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Vinho & Paladar
O prazer de beber um bom vinho está relacionado ao paladar, mas a arte de degustá-lo é intimamente ligada ao conhecimento. Só a experiência permite a distinção entre sabores, aromas e cores. A recomendação é escolher o tipo de sua preferência e comparar marcas e safras diferentes. Com o tempo, certamente, você será capaz de selecionar o que mais o agrada. Algumas dicas podem auxiliar no início dessa deliciosa aventura.
Os vinhos brancos, com exceção dos vinhos de sobremesa (que são muito doces), variam de secos (sec), meio-secos (demi-sec) e meio-doces (suave). Os iniciantes na arte de tomar vinhos costumam optar pelos suaves.
Os açúcares presentes nos vinhos demi-sec e suaves no Brasil não são naturais, são adicionados antes do engarrafamento.
Os vinhos brancos podem ser cor de palha, amarelo esverdeado, dourado ou amarelo alaranjado. Nessas variações, apresentam intensidade pálida, média ou profunda.
Os vinhos brancos com coloração dourada em geral são menos secos do que os de cor mais clara. Mas a cor pode ser determinada pelo envelhecimento. Por esse motivo, o método não é infalível.
Os vinhos brancos baratos tendem a ser menos secos do que os mais caros.
Os Chardonnays geralmente são secos, e os Sauvignon Blancs, ainda mais secos.
Os vinhos elaborados com as uvas Malvasia de Candia costumam ser suaves. Entretanto, a vinícola Dom Laurindo lançou um Malvasia de Candia seco.
O Sauvignon Blanc costuma apresentar mais acidez do que o Chardonnay, o que significa que seu sabor é mais nervoso e menos redondo.
O Chardonnay pode ter um aroma de pêssego, maçã madura, abacaxi ou frutas tropicais ou odor terroso, enquanto o Sauvignon Blanc tem um aroma de ervas, vegetação, fruta acre ou melão. O Riesling tem toque de pêssego e lima, e o Gewürtraminer é mais para o floral, lembra rosas e é exoticamente frutado.
O Chardonnay deve apresentar tons dourados, o Sauvignon Blanc e o Riesling têm coloração esverdeada, enquanto o Gewürtraminer tem matiz amarelada.
É um erro comum acreditar que quanto mais velho o vinho, melhor. Isso pode valer para alguns vinhos tintos, mas os brancos, em sua maioria, devem ser consumidos jovens e frescos. Os nacionais, principalmente, não aceitam envelhecimento, nem os verdes de Portugal ou os italianos Frascati. As exceções ficam por conta dos das regiões de Bordeaux ou Borgonha, na França, da Califórnia, nos Estados Unidos, e os australianos.
A qualidade não pode ser medida apenas pelo tipo de vinho e pela marca. O importante é considerar o tipo de sua preferência, a elaboração pela vinícola e a safra. Essa combinação é que determina a qualidade. A cada safra é elaborado um novo vinho.
As temperaturas muito frias, ao contrário do que se acredita, não são ideais para os vinhos brancos, porque ofuscam a sutileza do sabor do vinho. Os mais secos e encorpados, como os Chardonnay, devem ficar entre 10 e 12 graus, enquanto os mais frutados e ligeiros podem chegar aos 8 graus.
Não utilize o congelador ou o freezer para gelar o vinho branco rapidamente. A opção mais eficaz para gelar e conservar o vinho é o balde com gelo. Uma garrafa 8 min na água com gelo sofre uma redução de 5 graus na temperatura, o que corresponde a 1h na geladeira.
Fonte: Agência RBS
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