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Pinguins adaptam a voz para ficar parecida com a de seus companheiros amorosos

Esse fenômeno de adaptar a voz de acordo com o ambiente tem nome: acomodação social, e não é exclusivo dos pinguins: é comum até em humanos

1 ago 2022 - 20h36
(atualizado em 2/8/2022 às 09h42)
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Pinguins adaptam a própria voz para ficar parecida com a de seus companheiros, conforme observa um estudo publicado na revista científica The Royal Society Publishing. Para chegar a essa afirmação, cientistas analisaram quase 3 mil pinguins de diferentes zoológicos da Itália. O grupo comparou os cantos de pinguins que pertencem à mesma colônia com os de diferentes colônias, e estudaram esses mesmos pinguins três anos depois.

Esse fenômeno tem nome: acomodação social, e não é exclusivo dos pinguins. Para falar a verdade, é comum em humanos. Acontece que, quanto mais duas pessoas falam entre si, mais parecidos podem se tornar os aspectos da voz. A capacidade de mudar a voz em resposta ao nosso ambiente é importante ao ser humano, para aprender novos sons, palavras e idiomas.

A grande maioria dos animais não consegue aprender novos sons e nasce com uma gama limitada de ruídos. Os próprios pinguins não podem aprender novos sons e suas vocalizações são geneticamente determinadas. No entanto, o estudo sugere que quanto mais os pinguins ouvem os chamados uns dos outros, mais parecidos eles se tornam. Isso quer dizer que até mesmo animais incapazes de aprendizado vocal podem ter uma acústica flexível.

Foto: Hubert Neufeld/Unsplash / Canaltech

Através da análise, os pesquisadores notaram que os cantos dos pinguins eram mais próximos aos de seus companheiros do que outros membros da colônia. A teoria dos especialistas é que quando os parceiros têm uma ligação, podem estar em um estado emocional especialmente elevado, o que pode afetar suas vozes (já que a emoção é um fator bem importante na hora de emitir um som).

Outro estudo indica que os pinguins podem não apenas reconhecer seu parceiro pelo som de sua voz, mas também pela visão, mesmo quando os especialistas tocaram o chamado de outro pinguim na tentativa de confundir.

Fonte: The Royal Society Publishing via The Conversation

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