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Destaque da NASA: grande remanescente de supernova é foto astronômica do dia

A foto destacada pela NASA mostra o Laço do Cisne, parte da Nebulosa do Véu. Ali, existe o chamado Filamento Triangular de Fleming, que aparece na imagem

21 nov 2023 - 18h40
(atualizado às 21h22)
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Os filamentos da Nebulosa do Véu estão na foto destacada pela NASA no site Astronomy Picture of the Day nesta terça-feira (21). A nebulosa em questão é um grande remanescente de supernova, formado pela explosão de uma estrela massiva.

A luz da explosão parece ter nos alcançado há cerca de cinco mil anos e, hoje, a estrutura dela se estende por cerca de seis vezes o diâmetro da Lua na fase cheia. A imagem abaixo mostra alguns dos seus filamentos, vistos na lateral.

A Nebulosa do Véu, um remanescente de supernova, aparece na foto (Imagem: Reprodução/Cristiano Gualco)
A Nebulosa do Véu, um remanescente de supernova, aparece na foto (Imagem: Reprodução/Cristiano Gualco)
Foto: Canaltech

Na foto, as áreas em vermelho mostram o brilho do hidrogênio ionizado, enquanto o oxigênio aparece nas áreas em azul. Esta estrutura colorida se estende por quase 30 anos-luz, e é encontrada a 2.400 anos-luz da Terra.

Estas estruturas também também são chamadas de Triângulo de Pickering, nome que homenageia um dos diretores do Observatório do Colégio de Harvard. Mas, talvez sejam mais popularmente conhecidos como Filamentos Triangulares de Fleming em homenagem à astrônoma que as descobriu.

Filamento Triangular de Fleming

A Nebulosa do Véu faz parte do Laço do Cisne, remanescente formado pela explosão da estrela massiva. Ela tinha cerca de 20 vezes a massa do Sol, e chegou ao fim do seu ciclo em uma intensa liberação de energia. O evento foi violento, e as ondas de choque e detritos gerados formaram os gases ionizados da nebulosa.

Este remanescente pode ser observado com pequenos telescópios, e seus segmentos NGC 6992 e 6960 são bastante procurados devido ao intenso brilho. Além deles, há também o Filamento Triangular de Fleming, uma das estruturas mais longas neste complexo.

A estrutura foi descoberta pela astrônoma Williamina Paton Stevens Fleming, enquanto examinava uma exposição de 240 minutos capturada em Arequipa, no Peru. Ela foi uma das mais célebres astrônomas do Obsevatório do Colégio de Harvard, e seu trabalho levou à descoberta de 10 novas, mais de 50 nebulosas e 310 estrelas variáveis.

Fonte: APOD

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