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ESA apresenta braço robótico que irá coletar amostras de Marte

Braço robótico Sample Transfer Arm será usado para levar as amostras ao foguete que irá transferi-las a um orbitador que as trará para a Terra na próxima década

20 jul 2022 - 12h30
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A futura campanha Mars Sample Return contará com o braço robótico Sample Transfer Arm (STA) para trazer amostras de Marte à Terra. Desenvolvido pela Agência Espacial Europeia, a ideia é que o STA colete os tubos preenchidos com amostras obtidas pelo rover Perseverance, e depois leve-os ao foguete que as trará para nosso planeta por volta de 2033.

O primeiro passo para a coleta e envio de amostras de Marte foi dado com o rover Perseverance, lançado ao Planeta Vermelho para obter e armazenar pequenas quantidades de solo e rochas do nosso vizinho. Futuramente, novas missões serão enviadas para o planeta para dar início ao processo de envio das amostras à Terra.

O Sample Transfer Arm terá papel crucial para o envio de amostras de Marte à Terra (Imagem: Reprodução/Leonardo/Maxon/GMV/ OHB Italia/ SAB Aerospace s.r.o)
O Sample Transfer Arm terá papel crucial para o envio de amostras de Marte à Terra (Imagem: Reprodução/Leonardo/Maxon/GMV/ OHB Italia/ SAB Aerospace s.r.o)
Foto: Canaltech

A primeira delas deverá pousar perto da cratera Jezero (o local em que o rover pousou), coletando e levando o material à órbita. É nesta etapa que o braço robótico entra: ele foi projetado para "ver", "sentir" e tomar decisões autônomas, e poderá identificar e coletar os tubos com as amostras.

Depois que ele fechar o contêiner com elas e levá-lo ao foguete Mars Launch System, o veículo realizará uma manobra para se encontrar com o orbitador europeu Earth Return Orbiter (ERO). Daí em diante, o ERO iniciará viagem levando o material com destino à Terra para estudos detalhados em laboratório, no começo da próxima década.

Ainda não se sabe exatamente se, de fato, houve vida em Marte — e talvez as análises das amostras com os instrumentos e técnicas sofisticados sejam o único jeito de descobrir. Além disso, conforme novos equipamentos são desenvolvidos e levam os cientistas a novas descobertas, mais informações podem ser extraídas das amostras.

Fonte: ESA

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