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Lâmpada branca gasta menos energia que lâmpada amarela?

Quando se fala em eficiência energética, a disputa entre lâmpadas amarelas ou brancas tem uma clara vencedora

7 fev 2023 - 16h37
(atualizado às 18h42)
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Vários ambientes domésticos ou comerciais trazem lâmpadas dos tipos incandescente ou fluorescente — ou seja, lâmpadas amarelas ou brancas, respectivamente. Mesmo que a discussão sobre qual é melhor já tenha dominado as redes sociais, o tipo fluorescente é o grande vencedor em um aspecto específico: a eficiência energética.

Foto: Twitter/@carloslorentz / Canaltech
Lâmpadas incandescentes funcionam de maneira pouco eficiente (Imagem: Fapema)
Lâmpadas incandescentes funcionam de maneira pouco eficiente (Imagem: Fapema)
Foto: Canaltech

O funcionamento dos dois tipos de lâmpada justifica o maior uso de energia das lâmpadas incandescentes. Nelas, uma corrente elétrica passa através de um filamento de tungstênio, que fica dentro da esfera de vidro.

Este fio é tão fino que oferece certa resistência à eletricidade, transformando a energia elétrica em calor, que aquece o filamento e o torna incandescente, produzindo a luz.

O problema com as lâmpadas incandescentes é que o calor desperdiça muita eletricidade, como reforça o site How Stuff Works. Para se ter ideia, apenas 5% da energia elétrica consumida é transformada em luz, enquanto os outros 95% são perdidos em forma de calor — o que também explica o porquê das lâmpadas ficarem incrivelmente quentes, ao ponto de colocarem fogo em tecidos ou outros materiais inflamáveis que estiverem próximos.

Funcionamento da lâmpada branca depende de elementos como o mercúrio e argônio (Imagem: NaturaLux)
Funcionamento da lâmpada branca depende de elementos como o mercúrio e argônio (Imagem: NaturaLux)
Foto: Canaltech

Já as lâmpadas fluorescentes utilizam um método completamente diferente para produzir luz. Elas trazem dois eletrodos em ambas as extremidades de um tubo, repleto de um gás que contém vapor de mercúrio e argônio mantidos em baixa pressão. A parte interna deste tubo é revestida em pó de fósforo.

Quando a lâmpada é acesa, a corrente se movimenta pelo circuito elétrico até os eletrodos. Assim, um fluxo de elétrons flui através do gás e passa de um eletrodo para o outro.

Essa energia gerada modifica parte do mercúrio dentro do tubo, e quando os elétrons se chocam com os átomos dos gases de mercúrio, eles são excitados. Essa excitação joga-os para níveis de energia mais altos.

No momento em que os elétrons voltam para seus níveis de energia originais, eles emitem fótons de luz que acertam o fósforo de revestimento do tubo, criando assim a luz visível.

Lâmpadas fluorescentes não emitem tanto calor (Imagem: Wikipedia)
Lâmpadas fluorescentes não emitem tanto calor (Imagem: Wikipedia)
Foto: Canaltech

Por produzirem menos calor, as lâmpadas fluorescentes chegam a ser até quatro vezes mais eficientes que as incandescentes. Portanto, elas poderão consumir menos energia — o que pode ter grandes impactos na conta de luz, por exemplo.

Mas e as lâmpadas de LED?

As lâmpadas de LED se popularizaram nos últimos anos, podendo ser tanto brancas quanto amarelas — ou basicamente de qualquer cor, incluindo modelos RGB que podem ser configurados para vários tons. Elas possuem funcionamento diferente dos modelos acima, sendo sua luz emitida por diodos emissores de luz (ou, do inglês, light-emitting diode, LED). 

Devido ao seu funcionamento simplificado, as lâmpadas de LED trazem vários benefícios, incluindo a maior eficiência no consumo de energia — ou seja, mais luz com um menor consumo. Segundo estudos, a perda de energia da lâmpada de LED fica na casa de 5%, um ótimo número quando comparado aos 95% das lâmpadas incandescentes e 30% das lâmpadas fluorescentes. Assim, por exemplo, uma lâmpada de LED de 9 W consegue emitir a mesma luz que uma incandescente de 60 W ou uma fluorescente de 15 W, além de apresentar vida útil maior.

Fonte: How Stuff Works, Empeltec

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