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Justiça dos EUA obriga Elon Musk a depor em investigação sobre compra do Twitter

Bilionário vinha se recusando a cooperar com investigações da Comissão de Valores Mobiliários

15 mai 2024 - 13h22
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Nesta terça-feira, 14, um tribunal federal dos EUA decidiu que Elon Musk deve cumprir uma intimação da Comissão de Valores Mobiliários (SEC), principal regulador de mercados dos EUA, para testemunhar em uma investigação sobre sua aquisição de US$ 44 bilhões do Twitter, realizada em outubro de 2022.

A SEC entrou com uma ação em outubro para obrigar o CEO da Tesla e da SpaceX a testemunhar, após sua recusa em comparecer em uma entrevista em setembro.

A investigação julga se Musk violou as leis federais do mercado financeiro em 2022 quando comprou ações do Twitter, depois rebatizado por ele de X. A agência também está analisando declarações e arquivos da SEC apresentados por Musk em relação a esta transação.

Musk chegou a acusar a agência federal de "assédio" com intimações, devido à exigência de testemunho. A juíza distrital Jacqueline Scott Corley dispensou as acusações de Musk, afirmando que se tratam de "investigações legítimas do governo".

A decisão do tribunal federal é um novo capítulo na disputa entre Musk e SEC, iniciado em 2018, quando ele postou no Twitter que tinha "financiamento garantido" para tornar a Tesla privada. Já naquele ano, Musk testemunhou por videoconferência em duas sessões na SEC.

A SEC afirma ter recebido novos documentos sobre o caso e, por isso, busca depoimentos adicionais.

Estadão
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