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Satélite que estudará a Terra captura o momento de uma erupção solar

Imagens mostram uma ejeção de massa coronal ocorrida no Sol no início de julho; o GOES-18 foi lançado em março, e deverá iniciar suas observações em 2023

20 jul 2022 - 15h15
(atualizado às 17h24)
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Nesta terça-feira (19), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) divulgou imagens de uma ejeção de massa coronal do Sol capturadas pelo instrumento Solar Ultraviolet Imager (ou apenas a sigla "SUVI"), instalado no satélite GOES-18. Lançado no início de março, foi somente em junho que o satélite começou a monitorar o Sol, observando-o na luz ultravioleta extrema no espectro eletromagnético.

A ejeção de massa coronal (CME) foi fotografada no dia 10 de julho pelo SUVI, e sua ocorrência não surpreende: como nosso astro está ficando cada vez mais ativo durante seu ciclo de 11 anos, isso significa que fenômenos como erupções solares e ejeções de massa coronal ficarão mais frequentes.

A CME aparece na parte inferior direita do Sol no vídeo abaixo:

A coroa solar (a atmosfera superior do nosso astro) é formada por plasma extremamente quente, que interage com o campo magnético solar. Estas interações geram grandes estruturas curvas de matéria, que chegam facilmente a alguns milhões de graus; fora delas, há regiões mais frias, chamadas "filamentos".

Juntos, os filamentos e as regiões solares ativas podem produzir ejeções de massa coronal. Quando acontecem, as ejeções liberam grandes quantidades de plasma e campos magnéticos da coroa solar, enviando toneladas de material da coroa do Sol através do Sistema Solar. As CMEs viajam para fora do Sol a velocidades que podem variar de 250 km/s a 3.000 km/s.

Como a coroa solar é extremamente quente, o ideal é observá-la com câmeras sensíveis aos raios X e luz ultravioleta extrema, já que há elementos que emitem luz somente nestes comprimentos de onda; por isso, ao estudar a coroa em comprimentos de onda diversos, os cientistas conseguem entender a estrutura completa da temperatura desta parte do Sol. No caso, o GOES-18 observa o Sol em seis canais de raios X e luz ultravioleta.

Veja abaixo:

O SUVI tem um grande campo de visão, que permite que os cientistas observem diferentes características da coroa solar. No momento, o GOES-18 está passando por testes e análises de seus instrumentos e sistemas, e deverá iniciar suas operações científicas no início do ano que vem.

Como as erupções de matéria do Sol podem ser perigosas para astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, satélites e para a infraestrutura elétrica do nosso planeta, acompanhá-las é extremamente importante. Assim, o GOES-18 poderá ajudar o NOAA a monitorar a atividade do Sol, enviando alertas antecipados a empresas que fornecem serviços de eletricidade, telecomunicações e operadoras de satélites.

Fonte: NOAA

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