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Destaque da NASA: brilhante Nebulosa da Lula é foto astronômica do dia

A foto destacada pela NASA nesta segunda (17) traz a Nebulosa da Lula, uma nuvem cósmica com brilho azulado vindo de átomos de oxigênio ionizado

17 jun 2024 - 23h30
(atualizado em 18/6/2024 às 03h57)
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A nebulosa Sh2-129 brilha na foto feita por Alex Linde, que é o destaque da NASA no site Astronomy Picture of the Day nesta segunda (17). Nebulosas são conhecidas por seus formatos inusitados que, muitas vezes, lembram figuras familiares para nós — e com esta, popularmente conhecida como Nebulosa da Lula Gigante, não é diferente. 

Descoberta em 2011 pelo francês Nicolas Outters, esta nebulosa pode ser encontrada a cerca de 2.300 anos-luz de nós na direção da constelação de Cepheus, o Cefeu. 

Esta "lula cósmica" é uma nebulosa com estrutura bipolar em tons de azul, formada pelas emissões dos átomos de oxigênio ionizados. Ela foi fotografada junto da região Sh2-129, com brilho avermelhado do hidrogênio ionizado. 

A estrutura dela é formada pelo material expelido por três estrelas quentes e massivas — para encontrá-las, procure-as na região próxima do centro da nebulosa. 

A Nebulosa da Lula Gigante tem brilho azulado, que vem do oxigênio ionizado (Imagem: Reprodução/Alex Linde_
A Nebulosa da Lula Gigante tem brilho azulado, que vem do oxigênio ionizado (Imagem: Reprodução/Alex Linde_
Foto: Canaltech

Muito da aparente proximidade entre ambas se deve à nossa perspectiva de observação, o que dificultou para os astrônomos determinarem a distância e até as características da Nebulosa da Lula.

Mesmo assim, um estudo publicado em 2014 indica que a Ou4 realmente fica no interior da região Sh2-129. Se este for o caso, então deve estar a cerca de 2.300 anos-luz da Terra, se estendendo por 50 anos-luz.

O que é uma nebulosa?

Nebulosas como a Ou4 são grandes nuvens de gás e poeira encontradas no espaço. Algumas delas são formadas após estrelas massivas explodirem em supernovas, enquanto outras são regiões onde novas estrelas nascem. 

A estrutura delas costumam ser formada principalmente por hidrogênio e hélio. Estes gases costumam ficar bastante dispersos, mas às vezes, a gravidade pode começar a agrupá-los em estruturas parecidas com bolsões; se matéria suficiente for acumulada, estas estrutuas colapsam sobre si próprias, formando novas estrelas. 

Apesar de a Nebulosa da Lula Gigante ficar a alguns milhares de anos-luz da Terra, existem outras bem mais próximas do nosso planeta. É o caso da Nebulosa da Hélice, encontrada a apenas 700 anos-luz de nós. 

Fonte: APOD

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