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Sinais do campo magnético da Terra são transformados em sons; ouça agora

Cientistas transformaram sinais magnéticos coletados pelos satélites Swarm em sons, que representam o campo magnético da Terra e uma tempestade geomagnética

24 out 2022 - 14h19
(atualizado às 17h04)
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Uma equipe de cientistas da Universidade Técnica da Dinamarca converteu sinais magnéticos coletados pelos satélites da missão Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA), em representações sonoras ds sinais. Os sons podem até parecer assustadores, mas são uma representação interessante do campo magnético da Terra, uma estrutura invisível e extramamente importante para a vida aqui.

A missão Swarm conta com três satélites, lançados para coletar medidas de sinais magnéticos vindos do núcleo, manto crosta e oceanos terrestres, além da ionosfera e magnetosfera. "A equipe usou dados dos satélites Swarm e de outras fontes para manipular e controlar uma representação sônica do campo magnético do núcleo", disse Klaus Nielsen, músico e membro do projeto.

Confira:

Apesar de talvez soarem perturbadores, estes sons representam o campo magnético gerado pelo núcleo do nosso planeta, junto de uma tempestade solar. "O estrondo do campo magnético da Terra é acompanhado por uma representação de uma tempestade geomagnética vinda de uma erupção solar ocorrida em 3 de novembro de 2011, e realmente soa bem assustador", acrescentou ele.

O que é o campo magnético da Terra?

O campo magnético terrestre pode ser entendido como uma bolha complexa e dinâmica, que nos protege da radiação cósmica e partículas eletricamente carregadas do vento solar. Ele é formado principalmente pelo oceano de ferro derretido no núcleo externo do planeta, a cerca de 3.000 km abaixo da superfície.

Foto: ESA / Canaltech

Este oceano atua como um condutor em um dínamo, criando correntes elétricas que geram nosso campo magnético em constante mudança. Quando as partículas da radiação cósmica encontram o campo magnético e colidem com átomos e moléculas da atmosfera, a energia dos impactos é transformada nas luzes das auroras boreais e austrais.

Fonte: ESA

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