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Brasileiros clonam tumor para combater câncer cerebral

O Instituto Estadual do Cérebro conduz pesquisas para entender o câncer cerebral (glioblastoma) e futuramente combatê-lo. Para isso, passou a clonar o tumor

20 jun 2024 - 18h18
(atualizado às 22h03)
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Combater o câncer tem sido uma das missões mais complexas da ciência. E no que diz respeito ao câncer cerebral, a tarefa fica ainda mais complicada. No entanto, o Instituto Estadual do Cérebro — do Rio de Janeiro — tem uma estratégia: clonar o tumor para entender melhor e assim encontrar maneiras de detê-lo.

Foto: Freepik / Canaltech

Para tentar chegar o mais perto possível da tão sonhada cura do glioblastoma (um tipo agressivo de câncer cerebral, originado nas células da glia, que sustenta e protege os neurônios), os pesquisadores passaram a clonar células vivas de tumores e assim simular as condições do câncer.

A grande proposta desses estudos conduzidos pela equipe do Instituto é chegar a novas formas de tratamento sem risco nenhum para os pacientes, justamente pela possibilidade de verificar as complexidades do câncer fora do organismo.

Assim, os brasileiros pretendem levar em consideração  as características do tumor para testar medicamentos direcionados.

Com isso, a técnica abre a possibilidade de aplicar medicamentos novos e ao mesmo tempo verificar a eficácia dos já existentes, como menciona Vivaldo Moura Neto, diretor de pesquisa do Instituto Estadual do Cérebro.

Clonar tumor é a nova técnica para entender e futuramente combater o câncer cerebral (Imagem: Scientific Animations/Wikimedia Commons)
Clonar tumor é a nova técnica para entender e futuramente combater o câncer cerebral (Imagem: Scientific Animations/Wikimedia Commons)
Foto: Canaltech

A expectativa da equipe é que, nos próximos dez anos, haja um progresso na personalização do ataque a esse câncer, para que assim se alcance uma maior qualidade de vida para os pacientes.

Câncer cerebral

De acordo com o Ministério da Saúde, os tumores cerebrais são raros e correspondem "apenas" a 2% de todos os

cânceres conhecidos. A Pasta também menciona que a evolução varia com a célula original e comportamento biológico tumoral, e alguns tipos mais agressivos ainda mantêm elevada mortalidade em adultos.

A avaliação inicial acontece por meio de exame físico e neurológico, com exames de neuroimagem como tomografia computadorizada contrastada (TC) e ressonância magnética (RM). Mas é o estudo histopatológico (uma análise microscópica de tecidos coletados por biópsia ou cirurgia para identificar anomalias celulares e teciduais) que fica responsável pelo diagnóstico definitivo.

O que a ciência tem feito?

Atualmente, está em desenvolvimento uma espécie de vacina para tumor cerebral. Os cientistas da Universidade da Flórida (EUA) inclusive relatam resultados promissores. A fórmula é feita a partir de mRNA (RNA mensageiro).

A terapia genética contra o câncer cerebral também tem se mostrado como uma aliada em potencial, já que induz uma  resposta imune ao mesmo tempo em que elimina células tumorais.

Além dessa nova técnica de clonar o tumor para combater câncer cerebral, um método que tem sido uma aposta da ciência é o implante, que atua como uma forma de facilitar o tratamento.

Fonte: Vaccines, Frontiers in Neurology, Ministério da Saúde

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