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O céu não é o limite! | Tamanho do Sol, lua binária, 200 novas galáxias e +

Confira as principais notícias do espaço da semana 4 a 10 de novembro de 2023 e fique por dentro de tudo o que mais importa no universo da astronomia!

11 nov 2023 - 22h01
(atualizado em 13/11/2023 às 11h19)
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O Sol pode ser menor do que se pensava, o asteroide Dinkinesh tem uma lua binária e quase 200 novas galáxias foram identificadas em uma imagem do James Webb. A semana foi repleta de estudos e descobertas para lá de interessantes, mas houve também um acontecimento triste: a morte de um dos astronautas da missão Apollo 8.

Confira as principais notícias astronômicas em nosso resumo semanal.

O tamanho do Sol

Talvez o Sol seja um pouco menor do que os cálculos atualmente aceitos. Ao menos é o que propõe um novo estudo feito com medições das ondas sonoras que viajam do interior da estrela até a superfície.

A diferença seria de apenas 1%, mas é o suficiente para mudar a compreensão das reações nucleares, composição química e sua estrutura básica.

Comparação entre o tamanho da Terra e o do Sol (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)
Comparação entre o tamanho da Terra e o do Sol (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)
Foto: Canaltech

Anteriormente, os cientistas também usaram as ondas sonoras, mas aquelas que ocorrem próximo da superfície. Os autores do novo estudo recorreram a outro tipo de onda, criada pelo movimento do material no interior solar. A pesquisa, no entanto, ainda não foi revisada por pares.

A lua do asteroide Dinkinesh

Que o asteroide Dinkinesh tem uma lua, os cientistas já sabiam, mas ninguém esperava encontrar uma lua binária de contato! Isso significa que, na verdade, são duas rochas pequenas se tocando.

A sonda Lucy, que fez a descoberta, ainda não havia detectado as duas rochas por causa das posições: as primeiras imagens foram feitas quando os objetos estavam alinhados, um na frente do outro. Essa ainda é a primeira descoberta esquisita da missão Lucy, que foi programada para observar 11 asteroides de pertinho.

As novas 200 galáxias do James Webb

A primeira imagem colorida do James Webb foi divulgada em 2022, e revelou milhares de galáxias — muitas delas, inclusive, estavam ampliadas por uma lente gravitacional. Agora, um novo estudo identificou e caracterizou 200 delas, representando mais um passo fundamental para conhecermos essa região incrível.

Júpiter na luz ultravioleta em nova foto do telescópio Hubble (Imagem: Reproduçaõ/NASA, ESA, and M. Wong (University of California - Berkeley)Gladys Kober (NASA/Catholic University of America)
Júpiter na luz ultravioleta em nova foto do telescópio Hubble (Imagem: Reproduçaõ/NASA, ESA, and M. Wong (University of California - Berkeley)Gladys Kober (NASA/Catholic University of America)
Foto: Canaltech

Além de ajudar os cientistas a descobrirem mais sobre essas galáxias, o estudo também fornece um olhar ao universo antigo. Como várias delas estão muito, muito distantes, suas imagens vieram de muito tempo atrás.

A montagem do avião espacial Dream Chaser

A Sierra Space finalizou a montagem do avião espacial Dream Chaser, projetado para transportar cargas para a ISS. O veículo está em desenvolvimento há mais de uma década e vai ser lançado por um foguete Vulcan Centaur, o mesmo lançador que vai levar o lander lunar Peregrine, da Astrobotic, ao espaço.

O Dream Chaser vai poder pousar na pista usada pelos aposentados ônibus espaciais, o que pode trazer de volta um modo bem específico e muito útil de viagens espaciais para transportar cargas úteis. Seu primeiro voo pode acontecer no ano que vem.

As auroras e o STEVE

O período pré-máximo solar prometeu e está cumprindo! À medida que nos aproximamos da época de atividade magnética máxima do Sol, as auroras ocorrem com mais frequência e em altitudes mais baixas. Dessa vez, até mesmo observadores na Grécia puderam se maravilhar com as auroras.

As auroras ainda foram acompanhadas do fenômeno STEVE, descoberto há poucos anos e ainda sem explicação exata de como ocorrem.

A luz ultravioleta de Júpiter

O telescópio Hubble tirou uma foto de Júpiter na luz ultravioleta, revelando características de sua atmosfera em cores diferentes. Embora imagens desse tipo sejam realmente muito bonitas, o motivo não foi meramente estético: as fotos servem para estudar os sistemas de tempestades e das nuvens de água do planeta.

O buraco negro foi encontrado por meio de uma lente gravitacional (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/SAO/Ákos Bogdán/ESA/CSA/STScI/L. Frattare/K. Arcand)
O buraco negro foi encontrado por meio de uma lente gravitacional (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/SAO/Ákos Bogdán/ESA/CSA/STScI/L. Frattare/K. Arcand)
Foto: Canaltech

A nova foto foi capturada após o perigeu do planeta, que o trouxe para a proxímidade máxima da Terra entre os dias 1 e 2 de novembro. Os pesquisadores vão usar esses dados para construir um mapeamento tridimensional das estruturas na atmosfera do gigante gasoso.

O buraco negro com massa igual à de sua galáxia

O buraco negro supermassivo mais distante já detectado em raios X também é o primeiro encontrado com a mesma massa de sua própria galáxia hospedeira. Normalmente, esses objetos têm apenas cerca 0,1% da massa de suas respectivas galáxias.

Representação da estrela Kepler-385 e seus sete planetas (Imagem: Reprodução/NASA/Daniel Rutter)
Representação da estrela Kepler-385 e seus sete planetas (Imagem: Reprodução/NASA/Daniel Rutter)
Foto: Canaltech

Essa diferença de proporções tem implicações importantes para os astrofísicos. Primeiro, mostra que a galáxia está em seus primeiros estágios de crescimento e ainda deve aumentar muito sua massa por meio de fusão com suas galáxias vizinhas. Além disso, essa pode ser uma forte evidência de que buracos negros supermassivos se formaram pelo colapso de nuvens gigantes.

Os sete novos planetas maiores que a Terra

Um novo sistema com sete exoplanetas foi encontrado pelo telescópio Kepler na órbita da estrela Kepler-385, a 4.600 anos-luz de distância da Terra. Lá, foram detectados mundos internos rochosos e cobertos por atmosferas finas, e outros mais externos e maiores, quase com o dobro do tamanho do nosso próprio planeta.

Frank Borman participou da missão em 1968 (Imagem: Reprodução/Domínio Público)
Frank Borman participou da missão em 1968 (Imagem: Reprodução/Domínio Público)
Foto: Canaltech

Quanto à estrela, as medições mostram que ela é 10% maior que o nosso Sol e 5% mais quente. Cada planeta por lá recebe mais radiação estelar do que qualquer mundo do Sistema Solar. Por fim, todos eles são maiores que a Terra e menores que Netuno.

Morre Frank Borman, astronauta da 1ª missão a orbitar a Lua

Frank Borman, astronauta que comandou a primeira missão da NASA a orbitar a Lua, morreu aos 95 anos na terça-feira (7) em decorrência de um derrame. Além da missão Apollo 8, Borman também serviu como piloto de comando da Gemini 7.

Foto: NASA/ESA/SwRI/Johns Hopkins APL/CSA/STScI / Canaltech

Até então, Borman era o astronauta norte-americano mais velho ainda vivo. O título é agora carregado pelo seu antigo colega de tripulação Jim Lovell, com quem viajou durante ambas as missões que participou.

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