PUBLICIDADE

Este gene é um dos responsáveis pela propagação do câncer

Silenciar o gene Gstt1 pode ajudar a conter a propagação de células cancerígenas metastáticas, como diz um estudo publicado pelo Mass General Cancer Center

14 jun 2024 - 20h48
(atualizado em 15/6/2024 às 00h39)
Compartilhar
Exibir comentários

Na última terça-feira (11), o Mass General Cancer Center identificou o gene Gstt1 como um dos grandes responsáveis pelo crescimento de células cancerígenas metastáticas. Ou seja: "silenciar" esse gene pode ajudar a evitar a propagação do câncer.

Foto: Wikimedia Commons/Domínio Público / Canaltech

O gene ajuda as células cancerígenas a modificar o seu ambiente, facilitando o crescimento em novos locais do corpo. Essas células metastáticas são as responsáveis por quase 90% das mortes relacionadas com o câncer, conforme relembram os próprios pesquisadores.

Para chegar a essa descoberta, a equipe comparou os padrões de expressão gênica em tumores primários e os metastáticos em camundongos com câncer de pâncreas ou de mama.

Depois de identificar vários genes cuja expressão aumentou em células tumorais metastáticas, os investigadores silenciaram cada gene individualmente para entender as interações.

Através desses testes, eles descobriram que o silenciamento do gene Gstt1 não teve efeito nas células tumorais primárias, mas retirou das células cancerígenas metastáticas sua capacidade de crescer e se espalhar. 

Gene Gstt 1

O Gstt1 codifica uma enzima que faz com que as células metastáticas modifiquem e secretem uma proteína chamada fibronectina.

É essa proteína que ajuda as células a se ligarem à matriz extracelular (basicamente, uma rede de proteínas e outras moléculas que dão estrutura às células e tecidos do corpo).

Cientistas descobrem que o gene Gstt1 pode ajudar a impedir a propagação do câncer (Imagem: Freepik)
Cientistas descobrem que o gene Gstt1 pode ajudar a impedir a propagação do câncer (Imagem: Freepik)
Foto: Canaltech

"O Gstt1 altera a matriz que envolve as células metastáticas para que possam crescer nesses nichos estranhos", diz o dr. Mostoslavsky, autor do estudo, em comunicado divulgado pelo  Mass General Cancer Center.

"Nossos resultados podem levar a novas estratégias para o tratamento de doenças metastáticas. Isto seria especialmente impactante para o câncer de pâncreas, no qual a maioria dos pacientes apresenta metástases quando inicialmente diagnosticado", conclui o pesquisador.

Fonte: Nature Cell Biology, Mass General Cancer Center

Trending no Canaltech:

Canaltech
Compartilhar
Publicidade
Seu Terra












Publicidade