Da Itália ao Brasil: veja pizzarias e suas especialidades em SP

Thaís Sabino
Considerado um dos pratos mais universais, o conceito de pizza pode-se dizer que surgiu na Antiguidade, quando os egípcios assavam pães chatos para as refeições. Segundo a coordenadora de gastronomia do Centro Universitário Senac, Mariana Avila Maronna, a pizza foi uma evolução destas produções. “Na verdade, a pizza que conhecemos hoje surgiu na Itália, mas a ideia da massa chata assada é dos egípcios”, disse ela.

Na Idade Média, segundo a coordenadora, os italianos já faziam massas cobertas com verduras. “O tomate chegou à Itália no século 18 e foi no fim deste século e início do século 19 que surgiu a pizza como conhecemos hoje”, lembrou Mariana.

O sabor mais tradicional entre as pizzas, a marguerita, surgiu por volta de 1890, afirmou a coordenadora. Segundo ela, um pizzaiolo de Nápoles, na região sul da Itália, recebeu uma encomenda de uma pizza para recepcionar o rei Umberto I e sua esposa, a rainha Margherita di Savoia. Ele, então, decidiu fazer uma pizza com as cores da Itália: usou o molho de tomate para representar o vermelho, o manjericão para o verde e a mozzarela de búfala para o branco. “Ele batizou a pizza de marguerita, em homenagem à rainha”, acrescentou.

Pizzas abrasileiradas
Quem pensa que comer pizza no Brasil é apreciar a culinária italiana, se engana. De acordo com Mariana, enquanto aqui a massa é fina e a cobertura é generosa, na Itália acontece o contrário. “A massa deles é mais grossa. Em Nápoles, a espessura da massa e da borda é determinada, o molho é só para umedecer, se usa pouco queijo e manjericão apenas para dar sabor”, descreveu Mariana.

A descendente de italianos e chef da pizzaria Speranza, Mônica Tarallo, confirmou a diferença. A família Tarallo é de Nápoles, por isso, desde pequena Monica conhece as “leis” da preparação de uma pizza. “Deve ser sempre aberta na mão, nunca com rolo, precisa ser redonda, ter entre 30 cm e 35 cm de diâmetro, a borda precisa ter a medida certa e o centro não pode sobressair”, disse ela.

As regras de Nápoles são baseadas na importância de sentir o sabor de cada ingrediente. “Com muita cobertura, não sente o paladar. Mas, aqui no Brasil, não teve normas”, afirmou a descendente de italianos. Sobre as diferenças, Mônica citou o tipo de farinha e tomates usados e completou: “não existe pizza doce na Itália”.

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