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Ciência

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Britânico e japonês ganham Nobel de Medicina

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O britânico John B. Gurdon e o japonês Shinya Yamanaka foram agraciados nesta segunda-feira com o Prêmio Nobel de Medicina 2012, anunciou o Instituto Karolinska de Estocolmo.

Os dois cientistas foram premiados por descobrir como se pode "reprogramar" células maduras para que se "transformem em células imaturas capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido", o que "revolucionou" a compreensão científica de como "se desenvolvem as células e os organismos".

"Reprogramando estas células humanas, os cientistas criaram novas oportunidades para estudar doenças e desenvolver métodos de diagnóstico e tratamento", ressalta a argumentação do prêmio.

Os porta-vozes do Instituto Karolinska explicaram que Gurdon descobriu em 1962 que a "especialização das células é reversível", enquanto Yamanaka descreveu, 40 anos depois, como "células maduras intactas" podiam ser "reprogramadas para se transformar em células-tronco".

"Esta descoberta revolucionária mudou completamente nossa visão do desenvolvimento e da especialização celular. Agora entendemos que as células maduras não têm por que ficar confinadas para sempre em seu estado especializado", detalhou o instituto.

Os vencedores do prêmio, dotado com 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,5 milhões), 20% menos que no ano passado, sucedem os imunologistas Bruce A. Beutler, Jules A. Hoffmann e Ralph M. Steinman.

Este trio obteve o Nobel de Medicina de 2011 por sua descrição do sistema imunológico humano, uma contribuição fundamental na luta contra doenças contagiosas e para o desenvolvimento de vacinas.

Ao anúncio do Nobel de Medicina seguirão esta semana os de Física e Química, na terça-feira e na quarta-feira, o de Literatura, na quinta-feira, e o da Paz, na sexta. A edição deste ano dos prestigiosos prêmios terminará na próxima segunda-feira, dia 15, com o de Economia.

A entrega dos Nobel será realizada, de acordo com a tradição, em duas cerimônias paralelas, em Oslo para o da Paz e em Estocolmo para os restantes, no dia 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte de Alfred Nobel. EFE

jpm-jcb-alc/rsd

EFE   
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