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Chevrolet S10, uma picape com função social no Pantanal

Veja como a picape Chevrolet extrapola sua função de trabalho e lazer e ajuda na preservação de um símbolo brasileiro, a onça-pintada

27 jun 2022 - 19h20
(atualizado às 19h39)
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Chevrolet S10 Z71 a serviço do Instituto Homem Pantaneiro: apoio à preservação da onça-pintada.
Chevrolet S10 Z71 a serviço do Instituto Homem Pantaneiro: apoio à preservação da onça-pintada.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Chevrolet S10 há muitas. Segundo a GM, em 2020 a S10 rompeu a marca de 1 milhão de picapes produzidas no país desde o lançamento da primeira geração, em 1995. Mas algumas S10 são especiais. Dez modelos Z71 foram levados de balsa até a Serra do Amolar (MS) com uma função social importante: ajudar na preservação da onça-pintada e de outros felinos do Pantanal.

A presença da Chevrolet S10 Z71 numa região absolutamente inóspita, 200 km rio acima no Rio Paraguai, a partir de Corumbá (MS) não é uma simples ação de marketing da GM. É, na verdade, um pequeno passo da nova General Motors. A montadora americana assumiu o compromisso de ser a empresa mais inclusiva do mundo (e não só de carros). A nova GM trabalha agora sob o chapéu ESG, com ênfase no ambiente, no social e na governança. A picape Chevrolet S10 mostrou-se um veículo adequado para as necessidades do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

Coronel Rabelo, idealizador do projeto: apoio do GM dá mais agilidade ao instituto.
Coronel Rabelo, idealizador do projeto: apoio do GM dá mais agilidade ao instituto.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Das 10 picapes Chevrolet enviadas ao Pantanal, uma chegou antes e ficou com a equipe de campo da ONG. A S10 Z71 tem 200 cv de potência, 500 Nm de torque, câmbio automático de 6 marchas, tração 4x4, conforto, segurança, robustez e uma ampla caçamba com capacidade para 1.061 litros ou 1.134 kg. Outras 9 foram levadas de balsa para demonstração para jornalistas e influenciadores. Além disso, a GM fez um aporte financeiro no IHP, que é comandado por Ângelo Rabelo, coronel reformado do Exército brasileiro.

Um par de onças-pintadas filmado por uma das 57 câmeras trap do IHP.
Um par de onças-pintadas filmado por uma das 57 câmeras trap do IHP.
Foto: Instituto Homem Pantaneiro / Divulgação

O conservacionista Diego Viana, médico veterinário, conduz os trabalhos de campo do IHP, que tem um posto avançado na Fazenda Acurizal, na Serra do Amolar. Segundo Diego Viana, existem cerca de 100 onças-pintadas no Pantanal. Trata-se do maior felino da região. Seu chefe, o Coronel Rabelo, lembra que a onça-pintada está no topo da cadeia alimentar, portanto sua preservação dá aos ambientalistas um sinal de que todo o ecossistema da região está funcionando bem. 

Frota de picapes Chevrolet S10 Z71 transportadas de balsa pelo Rio Paraguai à Fazenda Acurizal.
Frota de picapes Chevrolet S10 Z71 transportadas de balsa pelo Rio Paraguai à Fazenda Acurizal.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

No dia em que a expedição da GM partiu de Corumbá, no barco hotel Yatch, uma onça-pintada havia sido atropelada na entrada da cidade. O IHP tenta proteger as onças e seu hábitat para que não ocorram acidentes como este. Várias onças são monitoradas. A primeira delas é acompanhada há 4 anos e se chama Isa. Uma onça macho, chamada Joujou, livrou-se recentemente de uma coleira com GPS após vencer o prazo de 18 meses da bateria. Uma outra onça macho, a Guató, foi resgatada durante um incêndio, tratada e devolvida ao meio-ambiente (agora com a coleira) de 400 g (um macho pode pesar 150 kg).

A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar do Pantanal.
A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar do Pantanal.
Foto: Instituto Homem Pantaneiro / Divulgação

A Serra do Amolar é uma das regiões mais lindas do Brasil. De Corumbá até a Fazenda Acurizal são 200 km pelo rio e 100 km em linha reta. A GM já patrocina 27 projetos ecológicos na Mata Atlântica, entre São Paulo e Rio Grande do Sul (estados nos quais produz carros) e decidiu participar desta ação no Pantanal dentro da sua filosofia de contribuir para um mundo melhor.

Reação mais rápida contra os incêndios
A presença da Chevrolet S10 Z71 na Serra do Amolar e também nas fazendas próximas a Corumbá, é efetiva, mas também simbólica. Em pouco tempo na região, a equipe do IHP conseguiu penetrar mais fundo e mais rápido no Pantanal, não apenas para atender necessidades específicas dos bichos na região, como para instalar 52 câmeras trap e 5 pontos do sistema de monitoramento que indica focos de incêndio.  Além do transporte de emergência, a Chevrolet S10 também serve para que o IHP chegue mais rápido às fazendas pantaneiras para explicar a importância da preservação das onças.

Nossa reportagem com membros do IHP durante visita à Serra do Amolar.
Nossa reportagem com membros do IHP durante visita à Serra do Amolar.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Segundo o IHP, o tempo de resposta a um foco de incêndio foi reduzido de 6 dias para 7 horas, podendo ser menos. O bisavô de Diego Viana era um matador de onça. Mané Brabo viveu de 1894 a 1957 matando onças no Pantanal, quando essa atividade era legal e até rendia boa fama. Agora, a bordo de uma Chevrolet S10 Z71 que cumpre uma função social, Diego se emociona e até chora ao retomar o contato da família com os felinos pantaneiros. Só que agora para salvar e não para matar.

Chevrolet S10 Z71 tem tração 4x4 e pode carregar mais de 1.300 kg de carga.
Chevrolet S10 Z71 tem tração 4x4 e pode carregar mais de 1.300 kg de carga.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

No mundo de Mané Brabo, até 1957, nem o homem pantaneiro nem a GM tinham compromissos ecológicos. No Brasil de 2022 a GM e o Instituto Homem Pantaneiro fazem da Chevrolet S10 uma picape com função social. “Fogo e fauna jamais podem se encontrar”, afirma o Coronel Rabelo. Mas isso aconteceu e de forma trágica em 2020, quando 26% do Pantanal foi arrasado pelo fogo. Em 2021, os incêndios queimaram bem menos (7%) e abaixo da média histórica (15%).

Equipe do IHP: Wener Moreno, Betina Kellermann, Diego Viana, Fernanda Coppola e Geovani Tonolli.
Equipe do IHP: Wener Moreno, Betina Kellermann, Diego Viana, Fernanda Coppola e Geovani Tonolli.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Para as novas pretensões ambientais da GM, o trabalho do Instituto Homem Pantaneiro se encaixa perfeitamente. “O trabalho do IHP é 360 graus”, diz Nelson Silveira, ou seja, não se esgota no cuidado com as onças pintadas. O IHP faz gestão direta de 77.696 mil hectares, onde desenvolve estratégias e práticas de conservação e preservação – além de manutenção da infraestrutura. Além disso, o instituto atua com parcerias na proteção de 276.000 hectares da Serra do Amolar.

Primeira picape S10 embarcando na balsa para a viagem de volta rumo a Corumbá.
Primeira picape S10 embarcando na balsa para a viagem de volta rumo a Corumbá.
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Segundo a GM, o aporte financeiro no Instituto Homem Pantaneiro é anual, mas a montadora tem intenção de mantê-lo a longo prazo. Uma picape Chevrolet S10 Z71 zero km, como a do IHP, custa R$ 283.890. O veículo cedido pela GM é na modalidade comodato, ou seja, somente para uso e não para posse.

Guia do Carro
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