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Quantas luas tem Júpiter? Conheça as vizinhas do gigante gasoso

Júpiter, é o maior planeta do Sistema Solar e orbitado por dezenas de luas; entre elas, estão Io, Europa, Ganimedes e Calisto, chamadas "Luas Galileanas"

7 ago 2022 - 12h00
(atualizado em 8/8/2022 às 11h36)
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Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, é bastante conhecido pela Grande Mancha Vermelha, a maior tempestade conhecida em nossa vizinhança, além das camadas gasosas e coloridas de sua atmosfera. Outra característica interessante do nosso vizinho são seus satélites naturais: enquanto a Terra tem uma única Lua, Júpiter ostenta algumas dezenas delas. Será que você sabe quantas luas tem Júpiter?

Até o momento, nosso vizinho soma, sozinho, 79 luas. Neste total, temos 53 luas com nomes oficiais, enquanto mais de 20 delas aguardam nomenclaturas próprias. Mas como uma astrônoma amadora descobriu uma nova lua joviana em 2021, o total poderá subir para 80. Encontrar tantos satélites naturais orbitando Júpiter não foi uma tarefa nada fácil, já que a maior parte delas é pequena e reflete pouca luz. Valetudo (sim, esse é um nome oficial!), por exemplo, tem apenas 1 km de diâmetro.

Embora Júpiter tenha uma quantidade impressionante de luas, saiba que o recorde de maior número de satélites naturais fica por conta de Saturno: este planeta tem 82 luas, sendo que 53 têm nomes oficiais e outras 29 ainda precisam ser confirmadas e, posteriormente, nomeadas.

A descoberta das luas de Júpiter

Em 7 de janeiro de 1610, o astrônomo italiano Galileu Galilei estava observando Júpiter com seu telescópio, até que notou três pontinhos luminosos perto do planeta. Primeiro, ele pensou que se tratava de estrelas distantes, mas após observá-los por mais algumas noites, percebeu que eles pareciam se mover na direção "errada" em relação às estrelas do fundo.

Além disso, os pontinhos se mantinham próximos de Júpiter, mas mudavam de posição entre si; depois, ele notou haver uma quarta "estrela" próxima do planeta, com o mesmo comportamento estranho. Já o dia 15, Galileu concluiu haver observado luas próximas de Júpiter — e que a teoria de Nicolau Copérnico estava certa: a maioria dos objetos no céu não giravam ao redor da Terra.

Foto: NASA, ESA, A. Simon/M.H. Wong/OPAL team / Canaltech

Inicialmente, Galileu sugeriu nomes para as luas inspirados em seus patronos, e as descreveu em suas anotações com numerais romanos. Mas o astrônomo alemão Simon Marius também as descobriu, de forma independente, quase ao mesmo tempo que Galileu. E por sugestão do também astrônomo alemão Johannes Kepler escolheu os nomes Io, Europa, Ganimedes e Calisto, baseados em figuras mitológicas associadas a Júpiter, que seguem usados até hoje.

Ainda levou alguns séculos para os cientistas encontrarem novos satélites naturais ao redor de Júpiter: foi somente em 1892 que o astrônomo estadunidense E.E. Barnard encontrou Amalteia, a quinta lua joviana. Ela é bem menor que as demais luas galileanas e foi o último satélite natural descoberto por observações visuais diretas; os demais foram encontrados com fotografias ou imagens digitais.

As luas galileanas

De todas as luas de Júpiter, as mais interessantes são sem dúvida as "luas galileanas", assim batizadas em homenagem a Galileu. Entre elas, está Io: este é o satélite natural mais próximo de Júpiter no grupo, com sua superfície marcada por centenas de vulcões; alguns deles expelem fontes de lava a dezenas de quilômetros de altitude. Esta característica a torna o mundo mais vulcaniamente ativo no Sistema Solar.

Mais externamente, está Europa, uma lua um pouco menor que a nossa. Europa tem uma fina atmosfera de oxigênio e superfície composta por uma camada de água congelada, repleta de rachaduras e fissuras. Ela pode abrigar um grande oceano sob o gelo, com volume que pode chegar ao dobro de todos os oceanos de nosso planeta combinados. Por isso, Europa é um lugar de grande interesse de cientistas que buscam vida fora da Terra.

Ganimedes é a terceira lua galileana em relação a Júpiter, sendo o maior satélite natural do Sistema Solar. Ela é maior que Mercúrio, e é a única lua conhecida com campo magnético próprio; por causa dele, Ganimedes tem auroras brilhantes, que ocorrem ao redor de seus polos. Além disso, a lua guarda um oceano subterrâneo com grande volume de água, mas ainda menor que o volume d'água que pode haver em Europa.

Por fim, Calisto é a segunda maior lua de Júpiter e a terceira maior do Sistema Solar. Com superfície intensamente marcada por crateras, Calisto era considerada um mundo rochoso e inerte, mas dados coletados pela sonda Galileo mostraram que, na verdade, ela pode ter um oceano de água salgada escondido sob sua superfície congelada. Se realmente existir, este oceano pode interagir com as rochas de Calisto, criando um possível habitat para seres vivos.

Fonte: NASA (1, 2); Via: Space.com, Live Science

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