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Astronautas em missões a Marte podem ser expostos a altos níveis de radiação

O estudo mostrou que em uma missão de mil dias a Marte, a maioria dos órgãos individuais seria exposta a níveis de radiação acima dos considerados seguros

15 ago 2022 - 19h30
(atualizado às 22h30)
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Em um estudo, uma equipe de cientistas de diversas instituições europeias analisou a radiação cumulativa à qual uma tripulação seria exposta em uma missão de longa duração a Marte. Eles descobriram que, em um cenário de 600 dias de viagem ao Planeta Vermelho e 400 dias na superfície marciana, os tripulantes seriam expostos a níveis de radiação muito além do recomendado, mesmo se usassem escudos metálicos para proteção.

A maior parte das pesquisas sobre radiação espacial é focada nos efeitos no corpo humano masculino. Assim, para este estudo, os autores adotaram uma abordagem mais ampla, com modelos virtuais da anatomia humana masculina e feminina, que receberam diferentes simulações de radiação cósmica — incluindo a das erupções solares, eventos no Sol que liberam intensas explosões de radiação.

Foto: ESA & MPS for OSIRIS Team / Canaltech

Os modelos representaram exposições à radiação com e sem proteções de alumínio. Depois, a equipe estudou os efeitos com softwares de monitoramento de partículas e avaliaram os impactos de uma missão de mil dias de duração total: os resultados mostraram que a maioria dos órgãos individuais teria níveis de radiação acima de um Sievert (unidade que mede a dosagem de radiação ionizante).

Hoje, a maioria das agências espaciais estima que nenhum astronauta deveria ser exposto a mais de um sievert de radiação ao longo de sua carreira inteira — no ano passado, um comitê propôs que a NASA adotasse 600 milésimos de Sievert como padrão máximo de exposição. Vale lembrar que, apesar de o estudo não ter sido revisado por pares, ele sugere que será preciso descobrir novas medidas de proteção para que astronautas possam ir a Marte em segurança no futuro.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório arXiv.

Fonte: arXiv

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