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Popularidade da cannabis medicinal cresce entre mulheres na menopausa

Frente a sintomas desconfortáveis como ondas de calor, distúrbios do sono, depressão e ansiedade, as mulheres na menopausa buscam tratamentos alternativos

4 ago 2022 - 18h03
(atualizado às 20h15)
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A cannabis medicinal tem se tornado cada vez mais popular entre mulheres na menopausa. A constatação vem de um estudo publicado na revista The North American Menopause Society. Frente a sintomas desconfortáveis como ondas de calor, distúrbios do sono, depressão e ansiedade, esse público passou a procurar por tratamentos alternativos.

Apesar de existirem várias opções de tratamento para os sintomas da menopausa, como a terapia hormonal, vários estudos anteriores já apontaram que o uso de cannabis medicinal está associado a vários benefícios clínicos, incluindo melhorias nas medidas de ansiedade, humor, sono e dor, o que justifica a busca dessas pacientes.

Só tem um porém: nenhum estudo até o momento examinou a segurança e a eficácia da cannabis medicinal para aliviar os sintomas relacionados à menopausa. Isso não impede que, de 250 mulheres entrevistadas pelo grupo de pesquisadores, simplesmente 86% busquem a cannabis como tratamento para os sintomas relacionados à menopausa.

Foto: Elsa Olofsson/Unsplash / Canaltech

Conforme perceberam os autores do estudo, as indicações mais frequentemente relatadas para o uso medicinal de cannabis foram distúrbios do sono e humor/ansiedade relacionados à menopausa.

Em comparação com as participantes na pós-menopausa, as que estavam na perimenopausa relataram sintomas mais intensos, principalmente no que diz respeito a ansiedade e ondas de calor. As mulheres na perimenopausa também eram mais propensas a relatar uma maior incidência de depressão e ansiedade, bem como o aumento do uso de cannabis medicinal para tratar esses sintomas.

Os pesquisadores ressaltam que a falta de dados de ensaios clínicos sobre a eficácia e segurança da cannabis medicinal para o manejo dos sintomas da menopausa culmina na necessidade de mais pesquisas, antes que esse tratamento possa ser recomendado na prática clínica.

Fonte: The North American Menopause Society via Medical Xpress

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