalmente, mas ao mesmo tempo, está exausta de ter que estar neste papel 100% do tempo. De forma sincera, Tully relata as verdadeiras dificuldades de ser mãe, do período pós parto e das mudanças físicas e emocionais pelas quais as mulheres passam. (Indicação por Laysa Zanetti)

Querido Menino


Baseado nas biografias de Nic e David Scheff, pai e filho, Querido Menino segue a trajetória do dois durante os anos em que o jovem foi viciado em metanfetamina. Interpretados por Steve Carell e Timothée Chalamet, o pai e filho precisam lidar com a realidade de suas vidas, e enquanto David tenta aprender mais sobre a situação do filho mesmo sem entender como ele chegou nesta situação, Nic luta para se recuperar, mas volta a meia caindo na tentação. Muito sincero em relação a epidemia de jovens viciados, o filme tem uma perspectiva um pouco diferente da que normalmente é apresentada, mostrando não só a luta de Nic mas também como sua família é afetada e tenta ajudá-lo. (Indicação por Bárbara Demerov)

Suspíria - A Dança do Medo


Remake do clássico homônimo de Dario Argento, Suspíria - A Dança do Medo acompanha uma renomada academia de dança alemã. Estrelado por Dakota Johnson, este terror não é para os fracos de estômago. A Markos Tanz Company é o centro desta história, em que as dançarinas não só competem entre si para se tornarem a melhor, mas também tentam sobreviver os acontecimentos obscuros que se escondem por trás das cortinas. O elenco ainda tem Tilda Swinton, Chlöe Grace Moretz e Mia Goth, além de contar com Luca Guadagnino na direção, sim, aquele de Me Chame Pelo Seu Nome. Uma das melhores partes do filme é a direção, que de forma muito criativa deixa as cenas muito mais pavorosas. (Indicação por Bruno Martins)

Anos 90


Escrito e dirigido por Jonah Hill (sim, o cara de Superbad - É Hoje), Anos 90 é uma comédia dramática sobre a entrada de Stevie (Sunny Suljic) na adolescência. Com uma vida doméstica complicada, principalmente com seu relacionamento com o irmão Ian (Lucas Hedges), ele começa a andar de skate e, assim, faz um grupo de amigos com os outros skatistas da região. O filme tem uma pegada bem realista da juventude americana da década de 1990, com diversos elementos da época que, para que cresceu no período, não vai ter como não se identificar com os personagens jogando Nintendo 64, compando CDs e alugando filmes na locadora. Intenso e muito mais profundo do que a premissa ofecere, Anos 90 foi o filme perfeito para Hill começar a nova jornada como diretor. (Indicação por Nathália Gonçalves)

No Portal da Eternidade


Uma biografia do grande artista Van Gogh, No Portal da Eternidade acompanha o pintor durante sua passagem por Arles, no sul da França. Rejeitado pela sociedade e pela indústria, a mente de Vincent se deteriora cada vez mais, tornando suas relações interpessoais cada vez mais complicadas. O filme usa de artifícios visuais para te colocar na mente do pintor, usando de filtros amarelados e sem foco para tentar dar um pequeno gosto de como funciona a loucura de Van Gogh. Durante sua conturbada jornada, ele tem encontros importantes para seu desenvolvimento, como seu irmão Theo (Rupert Friend), o artista Gaugin (Oscar Isaac), o padre (Mads Mikkelsen) e Paul Gachet (Mathieu Amalric). Com uma estética de tirar o fôlego, No Portal da Eternidade não é somente sobre o pintor, mas também sobre a angústia de ser diferente do resto. 

Ponto Cego


Em um ano em que o vencedor do Oscar de melhor filme foi extremamente criticado por sua visão apaziguadora das relações raciais, Ponto Cego é a obra sobre dois amigos (um branco e um negro), dirigindo juntos e enfrentando as diferentes maneiras como o mundo os encara que o cinema precisava. Na trama, Collin (Daveed Diggs) é um homem nos seus últimos dias de condicional. Trabalhando em uma empresa de mudança com seu problemático melhor amigo de infância, Miles (Rafael Casal), ele batalha para se manter na linha enquanto viaja no caminhão de mudança por uma Oakland em crescente processo de gentrificação. Um veículo de estrelato para Diggs, o longa faz rir e faz chorar sem aparente esforço, é um retrato brilhante dos nossos tempos e uma obra essencial para o melhor entendimento da violência policial sofrida pelo povo negro. (Por Nathália Gonçalves)

Relatos Selvagens


Uma antologia com seis histórias, Relatos Selvagens é um filme sobre a reação de pessoas quando o estresse consegue os empurrar para fora do socialmente aceitável. Em situações cotidianas, como ter seu carro rebocado e não conseguir recuperá-lo, que no efeito dominó em suas vidas, acaba tendo consequências mais complicadas. Ao invés de lidar com os acontecimentos como todo mundo, estes personagens saem do controle, tendo reações horríveis a situações que são corriqueiras na vida do resto das pessoas. O elenco conta com grandes estrelas argentinas, como Ricardo Darín, Oscar Martinez e Leonardo Sbaraglia.

Sete Dias Sem Fim


Todo mundo lida com luto de uma forma diferente, e isso fica muito claro em Sete Dias Sem Fim. Quando o pai da família Altman morre, sua esposa Hilary (Jane Fonda) chama seus filhos para sentarem shivá. Voltando para sua cidade natal, os irmãos Judd (Jason Bateman), Wendy (Tina Fey) e Phillip (Adam Driver) reencontram sua mãe e Paul (Corey Stoll) o único dos Altmans a ficar em casa. Cada um com seus próprios problemas, os filhos não tem nenhum interesse de celebrar a morte do pai desta forma. Apesar de todo o drama, o filme tem uma camada de comédia que traz uma certa leveza no que poderia ser uma história muito deprê, e (pelo menos para mim) assistir o filme é uma experiência um pouco catártica.

O Peso do Passado


Anos depois de uma tragédia quando se infiltrou em uma gangue, a investigadora Erin Bell (Nicole Kidman) reencontra pistas para prender as pessoas que acabaram com sua vida. Essa é a básica premissa de O Peso do Passado, que traz Kidman em uma transformação que a deixa quase irreconhecível. O suspense policial aborda a dificuldade de superar tragédias, além do momento em que suas vontades passam por cima de seus deveres. Apesar de ser um filme para a atriz mostrar todo seu brilho, o elenco de suporte também transborda talento, contando com Tatiana Maslany, Sebastian Stan, Toby Kebbell e Bradley Whitford. Para quem está querendo um longa policial com ação e suspense, invista duas horinhas para ver O Peso do Passado. (Indicação por Bárbara Demerov)

O Rei da Comédia


Uma das diversas colaborações entre o diretor Martin Scorsese e o ator Robert De Niro, O Rei da Comédia conta a história de Rupert Pumpkin (De Niro), um aspirante a comediante que está buscando sua abertura na indústria. Quando seu ídolo, o apresentador de TV Jerry Langford (Jerry Lewis), não lhe dá atenção, ele se junta a sua amiga Masha (Sandra Bernhard) para sequestrá-lo. O filme, que foi um dos que serviu de inspiração para Coringa, mostra o quão longe as pessoas obcecadas vão para conquistar seus sonhos. Um dos clássicos do cinema, nunca dá para errar assistindo De Niro e Scorsese. (Indicação por Bárbara Demerov)

O Fantástico Sr. Raposo


Dirigido pelo rei do indie, Wes Anderson, O Fantástico Sr. Raposo é a opção para toda a família da lista. Feito em stop motion com bonecos, o filme conta a história do Sr. Raposo, com voz de George Clooney na versão original, que apesar de ter prometido para a esposa, Sra. Raposa (Meryl Streep), que ia parar de roubar, se junta com seus vizinhos para afastarem uma fazenda que planeja derrubar seus lares. Como de costume nos filmes de Anderson, o elenco (mesmo que de voz neste caso) é repleto de grandes estrelas do cinema, como Michael Gambon, Bill Murray, Willem Dafoe, Owen Wilson e Adrien Brody. O Fantástico Sr. Raposo é fofo, divertido e uma aventura que vai capturar não só a sua atenção, mas de crianças também. 

Colette


Conhecida por seus papéis em filmes de época, Keira Knightley ataca novamente em Colette, como a autora francesa Sidonie-Gabrielle Colette. A trama do filme, baseado em uma história real, acompanha a jornada da escritora no início de sua carreira e  através de seu complicado casamento com Willy (Dominic West). Dominador e abusivo, ele leva os créditos pela série de livros de Claudine, que trazem grande sucesso para seu nome, mas foram escritos por Colette. Porém, em uma sociedade repleta de restrições de gênero e sexualidade, ele lhe dá a liberdade para explorar paixões com quem bem entender. Uma história fascinante sobre uma figura importantíssima tanto da história da literatura quanto da comunidade LGBT, Colette abre espaço para pessoas de todos os gêneros, sexualidades e expressões de tais de maneira complexa e interessante, nunca se contentando com estereótipos. (Por Nathália Gonçalves)

AdoroCinema
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