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Ana Paula Maia, Cristina Judar e Aline Bei vencem Prêmio São Paulo de Literatura 2018

Pela primeira vez na história da premiação, três mulheres ganham nas três categorias

5 nov 2018
21h50
atualizado em 6/11/2018 às 09h17
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Pela primeira vez desde sua criação, em 2018 o Prêmio São Paulo de Literatura premia três mulheres de uma vez: Ana Paula Maia, Cristina Judar e Aline Bei. O anúncio foi feito na noite desta segunda, 5, na Biblioteca Parque Villa-Lobos.

Nascida em 1977 no Rio de Janeiro, Ana Paula Maia ganhou na categoria Melhor Romance por Assim na Terra Como Embaixo da Terra. Publicado pela Record, o livro se passa em uma colônia penal isolada, um local que anos antes havia sido palco de tortura e assassinato de escravos. Autora também de Enterre Seus Mortos, Ana Paula ganhou R$ 200 mil.

Ana Paula Maia é autora de 'Assim na Terra Como Embaixo da Terra'
Ana Paula Maia é autora de 'Assim na Terra Como Embaixo da Terra'
Foto: Sergio Caddah/Divulgação / Estadão

O prêmio reconhece, ainda, desde 2013, os melhores romances de autores estreantes em duas categorias (até aquele ano, apenas um estreante era premiado independentemente da idade). A escritora e jornalista paulistana Cristina Judar, de 47 anos, ganhou na categoria mais de 40 anos por seu livro Oito do Sete. A obra, lançada pela Reformatório, é narrada por quatro vozes distintas: duas amantes, um anjo e uma cidade.

Aline Bei, também paulistana, de 31 anos, ganhou na categoria Melhor Romance de Autor com Menos de 40 anos, por O Peso do Pássaro Morto. Publicado pela Nós, o romance acompanha a vida de uma mulher dos 8 aos 52 anos.

Aline e Cristina ganharam R$ 100 mil cada uma.

"Temos que estar com livros na mão, não com arma. A literatura salva. Me salvou", disse Aline Bei, ao receber, emocionada, o prêmio.

Cristina Judar disse que sabia o risco que corria com Oito do Sete, "um livro nada convencional". Dedicou o prêmio também às mulheres escritoras e disse que gostaria que não houvesse muros, ao falar sobre escritores LGBT.

Ana Paula Maia, no momento nos Estados Unidos, não participou da cerimônia na noite desta segunda-feira.

O júri final do prêmio, que é outorgado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, foi formado por Ubiratan Brasil, editor do Caderno 2; Jiro Takahashi, editor; Julián Fuks, escritor, Moacir Amâncio, professor da USP; e Neide de Almeida, socióloga e consultora nas áreas de leitura e literatura.

Estadão

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