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Como o campo magnético da Terra cresceu após quase sumir há 550 milhões de anos

Com o estudo de rochas antigas, cientistas descobriram duas novas idades que marcam quando a Terra recuperou seu campo magnético após quase perdê-lo

2 ago 2022 - 13h12
(atualizado às 16h09)
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Um grupo de geólogos descobriu como — e quanto — o núcleo interno da Terra realimentou o campo magnético do nosso planeta após um colapso quase completo da magnetosfera. Para isso, os cientistas usaram rochas que funcionam como marcadores magnéticos naturais e determinaram duas novas datas da nossa história geológica.

Há mais de meio bilhão de anos, no início do período cambriano, o campo magnético da Terra quase se extinguiu, para voltar a crescer apenas 15 milhões de anos depois. A causa desse colapso e da recuperação ainda era um mistério — até agora.

Os geólogos estudaram rochas de Oklahoma que foram criadas nessa época. Minerais com propriedades magnéticas, quando ainda quentes (logo após sua formação), elas são afetadas pelo campo magnético terrestre.

Com isso, campo magnético das rochas quentes é alinhado ao campo magnético da Terra. À medida que as rochas esfriam, o campo magnético delas é "engessado", ou seja, não é mais alterado tão facilmente. Por isso é possível descobrir como o campo magnético da Terra era na época em que esses minerais se formaram.

Foto: shooogp/Sketchfab / Canaltech

Estudando as rochas de Oklahoma, os cientistas encontraram sinais de um evento que começou há cerca de 550 milhões de anos — antes do surgimento da vida multicelular em nosso planeta —, e outra data para a realimentação da magnetosfera após a diminuição de sua intensidade para quase 10%.

A primeira data descoberta foi da época em que o campo magnético começou a se fortalecer depois de quase colapsar 15 milhões de anos antes. Esse crescimento foi rápido e ocorreu devido à formação do núcleo interno sólido de nosso planeta.

Já a segunda data é de 450 milhões de anos atrás, aproximadamente, quando a estrutura do núcleo interno em crescimento mudou. Como resultado, uma espécie de fronteira surgiu entre o "coração" do núcleo interno e a parte mais externa desta mesma esfera sólida. Em outras palavras, o núcleo interno passou a ser composto por duas camadas.

Ainda nesta data, ocorreram algumas mudanças no manto do planeta devido às placas tectônicas na superfície. "Os movimentos das placas tectônicas na superfície da Terra afetaram indiretamente o núcleo interno, e a história desses movimentos está impressa nas profundezas da Terra na estrutura do núcleo interno", disseram os pesquisadores.

Fonte: Universe Today

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