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Anfavea registra melhor produção dos últimos 20 meses

Com 219 mil veículos produzidos em julho, Anfavea comemora melhor mês desde novembro de 2020 e 8,7 mil vendas diárias, totalizando 182 mil

5 ago 2022 - 11h14
(atualizado às 11h31)
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Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea: alta na produção de veículos.
Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea: alta na produção de veículos.
Foto: Sergio Quintanilha / Reprodução YouTube

Julho foi um bom mês para a indústria automobilística, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Com quase 219 mil veículos fabricados, julho foi o melhor mês na produção desde novembro de 2020. Além de ter registrado a melhor produção dos últimos 20 meses, a Anfavea também comemora o aumento das vendas diárias na casa de 8,7 mil veículos (contra 6 mil no início do ano).

O aumento de produção de 7,5% ocorreu apesar da paralisação de quatro fábricas, que somaram 49 dias sem produzir devido à falta de semicondutores. No ano, a Anfavea já contabiliza 24 paralisações de fábricas e 408 dias sem produção.

Nas vendas internas, o Brasil registrou crescimento de 2,2% em relação a junho. Foram 182 mil emplacamentos em julho contra 178 mil no mês anterior. O maior volume, como sempre, foi dos automóveis de passeio, com 135,4 mil, porém com o menor índice de crescimento (1,2%).

Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, 50 mil unidades desse volume foram vendas para locadoras. Ele mostrou preocupação com o fato de as vendas a prazo terem caído drasticamente. Em julho, as vendas diretas representaram 50% do volume (no ano é de 42%).

“Se o Brasil quer crescer nesse mercado, é fundamental o acesso ao crédito”, alertou, criticando a alta taxa de juros e os três IOFs que os consumidores pagam na compra de um carro financiado. 

Lima Leite fez este alerta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e afirmou que será preciso um crescimento linear de 13% para que a meta de 2,140 milhões de veículos seja cumprida em 2022. Segundo o presidente da Anfavea, "o consumidor da classe média está comprando menos". Veja abaixo os números fornecidos pela Anfavea no balanço mensal de julho.

BALANÇO ANFAVEA JULHO 2022
SETORJULHOJUNHOVAR
Total182.994178.067+2,2%
Veículos leves169.197165.688+2,1%
> Automóveis de passeio135.431133.781+1,2%
> Picapes, vans e furgões33.76631.907+5,8%
Caminhões33.76631.907+5,3%
Ônibus1.2431.404-11,5%
Produção218.950203.598+7,5%
Exportação41.90647.315-11,4%

Argentina afeta as exportações
Márcio de Lima Leite afirmou que a queda 11,4% nas exportações (5.409 veículos) foi resultado da crise na economia da Argentina. Segundo a Anfavea, em julho a Argentina teve -9,1% na produção, -21% nas vendas internas e -28% nas exportações.

“O que acontece no mercado argentino naturalmente impacta no mercado brasileiro, pois a Argentina é o maior importador e o maior exportador de carros para o Brasil”, disse Lima Leite.

Comportamento no mercado de veículos da Argentina em julho.
Comportamento no mercado de veículos da Argentina em julho.
Foto: Adefa / Anfavea

No total, o Brasil exportou 288,2 mil autoveículos este ano. A média é de 41,7 mil veículos. No ano passado, o país exportou 376,4 mil veículos (média mensal de 31,3 mil unidades). O melhor ano durante o governo Bolsonaro foi 2019, com 433,5 mil veículos exportados (média de 36,2 mil). Se mantiver a média atual, a Anfavea conseguirá se aproximar de meio milhão de veículos exportados. A estimativa é de 496,7 mil veículos.

Redução de IPI
O presidente da Anfavea elogiou a inclusão dos automóveis de passageiros na nova etapa de redução do IPI, que passou de 18,5% para 24,75% sobre as alíquotas praticadas antes da primeira redução (março).

“Foi uma decisão sensata do governo federal, em especial do Ministério da Economia, no sentido de ataque ao custo Brasil e da busca de uma carga tributária mais compatível com a de outros países produtores de veículos”, disse Márcio de Lima Leite.

 

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