PUBLICIDADE

Google vai apagar visitas a clínicas de aborto do histórico de usuárias nos EUA

Após decisão da Suprema Corte americana sobre aborto, gigante da tecnologia considera que deve fazer a proteção de dados sensíveis sobre saúde

2 jul 2022 - 16h01
(atualizado às 18h09)
Ver comentários
Publicidade
Google vai apagar visitas a clínicas de aborto do histórico de usuárias nos EUA
Google vai apagar visitas a clínicas de aborto do histórico de usuárias nos EUA
Foto: Poder360

O Google alterou nesta sexta-feira, 1.º, a política de privacidade da empresa para tópicos sensíveis em saúde. A principal mudança diz respeito a visitas a clínicas de aborto: de agora em diante, por segurança, informações de usuários que passaram por esses locais nos Estados Unidos não serão armazenadas no histórico de buscas da gigante da tecnologia.

O Google salva o histórico de todas as visitas de seus usuários, como restaurantes, cinemas, lojas e hospitais. A empresa reconhece, no entanto, que alguns lugares podem revelar informações sensíveis: "Alguns dos lugares que as pessoas visitam (incluindo centros de aconselhamento, abrigos de violência doméstica, clínicas de aborto, centros de fertilidade, espaços de tratamento de vícios, clínicas de perda de peso ou de cirurgias comésticas, entre outros) podem ser particularmente pessoais", descreveu a companhia em publicação em blog.

O histórico de localização, que pode ser apagado manualmente pelos usuários, não irá salvar informações desses lugares visitados de agora em diante, diz o Google. A mudança deve ocorrer de forma gradual nas próximas semanas.

A decisão vem uma semana após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir retirar a constitucionalidade ao direito do aborto no país americano. Segundo especialistas, o armazenamento de dados sobre ciclos menstruais e visitas a clínicas abortivas podem servir como provas para culpabilizar mulheres, tornando as gigantes da tecnologia (responsáveis por armazenar essas informações) cúmplices.

Estadão
Publicidade
Publicidade