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Mais um foguete chinês fará uma reentrada descontrolada na atmosfera

Núcleo central do Longa Marcha 5B que colocou em órbita o segundo módulo da estação espacial Tiangong "vai cair" na Terra, e no momento ninguém sabe onde

25 jul 2022 - 18h15
(atualizado às 19h54)
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O núcleo central do foguete chinês Longa Marcha 5B (CZ-5B) que colocou o segundo módulo da estação espacial Tiangong em órbita, neste domingo, fará uma reentrada descontrolada na atmosfera terrestre. Ou seja, ele "vai cair", mas até o momento ninguém sabe exatamente onde.

Foto: 中新网 / Canaltech

Segundo o astrônomo Jonathan McDowell, "dois objetos" extras foram catalogados em órbita da Terra como resultado do lançamento deste domingo. O núcleo central do foguete, com 21 toneladas, seria um deles.

Na maioria dos casos, um objeto oco como parte de um foguete se desintegra completamente na reentrada na atmosfera. Mas o núcleo central do CZ-5B é grande o bastante para que parte dele sobreviva ao processo. EUA, União Europeia e Rússia "miram" seus foguetes de grande porte em um local do Pacífico Sul chamado "Ponto Nemo", um dos locais mais distantes de qualquer ponto habitado do planeta. Já a China prefere "deixar cair", como fez com outro Longa Marcha 5B que lançou o módulo central da Tiangong em abril passado.

McDowell afirma ser possível que pedaços de metal com até 30 metros de comprimento atinjam a superfície a algumas centenas de km/h. Felizmente, temos as leis da probabilidade ao nosso lado: como 70% da superfície do planeta é coberta por água, a chance de que qualquer peça atinja terra firme, ainda mais um local povoado, é pequena.

Pequena, mas isso acontece: em março deste ano um pedaço de um Falcon 9, da SpaceX, caiu em uma propriedade rural em São Mateus do Sul, no Paraná. E em maio, detritos de um outro foguete chinês, um Longa Marcha 3B, cairam em uma área de 15 km no oeste da Índia. E esta foi a segunda vez que o país foi "alvejado" neste ano.

Um estudo recente, liderado por Michael Byers, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, sugere que há 10% de chances de um foguete descontrolado reentrar na atmosfera e atingir fatalmente uma pessoa na próxima década, caso as práticas atuais da indústria espacial sejam mantidas.

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