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Supremo limita poderes de Biden para cortar emissões de CO2

Agência do clima não poderá definir limite para grandes empresas

30 jun 2022 - 15h03
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A Suprema Corte dos Estados Unidos provocou uma nova derrota para o governo de Joe Biden nesta quinta-feira (30) e decidiu que a agência federal para o ambiente tem limites para impor metas climáticas.
    Assim, o governo não pode fixar limites gerais sobre emissões de gases tóxicos das centrais elétricas e movidas a carvão que produzem 20% de toda a eletricidade consumida nos Estados Unidos. Assim como no caso da revogação do direito ao aborto, a votação foi de 6 a 3 - os seis conservadores contra os três progressistas.
    A ação no Supremo foi apresentada por 19 estados, praticamente todos governados por republicanos, e por empresas de carvão que temiam uma regulamentação que as obrigassem a cumprir metas de redução na emissão dos gases tóxicos. Esses estados representam 44% das emissões no país desde 2018.
    Biden, que tinha como um dos principais objetivos de campanha a aceleração da implementação das regras para frear as mudanças climáticas, perde assim um importante método para atingir os objetivos.
    Em nota, a Casa Branca considerou a decisão do Supremo de "devastadora".
    "Essa é mais uma decisão devastadora da corte que mira fazer nossos país voltar para trás. Mas, mesmo que a decisão arrisque danificar a nossa capacidade de combater a mudança climática, o presidente Biden não hesitará em usar tudo o que está em seu poder para proteger a saúde pública e enfrentar a crise ambiental. Os nossos advogados estudarão a sentença com atenção", informou o comunicado. .
   

Ansa - Brasil   
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