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SP: sindicato ameaça quem for 'furar greve' na Volkswagen

Paralisação, que deve começar nesta quarta-feira, foi aprovada por todos os funcionários da montadora, nesta terça, durante uma assembleia

6 jan 2015 20h47
| atualizado em 7/1/2015 às 17h25
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Montadora disse em nota que medidas paliativas adotadas desde 2013, como férias coletivas e suspensão temporária dos contratos de trabalho, não foram suficientes diante das expectativas para a indústria automotiva
Montadora disse em nota que medidas paliativas adotadas desde 2013, como férias coletivas e suspensão temporária dos contratos de trabalho, não foram suficientes diante das expectativas para a indústria automotiva
Foto: Edmilson Magalhães / Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

"A gente não quer receber aqui companheiros furando o movimento. Vai ter ovo!", anunciava um carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, nesta terça-feira, no pátio da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo. As promessas são relacionadas à greve dos 13 mil funcionários da montadora, que está marcada para começar nesta quarta-feira. 

A paralisação é uma reação à demissão de 800 empregados que aconteceu nesta terça-feira, na montadora localizada na Grande São Paulo. Segundo a Volkswagen, o corte de funcionários representa a "primeira etapa de adequação de efetivo".

Após demissões na Volkswagen, sindicato faz ameaças:

O carro de som do sindicato anunciou também que, nesta quarta-feira, "vai ter 'Tereza'" - uma corda cheia de graxa que serve para que os funcionários não possam entrar na fábrica durante as greves, sem que fiquem sujos - e as catracas estarão bloqueadas. 

A paralisação foi aprovada por todos os funcionários da montadora, nesta terça, durante uma assembleia. A duração do protesto é por tempo indeterminado.

Mais cedo, a montadora disse em nota que medidas paliativas adotadas desde 2013, como férias coletivas e suspensão temporária dos contratos de trabalho, não foram suficientes diante das expectativas para a indústria automotiva. Por isso, as demissões teriam sido necessárias.

Nesta quarta-feira, o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, classificou as demissões como "desrespeito da montadora com os metalúrgicos", em uma nota oficial. 

"Conclamamos o governo, a sociedade e, sobretudo, o movimento sindical a dar um basta nesta chantagem", afirmou. No comunicado, Antonio declara também que a CSB apoia a greve dos funcionários da Volkswagen.

No mesmo dia, o sindicato divulgou que a fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, não renovou a licença remunerada e demitiu 244 funcionários no final do ano. A montadora confirmou que houve demissões, mas não confirmou o número de trabalhadores que foram desligados da empresa.

Fonte: Terra
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