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Tecnologia tem diferentes impactos em favelas de BH

Escola da periferia da capital mineira estima que apenas 21% dos alunos concluíram os Planos de Estudos Tutorados devido à falta de acesso

11 jan 2022 09h00
| atualizado em 12/1/2022 às 20h51
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Beco favela
Beco favela
Foto: Erlaine Grace

Ao longo dos anos a tecnologia vem contribuindo para a evolução do mundo, mas a definição de tecnologia não se enquadra apenas às indústrias e grandes empresas e nem se limita a equipamentos eletrônicos. A tecnologia está em tudo e em todos os lugares, desde uma caneta, até aparelhos modernos que cabem nas mãos.

O mercado tecnológico cresce cada vez mais, num ritmo veloz e desafiador para quem acompanha as novas tendências.

O que difere o acesso a uma tecnologia e outra, são as desigualdades sociais. Por mais que existam novidades tecnológicas surgindo diariamente em todo o mundo, poucas chegam, de fato, para toda população brasileira.

Professor Elioenay ministrando curso de Marketing Digital
Professor Elioenay ministrando curso de Marketing Digital
Foto: Elionenay / ANF

Essas diferenças ficaram acentuadas com o isolamento devido à pandemia. As ferramentas tecnológicas têm sido as principais aliadas na busca pela sobrevivência e desenvolvimento.

A internet, por exemplo, é uma ferramenta essencial na educação. O uso de uma internet com qualidade e de computadores capacitados para atividades remotas passaram a ser primordiais em todas as classes sociais. Mas essas necessidades ficaram pendentes para uma  grande parte dos moradores das favelas brasileiras.

A dificuldade de ter uma conexão de qualidade e um dispositivo de acesso à rede que funcione de forma adequada, tornou inviável o acesso às aulas remotas, o que classifica a situação como grave e preocupante.

Colégio Manoel Costa
Colégio Manoel Costa
Foto: Erlaine Grace / ANF

O impacto que essas barreiras causam na educação, a curto prazo, é irreparável. Na Escola Estadual Deputado Manoel Costa, localizada na periferia de Belo Horizonte, estima-se que apenas 21,16% dos alunos concluíram os Planos de Estudos Tutorados (Pets), devido às privações de informações remotas.
Segundo José Carlos, 49 anos, professor de matemática e estatística aplicada, 72 alunos não retornaram às aulas presenciais em novembro do ano passado, embora a escola esteja fazendo uma busca ativa para contatar esses estudantes.

Professor José Carlos
Professor José Carlos
Foto: Arquivo Pessoal

Para Carlos, a criação dos Pets pelo governo foi um passo importante para a educação on-line, mas há ainda muito o que investir na tecnologia de informação. “Nem o professor tem o suporte necessário para proporcionar educação remota de qualidade ao aluno e nem o aluno tem a possibilidade de receber uma educação qualificada em casa”, afirma. Os professores também precisam ter equipamentos e conectividade próprios para dar as aulas.

Essas estatísticas banem a ideia que alguns ainda têm de que o acesso tecnológico trata-se de luxo. É uma questão emergencial que deve ser solucionada de imediato. É o que propõe o programa Inclusão Digital BH, criado pela Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), junto à Prefeitura da capitam mineira (PBH).

O projeto foi lançado no início de dezembro de 2021 e deve ampliar o acesso à internet de excelência nas 218 vilas, favelas e conjuntos habitacionais da capital e beneficiar 370 mil moradores. Entre eles, 45 mil estudantes da rede municipal.

Além do serviço de internet gratuito, o programa oferece capacitação e formação profissional na área de tecnologia (TI) para todas as idades, de forma presencial e remota. Os cursos vão de informática básica, até programação.

O presidente da Prodabel, Leandro Garcia, diz que a ideia é de inclusão de forma diferenciada: não é somente instalar as antenas. A equipe também vai fornecer computadores, tablets e equipamentos recondicionados de toda natureza. A distribuição será para quem não possui os equipamentos ou tem um número limitado que não atende toda a família.  

Leandro Garcia
Leandro Garcia
Foto: Arquivo Pessoal

Conforme dados da pesquisa TIC Domicílios de 2020, nas classes mais pobres, menos de 50% das famílias possuem internet em casa, e daquelas que possuem, 85% acessam apenas através de aparelhos celulares. “A gente tem trabalhado com um tripé de inclusão. A internet sozinha, sem computador e sem capacitação não vai ser útil”, acrescenta Leandro.

A proposta é de conectividade nas residências de cada um, para que eles não precisem ir em pontos estratégicos, como praças e locais próximos.

Adriano Ventura, Superintendente de Comunicação da Prodabel, explica que os hotspots, pontos de internet gratuitos instalados na cidade, serão colocados dentro das casas dos moradores para que eles não precisem sair do próprio lar para acessar a internet na rua. “Isso é um ganho sensacional. A gente entende que isso é dignidade, é fazer o município levar condição de bem-estar social para dentro das casas das pessoas”, fala Adriano.

Outro fator importante é a oportunidade de geração de emprego através dos cursos profissionalizantes. Adriano menciona a oferta de vagas na área de informática, principalmente para programadores, por falta de gente qualificada para ocupar os cargos. A ideia é preparar os jovens que gostam e têm vontade de entrar na área da tecnologia da informação para o mercado de trabalho. “O projeto de vilas e favelas é só um pedaço de um plano apaixonante”, declara.

A rede vai ser distribuída em fibra ótica via wi-fi. A previsão é de que até fevereiro de 2022, 70 vilas e favelas sejam beneficiadas e que 70% do projeto esteja concluído até o final de 2022. De acordo com Leandro, a estimativa de cobertura das 218 favelas é de dois anos. “É difícil, não é trivial, o desafio é grande, vai dar muito trabalho, mas é possível”, ressalta. Toda infraestrutura vai custar 45,6 milhões de reais. 

O gari Whashington Rodrigues, 60 anos, foi um dos beneficiados com o projeto de inclusão digital
O gari Whashington Rodrigues, 60 anos, foi um dos beneficiados com o projeto de inclusão digital
Foto: Erlaine Grace / ANF

A implantação da Inclusão Digital BH começou a funcionar na Favela do Índio, que abrange bairros da região de Venda Nova. Washington Rodrigues, 60 anos, trabalha como gari na vila há dois anos e foi um dos beneficiados. Ele conta que, por causa do trabalho, ele e outros funcionários da limpeza urbana precisam entrar em contato com a empresa constantemente pela internet, e nem sempre tem como recarregar o celular. “Eu nunca tinha participado de um projeto parecido e fui privilegiado por fazer parte da primeira comunidade a ser contemplada”, diz.

Rodrigues comenta que existem pessoas menos favorecidas que precisam estar conectadas, inclusive na região metropolitana; ele sugere que o programa se estenda a locais mais afastados e para populações ainda mais pobres. “Conheço muita gente que perde oportunidade de trabalho pela falta de interação digital”, conclui.

Na residência da cabeleireira Marlene Santos, 40 anos, foi instalada uma das antenas wireless. Apesar de usar internet paga, Marlene concordou com a instalação por achar importante esse tipo de projeto para as pessoas sem acesso não só na comunidade, mas para a população em geral.

Marlene dos Santos
Marlene dos Santos
Foto: Arquivo Pessoal

Ela discorre sobre a desigualdade digital e aposta na mudança da comunicação pelo meio mais utilizado, que é através da internet, diz que é a oportunidade de todos terem o acesso gratuito:  “fico orgulhosa de fazer parte deste projeto e assino embaixo”.

Vilas e comunidades querem e precisam de mais acesso e dignidade. Para mudar esse percentual é necessária uma transformação social para reparar séculos de atrasos. Alterar o curso natural dessa realidade e fazer o rumo da história tomar um novo caminho é tarefa de todos, mas é um desafio maior sem a dependência única e exclusiva do governo.

A maior parte das políticas públicas não possuem programas que permitam à população menos privilegiada interagir com as novas tecnologias. Geralmente, são ações de  doações de alimentos, promoção de festas e eventos atrativos para comunidades. Porém, os menos favorecidos precisam de conhecimento atualizado para estar preparado para concorrência no mercado de trabalho.

Atentas a essa exclusão digital, diversas instituições estão criando, na própria comunidade, projetos que ajudam os mais pobres a se destacarem no mercado digital, através de oficinas e cursos profissionalizantes. Um desses incentivadores é o projeto Gambiologia, que nasceu na capital mineira em 2008 e propõe iniciativas que exploram peculiaridades da cultura brasileira no contexto eletrônico, especialmente relacionadas à tradição da “gambiarra”.

O Gambiologia, em parceria com a Associação ARebeldia, fundou o Favela Hacklab, um laboratório educativo de invenção, instalado de forma itinerante em comunidades periféricas. Os idealizadores são moradores da vila Alto Vera Cruz, zona leste da capital.

A inspiração foi a cultura maker, que se trata de uma subcultura que significa “faça você mesmo”. Em síntese, recorre a ideia de que todos podem criar, construir ou consertar objetos com as próprias mãos.

A fim de amenizar a falta de acesso a recursos, como aulas práticas de robótica e eletrônica nas escolas públicas, os idealizadores propõem ações organizadas em temporadas, com conteúdo didático customizado para os diferentes perfis dos participantes.

Foi a partir dessa percepção que a psicóloga Magna Aguilar, 34 anos, decidiu fundar o Centro de Apoio Acolher. "Sempre fui moradora do morro e percebia que as crianças e adolescentes, muitas vezes, entravam no mundo da criminalidade por falta de investimento e acolhimento", disse. Desde os 17 anos ela se envolve com ações sociais ligadas à comunidade.

Magna elaborou o projeto com a ajuda de profissionais voluntários. O integrante Wallison Matos de Araújo, 46 anos, cedeu o imóvel para a concretização da ONG. Matos trabalhava na supervisão da instância do Márcio Mascarenhas, em Brumadinho, e hoje, desempregado, aproveita as horas vagas para se dedicar ao projeto.

Wallison e Magna
Wallison e Magna
Foto: Arquivo Pessoal / ANF

No local, são oferecidos diversos cursos, todos gratuitos. Percebendo o significado e a carência da inclusão tecnológica nas favelas, o grupo incluiu o curso de Marketing Digital. As aulas contam com 15 alunos e são ministradas pelo professor Elioenay Libny. Com apenas dois computadores na sala, o professor usa o retroprojetor para não deixar nenhum jovem sem instrução.

Mesmo com poucos recursos, a ONG tem planos de investir para que todos tenham oportunidade de investir no mercado tecnológico e globalizado. O próximo programa prevê a criação do projeto Estúdio no Morro "o estúdio vai ser aberto à comunidade para se desenvolver digitalmente e criar trabalhos audiovisuais", planeja Magna. 

A criação do estúdio vai facilitar a divulgação das demandas presentes nas favelas. 

O Centro é uma ONG localizada no Morro das Pedras, aglomerado da região Oeste de BH, e tem a missão de acolher, cuidar e contribuir para o desenvolvimento humano e social de crianças, jovens e adultos em situação de privação, exclusão e vulnerabilidade social, tornando-os capazes de realizar melhorias em suas vidas e dando a eles a oportunidade de se tornarem jovens, adultos e pais e líderes que poderão conferir mudanças sustentáveis e positivas às comunidades.

Se a oportunidade não é algo natural para quem está à margem da sociedade, é preciso ir em busca dela.

Conheça mais dez instituições em BH que proporcionam cursos e oficinas relacionados à tecnologia de forma gratuita e/ou com preços acessíveis:

Chama Periferia: Grupo de moradores do bairro Mantiqueira que atua no compartilhamento de informações sobre a periferia. Desde oportunidades de negócios, divulgação do trabalho dos moradores, oficinas e cursos presenciais e remotos. Todos  gratuitos ou com preços proporcionais à realidade dos favelados e periféricos.
Rede Social: @chamaperiferia
Telefone: (31) 97523-3404

Ong Cidadania e Paz: Localizada em BH, a ONG realiza oficinas de informática e empreendedorismo, além de dança e costura. Apoia mulheres em situação de vulnerabilidade da cidade de Sabará e administra um bazar que recebe doações e contribui para a subsistência dos projetos.
Local: Rua Lunds Ferreira, 255 – Bairro Nova Vista
Telefone: (31) 3487-9454

Ong Contato: Instituição que promove diversos projetos, incluindo tecnologia e inovação.
Rede Social: @contatoong
Local: Rua Pouso Alto, 175 – Bairro Serra
Telefone: (31) 2557-1946

Ong Mudança Já: Oferece diversos cursos gratuitos de capacitação profissional, incluindo informática básica.
Rede Social: @ongmudancaja
Local: Rua Maria Helena, 20 – Bairro Candelária
Telefone: (31) 3457-3080

Ong Oportunidade: realiza ações sociais em dezenas de comunidades e cursos gratuitos para gerar emprego.
Rede Social: @ongoportunidade
Local: Av. Ministro Oliveira Salazar, 781 – Bairro Santa Mônica
Telefone: (31) 3568-5921

Ong Viver Bem: Possui projetos de inclusão profissional e variados cursos de capacitação, incluindo informática e manutenção de computadores.
Rede Social: @ongviverbem
Local: Rua Miguel Gomes da Costa, 51 – Bairro Mantiqueira
Telefone: (31) 98252-2107

Projeto Esperança: Oferece cursos gratuitos de capacitação profissional em diversas áreas, incluindo as tecnológicas.
Rede Social: @projetoesperancabh
Local: Rua Maria Helena, 20 – Bairro Candelária
Telefone: (31) 3789-7768

Projeto Social Luiz Vidas: Oferece serviços através do empreendedorismo social desenvolvido e implementado e cursos profissionalizantes a preços populares.
Rede Social: @luizvidas
Local: Av. Santa Rosa, 745 – Bairro São Luiz
Telefone: (31) 3492-0893

Projeto Transformando Vidas: Entre outras ações, oferece cursos gratuitos.
Rede Social: @projetotransformandovidasbh
Local: Rua conceição de Itapema, 363 – Bairro Jardim Leblon
Telefone: (31) 2535-4510

Prodabel: Em parceria com a PBH, oferece cursos gratuitos de informática de forma on-line. Prioriza a inscrição de jovens e adultos de regiões vulneráveis, mas está aberto a todos.
Rede Social: @prefeiturabh
Local: Av. Presidente Carlos Luz, 1275 – Bairro Caiçara
Telefone: (31) 3277-8342

Principais tendências em inovação e tecnologia

Antes de decidir em qual curso investir tempo e dedicação, é válido estudar sobre as principais tendências para os próximos anos.

Já é de conhecimento geral que a pandemia acelerou o processo de digitalização. Com isso, houve mudanças no comportamento dos consumidores que demandam inovações mais significativas. Para 2022, as tendências estão concentradas na hiperautomação, acessibilidade e inteligência artificial.

Essa velocidade de evolução tecnológica é chamada de tecnologia exponencial, que promete ser a nova revolução da área e mudar a forma do cotidiano das pessoas e o mundo dos negócios.

Além da inteligência artificial, outros exemplos são a data science, biologia digital,  biotecnologia, medicina, nanotecnologia, fabricação digital, redes e sistemas de computadores, robótica e veículos autônomos.

De acordo com uma pesquisa da Internet Data Center (IDC), o investimento em transformação digital vai crescer 15,5% até 2023. Em 2022, 70% das empresas terão acelerado o uso de tecnologias digitais.

Algumas dessas tendências tecnológicas já estão em atividade, mas precisam de mais trabalho e desenvolvimento para gerar impacto e acrescentar os processos em andamento hoje.

Seguem oito previsões tecnológicas para 2022:

•    Internet via satélite: esse é um método de acesso à internet que pode ser oferecido em qualquer parte do mundo. A conexão é feita por meio de um satélite localizado no espaço. Os dados são enviados por meio do servidor da operadora, através de antenas parabólicas. A Forrester, empresa norte-americana de pesquisa de mercado, prevê que, em breve, 85% dos usuários da internet via satélite estarão localizados em áreas rurais, trabalhando à distância ou por instalações remotas e essa opção pode ajudar na resolução da exclusão digital que ainda está presente. Essa modalidade tem chances de competir com o 5G, por ter uma infraestrutura de difícil implantação. O 5G é a próxima geração de rede de internet móvel que pretende tornar mais eficaz as interações pelos dispositivos celulares. Com mais capacidade de downloads e uploads, vai proporcionar cobertura mais ampla e conexões mais estáveis. A partir das ondas de rádio, será permitido o uso de vários aparelhos simultaneamente numa única rede móvel.

•    Computação que aprimora a privacidade: é uma maneira de aprimorar a privacidade do processamento de dados particulares em ambientes não confiáveis, devido à nova rotina de compromissos on-line, a segurança dos dados ficou ameaçada. A Cyber security, ou segurança cibernética tornou-se uma das principais preocupações das organizações e da sociedade, que atualmente passa mais tempo conectada deixando em risco informações confidenciais. Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em vigor, tanto pessoas jurídicas como físicas têm buscado formas de proteger e cuidar da privacidade. Só no Brasil, em 2020, os ataques e golpes virtuais aumentaram 220%. No primeiro semestre de 2021, conforme a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), agência regulada pelo Ministério da Economia, a ferramenta utiliza diferentes técnicas de proteção para coletar todas as informações valiosas e atender às conformidades ao mesmo tempo. Adquirir serviços de segurança é a única garantia de estar à frente dos cibercriminosos.

•    Hiperautomação: é uma abordagem que permite, através da disciplina e orientação dos negócios, identificar, examinar e automatizar, em alta velocidade, o maior número possível de processos de negócios e TI, permitindo qualidade do sistema que consegue um aumento relativamente elevado de carga, sem que isso afete negativamente o seu desempenho (escalabilidade) e operação remota do modelo de negócios. Em síntese, combina a automação robótica dos processos (RPA) e a inteligência artificial (AI) para melhorar a tomada de decisões. As plataformas de hiperautomação são variadas e podem ser aplicadas às tecnologias que as empresas já têm, melhorando a performance e o desempenho com um custo menor. A inteligência artificial trata-se de um agrupamento de várias tecnologias, como redes neurais artificiais, logorítimos, sistemas de aprendizado, entre outros que conseguem simular capacidades humanas ligadas à inteligência.

•    Acessibilidade como principal prioridade: segundo a Forrester, a previsão é de que, em 2022, sejam direcionados US$ 10 bilhões para a área de design para fornecedores e serviços que aprimoram a experiência desse público e, em conjunto com a área de Customer Experience, possam gerar um impacto direcionado para esse público.

•    Tecnologia centrada no ser humano: a tendência do mercado é usar a tecnologia emergente para focar em seus colaboradores e incentivá-los a inovar e digitalizar. As métricas não serão somente focadas em resultados financeiros, mas em impulsionamento, criatividade e inovação a partir de novas ideias. A multiexperiência ou experiência multidimensional gera mais confiança, satisfação e lealdade por parte do consumidor final, uma vez que integra a experiência do colaborador, usuário e cliente.

•    Difusão da entrega como serviço: segundo a pesquisa da IDC, em 2022, cerca de 40% dos orçamentos destinados para a área de TI das grandes empresas serão redistribuídos para outros setores e para a adoção de novos pacotes integrados. Os serviços, como as plataformas na nuvem, espaço de trabalho virtual e conectividade, promovem mais agilidade e alinhamento dos novos modelos de negócios.

•    IA Generativa: a Inteligência Artificial Generativa utiliza dados para aprender novos artefatos e realizar novas criações, semelhantes à original, porém mais inovadoras. É uma tecnologia com potencial para criar formas de conteúdo, produtos e plataformas. Também propõe melhorar o que já existe de maneira automatizada e inteligente, de acordo com as expectativas dos clientes, identificadas na coleta dos dados. É uma estratégia que unifica informações e une diversos canais no intuito de melhorar a experiência dos usuários nas empresas. As organizações precisam conhecer as necessidades e gostos de cada tipo de cliente e prestar um atendimento personalizado e voltado para o interesse final dele.

•    Implante de chips cerebrais: desde 2020, o empresário Elon Musk aposta no implante de chips no crânio humano para conectá-lo às máquinas; são chips de fios extremamente finos, que serão ligados aos neurônios e propõem que pessoas com pouca mobilidade ou problemas motores consigam controlar aparelhos eletrônicos apenas com a mente. Outro intuito dos implantes, de acordo com Musk, é recuperar pessoas com lesões grave na medula espinhal, como os tetraplégicos. A tecnologia ainda está em fase de testes e gera controvérsias entre neurocientistas e pesquisadores. Grande parte das tendências mencionadas é uma evolução do que já é aplicado no mercado. Certamente, novas técnicas, metodologias e plataformas vão surgir ao longo dos próximos anos. Para garantir o funcionamento e a existência, não só as empresas, como todo cidadão terão que acompanhar e investir na tecnologia digital. Isso é garantia de evolução e mudança em todas as áreas da vida.

 

ANF
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