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Polícia Civil prende quadrilha que aplicava golpe da "falsa central de banco"

Criminosos usavam dados da dark web para conseguir dados de milhares de pessoas, como informações bancárias, número de celular e endereço

14 jun 2024 - 09h57
(atualizado às 10h27)
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Polícia Civil desmontou quadrilha que aplicava golpe da falsa central de banco
Polícia Civil desmontou quadrilha que aplicava golpe da falsa central de banco
Foto: Kevin Ku / Reprodução/Unsplash

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou uma operação na última quarta-feira (12) e prendeu oito pessoas responsáveis pelo golpe da falsa central de banco. Os prejuízos somaram R$ 107 mil, com saques, transferências e empréstimos.

De acordo com a PCDF, a quadrilha buscava o cartão da vítima em casa, além de afirmar que o celular também precisava passar por uma perícia. Eles usavam dados da dark web para contatas as pessoas.

Além das prisões, houve quatro mandados de busca e apreensão, assim como dez bloqueios de contas bancárias.

As prisões ocorreram em Ceilândia e Planaltina, no Distrito Federal, e em Nova Gama, Goiás. O líder da quadrilha, Wallyson Rodrigues de Oliveira, foi detido em um hotel em Valparaíso, Goiás.

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O delegado Erick Sallum afirmou, em nota à imprensa, que os criminosos operavam uma central de banco falsa, e que suas vítimas eram majoritariamente idosas com maior poder aquisitivo.

O delegado da PCDF também disse que essas informações foram adquiridas por meio da dark web, em planilhas com dados de milhões de pessoas. Nelas, estavam dados bancários, números de telefone e e endereços, entre outros.

"As novas tecnologias alteraram a sociedade para sempre. Jamais retornaremos ao tempo de sossego e possibilidade de desatenção com a segurança cibernética. A polícia faz seu papel repressivo, mas a população deve redobrar os cuidados com seus relacionamentos e ações nos ambientes digitais", alerta Sallum.

Como funciona o golpe

O grupo contatava as vítimas, dizendo que o banco tinha detectado operações bancárias fraudulentas. Em seguida, eles solicitavam que elas entregassem o cartão e o celular para uma perícia, para investigar a origem das transações. Assim, um motoboy ia à casa da vítima.

Com tudo em mãos, os criminosos faziam diversas operações bancárias. Segundo a polícia, uma das vítimas do Lago Norte, em Brasília, perdeu R$ 107 mil.

Os saques e transferências eram feitos em caixas eletrônicos próximos à localização dos golpistas, além de terem transferido dinheiro rapidamente para contas de laranjas, na tentativa de dificultar a investigação.

Em casos como esse, os bancos não devolvem os valores às vítimas, uma vez que elas foram coagidas a entregar os cartões voluntariamente.

Fonte: Redação Byte
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