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Após 40 anos, Casa dos Amantes é reaberta em Pompeia

Cerimônia contou com a presença do ministro Dario Franceschini

18 fev 2020
09h14
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Por Silvia Lambertucci - "Os amantes levam, como abelhas, uma vida tão doce quanto o mel". A frase escrita em uma parede cor de vinho, onde dois patos brancos parecem nadar placidamente, ressalta a magia da Casa dos Amantes, uma joia única do Parque Arqueológico de Pompeia, reaberta depois de 40 anos. O local havia sido fechado após o terremoto de Irpinia, por ter se tornado inutilizável o suficiente para ser perigoso, mesmo para profissionais. "É incrivelmente precioso justamente devido à genialidade do grande Amedeo Maiuri, o arqueólogo que a trouxe de volta à luz em 1931 e que teve a intuição de consolidar o piso superior da casa já durante a escavação", explicou Massimo Osanna, diretor do Parque Arqueológico.
    Uma cerimônia realizada nesta terça-feira (18) com o ministro dos Bens Culturais da Itália, Dario Franceschini, e a imprensa italiana marcou a reabertura da residência e a apresentação do Grande Projeto para a Segurança do Local, iniciado em 2014, após uma sequência de colapsos.
    O projeto de restauro foi financiado em grande parte com fundos europeus, "um total de 105 milhões de euros destinados a salvar um Patrimônio da Humanidade". "Uma história de renascimento e redenção, um modelo para toda a Europa na gestão de fundos da UE. Um local onde pesquisas e novas escavações voltaram a funcionar graças ao trabalho de muitos profissionais do Patrimônio Cultural", afirmou o político. Durante o evento, Franceschini também anunciou a abertura de outras três novas domus - residência das famílias ricas -, entre elas a Casa della Nave Europa e a Casa del Frutteto, que conta com cubículos florais fantasmagóricos e um dos melhores exemplos de pintura de jardim encontrado na cidade. Para Osanna, a casa é uma maravilha recuperada pelos restauradores do parque e que agora deixam todos sem fôlego, com suas paredes cobertas de frutas e flores, limões, pássaros tremulando, uma figueira à qual se apega uma cobra, mas também cenas de faraós.
    "Não é uma representação trivial da paisagem. Por trás dessas representações há um significado religioso, há referências aos cultos egípcios de Osíris e Dionísio, aos cultos orientais. De fato, uma das casas mais bonitas de Pompeia", acrescentou o diretor do Parque. Para tornar a visita mais imersiva, os restauradores também equiparam o local com um sistema de iluminação LED. Ao todo, são 76 intervenções, 50 quilômetros de alvenaria protegidos, 30 mil metros cúbicos de parede e 10 mil metros quadrados de gesso.
   

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