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Ultraprocessados de origem vegetal também prejudicam a saúde

Alimentos ultraprocessados são prejudiciais para a saúde, e aqueles que são à base de plantas (como batatas fritas) não escapam: aumentam riscos de doenças

14 jun 2024 - 01h42
(atualizado às 05h42)
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A cada artigo científico sobre comida processada, vemos que ela é mais prejudicial à saúde do que se imagina, com uma lista extensa de malefícios. Na segunda-feira (10), um artigo da USP apresentado na The Lancet Regional Health levou essa compreensão a outro nível ao mostrar que mesmo alimentos ultraprocessados de origem vegetal (ou seja, sem carne) podem ser prejudiciais à saúde.

Foto: Eiliv Aceron/Unsplash / Canaltech

Nós sempre temos essa sensação de que os alimentos vegetarianos tendem a ser saudáveis, mas no caso dos ultraprocessados, essa lógica não se aplica — conforme vemos no estudo. Ou seja: as batatas fritas não entram nesse cálculo.

E por falar em cálculo, o artigo traz alguns dados para ficarmos de olho: os alimentos ultraprocessados feitos de plantas aumentaram o risco de doenças cardiovasculares em 5%. Enquanto isso, o risco de morte precoce teve um crescimento de 13%.

De acordo com o material, cada substituição de 10% de alimentos ultraprocessados à base de plantas por plantas frescas, congeladas ou minimamente processadas reduziu o risco de desenvolver doenças cardiovasculares em 7% e o risco de morrer de doenças cardíacas em 13%.

Ultraprocessados de origem vegetal também podem ser prejudiciais para a saúde (Imagem: Arnold Antoo/Unsplash)
Ultraprocessados de origem vegetal também podem ser prejudiciais para a saúde (Imagem: Arnold Antoo/Unsplash)
Foto: Canaltech

Para chegar nessas porcentagens, os pesquisadores analisaram um dos maiores bancos de dados do Reino Unido, UK Biobank. Ao todo, mais de 118 mil pessoas de 40 a 69 anos tiveram seus relatos sobre alimentação vasculhados pelos cientistas, tal como registros hospitalares e de mortalidade.

"Substituir 10% de ultraprocessados de origem vegetal ou ultraprocessados de origem animal por uma quantidade igual de alimentos de origem vegetal não-ultraprocessados foi associado a um risco reduzido de doença cardiovascular e doença coronariana", dizem os pesquisadores.

"Estas descobertas avançam o conhecimento atual, destacando que uma maior ingestão de alimentos de origem vegetal só pode trazer melhores resultados de saúde cardiovascular quando baseada em grande parte em alimentos minimamente processados, enquanto uma maior ingestão de comida ultraprocessada de origem vegetal pode ter efeitos prejudiciais à saúde", concluem.

Dieta vegetariana

Mas é verdade que optar por uma dieta vegetariana pode gerar benefícios. Pelo menos, é o que sugerem algumas evidências científicas.

Por exemplo: vegetarianos têm menos risco de desenvolver câncer, conforme diz um estudo da revista BMC Medicine. Nesse caso, as chances são 14% menores, em comparação com as pessoas que comem carne. O artigo também menciona que mulheres vegetarianas são 18% menos propensas a desenvolver câncer de mama após a menopausa.

Além disso, comer mais proteínas vegetais e menos animais ajuda a envelhecer melhor, segundo um estudo publicado no periódico The American Journal of Clinical Nutrition.

O pesadelo dos alimentos ultraprocessados

Além de gerar mais impacto ambiental, os alimentos ultraprocessados representam riscos para saúde mental e física, já que podem aumentar o índice de depressão.

As evidência ainda sugerem problemas como obesidade, diabetes tipo 2 e, como vemos neste estudo atual do Centro de Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, Nupens/USP. 

Fonte: The Lancet Regional Health

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