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SpaceX usa novas técnicas para reduzir brilho de novos satélites Starlink

Segundo a SpaceX, as mudanças são fruto da colaboração com a comunidade astronômica, que ajudou a empresa a identificar as principais causas do brilho

3 ago 2022 - 14h12
(atualizado às 17h03)
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Recentemente, a SpaceX publicou um documento que descreve como a empresa vem trabalhando com a comunidade astronômica para implementar soluções e técnicas que minimizem os efeitos dos satélites Starlink no céu noturno. O documento e as medidas vêm após uma série de críticas em função do brilho dos satélites, que prejudicam as observações astronômicas.

Quando recebem luz solar, satélites em geral ficam visíveis mesmo para observadores em solo, mas essa visibilidade depende do material usado em sua superfície. No documento, a SpaceX destaca que, através da colaboração, identificou e reduziu as causas principais por trás do brilho excessivo dos satélites Starlink, e que está trabalhando para torná-lo invisíveis a olho nu mesmo à altitude operacional padrão.

Foto: Victoria Girgis/Lowell Observatory / Canaltech

Inicialmente, a empresa experimentou usar visores que bloqueiam a luz solar incidindo na parte inferior dos satélites, mas percebeu que esta não seria uma solução viável a longo prazo porque eles bloqueavam lasers necessários para a expansão da rede. Como alternativa, a SpaceX desenvolveu então filmes espelhados.

Esses filmes dispersam a maior parte da luz solar para longe da Terra, e uma nova versão deles poderá ser usada na próxima geração dos satélites. Como a segunda geração promete trazer mais capacidade para a rede Starlink, conectando mais usuários em outras localidades, os novos satélites devem ter três técnicas avançadas de redução do brilho.

Uma delas inclui o chamado "filme espelhado dielétrico", que reduz o brilho observado com dez vezes a eficiência do filme da primeira geração. A SpaceX planeja oferecer este novo filme como um produto vendido a preço de custo, para que as operadoras interessadas possam usá-lo para reduzir o brilho em suas próprias constelações.

Fonte: SpaceX 

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