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Museu de Florença promove obras-primas que retratam negros

Os Uffizi são a mais importante galeria renascentista do mundo

3 jul 2020
11h50
atualizado às 12h23
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As Gallerie degli Uffizi, principal museu renascentista do mundo e situadas em Florença, na Itália, promoverão uma série de iniciativas para destacar obras protagonizadas por personagens negros.

'Adoração dos Magos' de Albrecht Dürer, em exibição nos Uffizi
'Adoração dos Magos' de Albrecht Dürer, em exibição nos Uffizi
Foto: Divulgação / Ansa - Brasil

O projeto se chama "Black Presence" ("Presença Negra") e surge em meio ao movimento global contra o racismo desencadeado pelo assassinato do ex-segurança americano George Floyd por um policial branco, em Minneapolis, Estados Unidos.

A iniciativa começará em 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, com uma transmissão às 20h (horário italiano) no TikTok, na qual Justin Randolph Thompson, diretor de um festival de cultura negra em Florença, percorrerá os corredores dos Uffizi e apresentará algumas obras sob o ponto de vista da igualdade racial.

Às 21h, no Facebook, o instrumentista Gabin Dabiré, de Burkina Fasso, fará uma apresentação com instrumentos tradicionais africanos em frente ao quatro "Perseu liberando Andrômeda" (1510-1515), de Piero di Cosimo.

Além disso, a página do museu no Facebook publicará oito vídeos semanais (sempre aos sábados), nos quais Thompson detalhará diversos quadros com personagens negros, como os retratos de reis da Abissínia e da Etiópia feitos por Cristofano dell'Altissimo no século 16 ou "Domenica delle Cascine" (1634), do pintor flamingo Justus Sustermans.

"Por meio da arte, o museu pode contar a grande história do passado e fazer reviver as obras no presente", disse o diretor dos Uffizi, Eike Schmidt.

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