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Miçanga mais antiga das Américas é achada nos Estados Unidos

Fabricada a partir do osso de uma lebre, a conta mais antiga do continente americano tem mais de 12 mil anos de idade e era usada para decoração pelos humanos

26 fev 2024 - 13h43
(atualizado às 16h51)
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As miçangas mais antigas das Américas foram encontradas nos Estados Unidos, no sítio arqueológico de La Prele Mammoth, no condado de Converse. Também chamadas de contas, os objetos cilíndricos furados são feitos de osso de lebre pré-histórica e datam de 12.940 anos atrás.

Foto: Surovell et al./Scientific Reports / Canaltech

Os responsáveis são da Universidade de Wyoming, estado onde fica o sítio, e foram liderados pelo arqueólogo Todd Surovell. A equipe extraiu colágeno para realizar uma zooarqueologia por espectrometria de massa (ou ZooMS), método que deu mais dados sobre a composição química do osso e revelou a manipulação humana.

A origem humana da miçanga

Segundo as análises, o artefato foi feito a partir de um osso metapodial — que liga as falanges dos dedos aos ossos mais próximos ao membro — ou uma falange próxima, osso presente em mãos e pés humanos e de outros vertebrados. O animal caçado em questão teria sido uma lebre.

Imagens de tomografia da miçanga mais antiga das Américas, feita com osso de lebre (Imagem: Surovell et al./Scientific Reports)
Imagens de tomografia da miçanga mais antiga das Américas, feita com osso de lebre (Imagem: Surovell et al./Scientific Reports)
Foto: Canaltech

O osso se torna a primeira evidência de uso de lebres durante o Período Clovis, que se refere à era pré-histórica na América do Norte, mais movimentada há cerca de 12.000 anos e nomeada por conta do sítio arqueológico de Clovis, no estado americano do Novo México.

A miçanga tem cerca de 7 milímetros de comprimento e diâmetro interno de cerca de 1,6 mm. A possibilidade do objeto ter sido consumido por um carnívoro e trabalho em sua digestão foi considerada pela equipe, o que o faria não ter trabalho humano envolvido. Carnívoros, no entanto, não eram comuns no sítio, e o artefato estava a um metro de um amontoado de outros materiais culturais humanos.

Em La Prele Mammoth, já foram encontrados os restos de um mamute-da-colúmbia (Mammuthus columbi) jovem caçado ou aproveitado como carniça por humanos e de um campo de caça. No exterior da miçanga, também há sulcos que indicam manipulação humana, criados por pedras ou dentes. Objetos como esse eram usados para decorar os corpos ou roupas dos nossos ancestrais.

Fonte: Scientific Reports

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