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Greve do Banco Central, que ameaçava Pix, perde força e deve chegar ao fim

Prazo para reajuste em 2022 acabou em junho; paralisação diminuiu monitoramento do Pix e afetou outras atividades do Banco Central

5 jul 2022 - 12h24
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A greve dos servidores do Banco Central, iniciada em abril, colocou em risco o Pix, um dos mais importantes sistemas de pagamento do Brasil. Pouco mais de três meses depois, o movimento dos trabalhadores perdeu força e pode chegar ao fim mesmo sem obter o reajuste desejado. Uma assembleia nesta terça-feira (5) deve decidir pela volta às atividades.

Sede do Banco Central, em Brasília
Sede do Banco Central, em Brasília
Foto: Reprodução/Senado Federal / Tecnoblog

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Fábio Faiad, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), diz que a greve não faz mais sentido "porque qualquer reajuste será para 2023".

A lei eleitoral proíbe reajustes nos seis meses finais de mandato do presidente. O Executivo, portanto, só tinha até o fim de junho para dar aumentos ainda este ano.

Pix em risco

O risco de prejudicar o Pix foi alertado por Faiad em abril, quando a greve foi instaurada após um período de paralisações parciais.

Na ocasião, ele disse à Folha de S.Paulo, que o monitoramento do sistema seria precário, apesar do esquema de contingência. Com isso, o atendimento aos usuários ficaria prejudicado.

Os sistemas do Pix não seriam os únicos afetados. O monitoramento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) também corriam riscos.

Publicações e projetos foram afetados

Se o impacto no Pix não chegou a ser tão percebido, outras atividades e planos foram prejudicados.

O Boletim Focus, que reúne projeções de mercado para indicadores da economia, não foi mais publicado semanalmente, como de costume. Apenas duas edições saíram: uma em abril e outra, parcial, em junho.

A consulta ao dinheiro esquecido e a segunda rodada de saques do Valores a Receber foram suspensas. Elas estavam previstas para 2 de maio e permanecem sem previsão de retorno.

Os planos para lançamento do real digital, criptomoeda baseada no real, também foram adiados. Os testes que estavam previstos para este ano ficaram para 2023, e o lançamento, para 2024.

Com informações: Reuters, Seu Dinheiro.

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