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Por que celulares baratos estão ficando melhores?

O mercado de celulares baratos está passando por mudanças positivas, pois as configurações melhoram sem que o preço dos aparelhos acima do esperado

15 jun 2024 - 22h06
(atualizado em 17/6/2024 às 04h03)
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A busca pelos termos "celular bom" e "celular barato" é alta no Google, demonstrando o quanto o público brasileiro está focado em economizar ao comprar smartphone novo, mas sem abrir mão de diferenciais importantes para a usabilidade. Mas sempre foi dificil concialiar essas duas qualidades em um aparelho só, até que as coisas começaram a mudar no pós-pandemia.

Foto: Erick Teixeira/Canaltech / Canaltech

O Canaltech conversou com as principais marcas do mercado para entender porque celulares de R$ 1.500 sempre tinham uma câmera péssima e desempenho "lagado" antes de 2020 e, em 2024, existem tantas boas opções disponíveis para comprar.

Em um segmento mais maduro, a estratégia das líderes do mercado tem sido trazer cadas vez mais recursos dos seus top de linha para os intermediários e intermediários premium, buscando atingir quem não pode ou não quer gastar muito. Mas será que só isso explica por que os celulares baratos estão ficando melhores?

Android: o sistema propagado e acessível

Ao olharmos para o mercado de celulares intermediários, o Android é o único sistema operacional em uso. Por mais que a Apple esteja crescendo no market share brasileiro, a empresa ainda foca mais em modelos topo de linha. Logo, o iOS é um software nichado, já que não existem celulares lançados da gigante de Cupertino, custando até R$ 1.500, exceto os usados, que não fazem parte do propósito desta pauta.

De acordo com o Statcounter, o Android ocupava, em maio de 2024, a segunda posição entre os sistemas operacionais mais usados no Brasil, mas sendo líder em mobile, com 39,93% de alcance. Isso é fruto de uma ascensão iniciada em 2012, com Galaxy S III, Motorola RAZR HD, LG Optimus L7, entre outros dispositivos muito marcantes naquele momento.

O Android é o sistema mobile mais usado no Brasil (Imagem: Reprodução/Statcounter)
O Android é o sistema mobile mais usado no Brasil (Imagem: Reprodução/Statcounter)
Foto: Canaltech

Entretanto, o Android só se destaca tanto no mercado por ser um software de código aberto — open source —, permitindo a customização da raiz de maneira abrangente. O sistema desenvolvido pelo Google tem suas limitações no uso prático, pois a versão pura, presente apenas nos celulares Pixel, traz apenas os aplicativos necessários, sem oferecer diferenciais relevantes.

Por mais que os smartphones intermediários até R$ 1.500 tenham seus impeditivos, é importante que a gigante das buscas garanta que outras fabricantes conseguirão implementar mais soluções para elevar a usabilidade. Por isso, é muito comum vermos interfaces personalizadas, baseadas em alguma versão do Android. No Brasil, as mais populares são a One UI (Samsung), My UX (Motorola), HyperOS, antiga MIUI (Xiaomi) e Realme UI (Realme).

Como a Samsung aborda o mercado intermediário

Desde que os primeiros smartphones apareceram no mercado brasileiro, os usuários começaram a ter acesso aos modelos com diferentes faixas de preço. Porém, quem queria ter um pouco mais de desempenho, precisava recorrer aos topos de linha, que nunca foram modelos acessíveis para a maioria dos usuários.

Em 2011, a Samsung anunciou o Galaxy S II, que chegou ao país por R$ 1.999. Com configurações robustas para aquela década, como tela Super AMOLED Plus de 4,3 polegadas, 1 GB de RAM e 16 GB de armazenamento, o modelo chamava a atenção.

Todavia, ele não era a opção ideal em custo-benefício, já que as opções aplicáveis para esta divisão entregavam uma experiência simplória. O Galaxy Y é um bom exemplo disso, pois possuía tela TFT de 3 polegadas, 290 MB de memória RAM e 180 MB de espaço interno, custando R$ 359.

A linha Galaxy J entregava preço baixo e configurações atrativas (Imagem: Felipe Demartini/Canaltech)
A linha Galaxy J entregava preço baixo e configurações atrativas (Imagem: Felipe Demartini/Canaltech)
Foto: Canaltech

Após alguns anos com modelos simples, e liderança confortável no market share brasileiro, a Samsung lançou uma nova linha de smartphones: a Galaxy J. Mantendo a divisão do seu alfabeto mobile, a sul-coreana trouxe o modelo Galaxy J1 4G para o Brasil por R$ 649, mantendo o equilíbrio coerente entre preço e configurações. Esta nova letra da família Galaxy serviu para manter um produto com qualidade e preço baixo, sendo categorizado abaixo do Galaxy A3, que custava R$ 1.200 em 2015.

Com o passar do tempo, e a extinção da linha J em 2019, as séries M e A se tornaram as mais acessíveis. Assim, a Samsung conseguiu consolidar grandes sucessos, que seguem recebendo upgrades geracionais. Só em 2024, a fabricante lançou cinco produtos na faixa de preço até R$ 1.500, com variantes 4G e 5G, são eles:

Os celulares básicos da Samsung estão com preços cada vez menores, mas com visual de flagship (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
Os celulares básicos da Samsung estão com preços cada vez menores, mas com visual de flagship (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
Foto: Canaltech

"A Samsung tem como objetivo oferecer um amplo portfólio em todas as categorias, garantindo que consumidores possam encontrar soluções que atendam suas necessidades. Observamos também que a estratégia de promover a democratização do acesso a tecnologias está sendo muito bem recebida pelo mercado brasileiro.

Por isso, olhando para o mercado de smartphones de entrada, estimamos um aumento no número de vendas em 2024, considerando os recentes lançamentos de diferentes modelos com recursos topo de linha a ótimo custo-benefício", relatou Rafael Aquino, Mobile Experience Senior Product Manager da Samsung Brasil.

Tecnologias cada vez mais acessíveis

Baseado no histórico da Samsung, de migrar tecnologias dos topos de linha para as versões mais baratas, após algumas gerações, os celulares intermediários da empresa estão cada vez melhores. Atualmente, a sul-coreana é a marca com o maior portfólio de smartphones 5G no Brasil, demonstrando a atenção da marca às tendências do mercado.

Afinal, a atualização do smartphone para uma tecnologia mais recente não garante apenas o acesso à nova rede, mas um chipset mais moderno em sua carcaça. Dessa forma, o desempenho do celular é melhor, as câmeras entregam maior versatilidade e qualidade, e a administração energética eficaz.

O mesmo é visto na tela dos aparelhos, pois diversos modelos até R$ 1.500 da Samsung já possuem paineis Super AMOLED, e apenas os muito baratos ainda trabalham com LCD. Os 90 Hz de taxa de atualização que deixam os displays dos celulares mais fluidos também se tornou padrão nessa faixa de preço.

"Entendemos que oferecer tecnologias avançadas em linhas mais acessíveis contribui para a melhoria da rotina das pessoas, e a Samsung acredita que todos merecem se beneficiar das inovações tecnológicas. Um exemplo desta atuação é a conexão 5G. Até o momento, disponibilizamos 47 modelos 5G nas mais variadas faixas de preço — o maior portfólio 5G do mercado brasileiro", destacou Aquino.

Mais anos de Android e segurança robusta

Um ponto que causa muita polêmica é a longevidade dos celulares devido à falta de atualização do sistema. Grande parte das fabricantes de celulares com o Android ainda enfrenta problemas para garantir updates frequentes a seus smartphones, apesar de o Google entregar novas versões do software anualmente.

Em 2024, a Samsung ajustou sua estratégia de mercado para abrir ainda mais vantagem na "corrida dos updates". Com o propósito de garantir ao público que o ciclo de vida dos seus produtos será amplo, a empresa oferece quatro anos de atualização de sistema e cinco para o pacote de segurança mensal para boa parte dos modelos das famílias Galaxy A e M.

As linhas Galaxy M e A estão com maior ciclo de vida, graças aos anos a mais de atualização do Android (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
As linhas Galaxy M e A estão com maior ciclo de vida, graças aos anos a mais de atualização do Android (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)
Foto: Canaltech

Ainda a respeito da segurança, além dos ajustes liberados pelo Google, e as correções aplicadas pela marca na One UI, este elemento está ganhando mais relevância em celulares baratos. Por isso, a sul-coreana aprimorou o Samsung Knox para os produtos intermediários, com destaque para o Vault, chip que protege os aparelhos Galaxy A e M de 2024 de vazamentos dos dados sensíveis, uma tecnologia que se alinha com a LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

"Parte importante do processo de democratização é estender o ciclo de vida dos produtos, para que as pessoas possam manter o smartphone por um maior período de maneira segura e funcional", complementou Rafael Aquino.

Motorola e a invenção do celular intermediário moderno

A Motorola é praticamente a mãe do conceito de "celular intermediário" como o conhecemos hoje. Antes do primeiro Moto G, era extremamente difícil achar um smartphone acessível que entregasse desempenho aceitável no Brasil. O sucesso que ele fez em 2013, e que seus sucessores repetiram nos anos seguintes, são prova de que a marca acertou a mão.

Com a plataforma Qualcomm Snapdragon 400 de 1,2 GHz, 1 GB de memória RAM e alternativas com 8 GB ou 16 GB de armazenamento. Além das especificações chamarem a atenção, seu preço a partir de R$ 799 agradou ao público brasileiro.

"Quando lançamos nosso primeiro Moto G, o preço do modelo de entrada era R$ 799. Hoje, 11 anos depois, independente da inflação do período, o Moto G04s possui câmera de 50 MP suportada por Inteligência Artificial, tem 128 GB de memória interna, memória RAM Boost de até 8 GB para turbinar sua performance, design sofisticado com a câmera frontal, selfie escondida na tela principal, cores inéditas PANTONE e mais. Mesmo com toda essa evolução, seu preço de entrada segue nesta mesma faixa", disse a Motorola Brasil em nota oficial para o Canaltech.

Ao olharmos os gráficos do Statcounter, a Motorola ainda estava estagnada em 2013, encerrando o ano com 3,14% de representação no market share nacional. Porém, a popularidade da 1ª geração do Moto G mudou tudo, garantindo para a empresa a vice-liderança em apenas seis meses.

A Motorola era a quarta maior fabricante de celular do Brasil (Imagem: Reprodução/Statcounter)
A Motorola era a quarta maior fabricante de celular do Brasil (Imagem: Reprodução/Statcounter)
Foto: Canaltech

Em complemento a isso, a popularidade do aparelho se propagou, levando-o a ser o modelo mais vendido da história da marca em 2014. O desejo por este celular era multifacetado, pois ele tinha um preço acessível, com design diferenciado, algo que a Motorola segue trabalhando até a atualidade.

Manter a relevância no mercado intermediário com os celulares importados é um desafio

Com a popularização dos celulares chineses, sejam os comercializados oficialmente no Brasil, ou via mercado cinza, a Motorola conseguiu segurar as rédeas e se manter no top 2. Grande parte desta estabilidade da marca se deve ao fato de o nome da empresa ter um respeito do público nacional, por todo o legado alcançado nesta década de atuação mais intensa na categoria de celulares bons e baratos.

"O volume de smartphones vendidos com preços de até R$ 1.000 representa aproximadamente 40% do total que é vendido no Brasil. Nesta faixa, a Motorola detém em torno de 40% das vendas" disse o porta-voz da marca.

A Xiaomi e a Realme são empresas presentes no Brasil, mas os aparelhos não são vendidos no varejo (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
A Xiaomi e a Realme são empresas presentes no Brasil, mas os aparelhos não são vendidos no varejo (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
Foto: Canaltech

Para a fabricante, é importante que os consumidores foquem em versões homologadas pela Anatel, seja para terem a confiança de assistência via garantia, ou por receberem acessórios preparados para o padrão elétrico do Brasil. Assim, a segurança no uso, e a durabilidade do aparelho, terão uma longevidade superior aos modelos que possuem "carregador global".

"A Motorola tem compromisso de longo prazo com o Brasil. Estamos aqui há 30 anos e seguiremos por muitos anos mais. Respeitamos o código do consumidor brasileiro, e respeitar esse código é prioridade em tudo que fazemos", relatou a Motorola.

Inovar sem impactar no preço é uma necessidade

A Motorola foi a primeira empresa a lançar com suporte à tecnologia 5G no Brasil, com o Edge e o Edge Plus. Porém, a empresa estava focada em garantir a "democratização" desta novidade do mercado mobile para a categoria intermediária, trazendo posteriormente os modelos Moto G 5G Plus, e Moto G 5G. Porém, os seus preços ainda estavam altos, sendo anunciados no país por R$ 2.999 e R$ 2.799, respectivamente.

Entretanto, de 2020 até a atualidade, a Motorola conseguiu ajustar ainda mais o preço da versão 5G de seus modelos da linha Moto G, garantindo a 80% do seu portfólio atual esta compatibilidade. Assim, é comum encontrarmos celulares bons e baratos, como o Moto G84, abaixo de R$ 1.500, entregando diferenciais complementares à tecnologia de dados e internet móvel.

A linha Moto G tem um apelo maior em design a cada geração (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
A linha Moto G tem um apelo maior em design a cada geração (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
Foto: Canaltech

Entre eles, está o design com cores PANTONE, a embalagem de material reciclável e com a fragrância Firmenich, que possui um aroma desenvolvido exclusivamente para a marca. Além disso, a Motorola está trabalhando com telas que entregam frequências maiores, áudio com tecnologia Dolby Atmos, software com o Google Assistente integrado, entre muitas outras melhorias para elevar a experiência de uso em uma categoria acessível.

"É com muita alegria que vemos mais e mais brasileiros com acesso a smartphones de ponta, podendo utilizar tecnologias que nunca tiveram acesso até agora. Por meio de muito investimento e pesquisa em inovação seguiremos democratizando a tecnologia no Brasil. A Inteligência Artificial, é um grande exemplo disso. Ela está incorporada em todo nosso portfólio, já há vários anos, desde o lançamento do primeiro smartphone com comando de voz "Ok Google" no Moto X em 2014. Hoje nosso foco no desenvolvimento do AI está em inovar com a melhor experiência de câmeras, maior duração da bateria, melhor performance da memória RAM e mais segurança", complementou a marca.

Marcas chinesas aumentam competitividade na categoria intermediária

O público brasileiro teve acesso com maior frequência aos celulares das fabricantes norte-americanas, europeias, japonesas e sul-coreanas. Porém, no final da década passada, a popularização do e-commerce impactou na aquisição de novos eletrônicos, inclusive smartphones.

Por muitos anos, as empresas chinesas foram vistas como "distribuidoras de produtos piratas", ou "fabricantes de celulares xing-ling". Todavia, a Huawei, Xiaomi e BBK Eletronics — dona da OnePlus, vivo, OPPO e Realme — encabeçaram um novo momento, mostrando que há muito mais do que celulares sucateados no maior país da Ásia.

Com a popularização da importação, as fabricantes chinesas ganharam força no Brasil (Imagem: Divulgação/OPPO)
Com a popularização da importação, as fabricantes chinesas ganharam força no Brasil (Imagem: Divulgação/OPPO)
Foto: Canaltech

Dessa forma, a importação de celulares cresceu nos últimos anos, seja diretamente, ou por meio de comerciantes que vendem o produto de maneira não-oficial, o famoso mercado cinza. Para quem tem renda inferior a dois salários mínimos, a compra dos smartphones chineses se tornou um meio de ter acesso às tecnologias que costumavam demorar muito para chegarem nos aparelhos vendidos no Brasil, ou serem aplicadas majoritariamente nos flagships

Xiaomi: o império chinês também atua no Brasil

Quando se fala em celular chinês, a Xiaomi é a primeira empresa que vem na cabeça de grande parte dos brasileiros. Isso se deve ao fato da fabricante ter os seus modelos circulando pelo país há uma década. Com a primeira chegada oficial da marca ao Brasil, em 2015, o público teve acesso ao Redmi 2, uma concorrente chinês do Moto G, por R$ 499.

A Xiaomi veio para o Brasil duas vezes, mas segue mais popular no mercado cinza (Imagem: Wellington Arruda/Canalatech)
A Xiaomi veio para o Brasil duas vezes, mas segue mais popular no mercado cinza (Imagem: Wellington Arruda/Canalatech)
Foto: Canaltech

Grande parte deste sucesso está relacionado ao custo-benefício dos celulares. Afinal, modelos como o Pocophone F1, que marcou a volta da Xiaomi para o Brasil, entregaram configurações robustas para a sua categoria, sendo caracterizado como "flagship killers" — matadores de topo de linha.

Por outro lado, estes smartphones mais parrudos são mais caros, custando em torno de R$ 3 mil no site oficial da empresa. Então, focando nas opções boas e baratas, temos o Poco M4, que custa R$ 1.499, sendo um produto equilibrado e traz conexão 5G. É importante destacar que a presença da Xiaomi no Brasil entrega, como maior vantagem, a garantia de troca ou conserto do celular, algo que não acontece para os consumidores que compram via importação ou mercado cinza.

"Nosso foco está em aparelhos que entregam excelentes funcionalidades, recursos inovadores e que atendam às exigências dos consumidores. Para isso, oferecemos um mix completo com aparelhos desde os chamados "de entrada" até flagships", disse a Xiaomi Brasil em nota oficial.

Realme mostra que juventude e maturidade podem andar juntas

A Realme é uma empresa oriunda da OPPO, que "conquistou" sua independência em 2018. Apesar de ser uma marca nova, a fabricante tem uma filosofia de produção de celulares parecida com a Xiaomi: entregar celulares bons e baratos, focando em proporcionar uma experiência agradável em diferentes faixas de preço.

Com foco maior no público jovem, os celulares da Realme tem um design mais apelativo, que traz aspectos físicos de modelos premium em categorias mais básicas. No Realme C53, por exemplo, vimos um corpo mais quadrado, com módulos de câmera avantajados e Mini Cápsula — entalhe em formato animado — o produto pode ser visto como um "iPhone com Android".

A Realme atua no Brasil há 3 anos (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
A Realme atua no Brasil há 3 anos (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)
Foto: Canaltech

Essa dinâmica de adaptar o visual ou recursos de celulares mais caros para modelos de entrada, permite que o público pague menos de R$ 1.000 por um celular básico e funcional. Considerando os upgrades aplicados nas gerações posteriores, e em modelos um pouco melhores, que ainda se mantém próximos de R$ 1.500, é notório que a Realme tem muitos pontos positivos, que ainda receberão a atenção do público em larga escala.

A chegada da empresa ao Brasil em 2021, garantiu ao mercado nacional mais uma concorrente, que representava em maio de 2024 0,5% do market share, de acordo com o Statcounter. Até o encerramento deste artigo, a Realme Brasil não respondeu ao contato da nossa equipe para uma nota oficial.

Celulares baratos estão ficando melhores, sim!

Considerando todo o histórico do mercado mobile, os celulares baratos estão ficando melhores por alguns motivos específicos. O primeiro deles é o feedback do público, que está sendo ouvido com maior frequência pelas fabricantes, garantindo uma experiência prática condizente com as expectativas.

Outro elemento que impacta bastante nesta evolução é a popularização de tecnologias que já foram muito caras. Muitas empresas começam a explorar novidades em seus flagships e, conforme a aceitação dos usuários cresce, essas inovações começam a ser implementadas em modelos mais baratos.

Isso foi visto com a Inteligência Artificial focada em fotografia, modo retrato, câmera tripla, e até mesmo com o 5G. Então, quando elementos que encarecem um smartphone são desenvolvidos para atender a uma escala maior, otimizações são realizadas com o intuito de baratear a produção. Assim, quando chegam aos celulares mais básicos, não impactam tanto no preço.

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