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Brasileiras vão para semifinal de concurso internacional de tecnologia

Alunas da USP se destacam em competição internacional com aplicativos inovadores para problemas sociais

19 jun 2024 - 13h42
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Foto: Domenico Loia /Unsplash

As alunas da escola de verão Technovation Summer School for Girls (TechSchool), iniciativa do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, chegaram nas semifinais da competição Technovation Girls.

As alunas estão classificadas nas três categorias disponíveis (iniciante, junior e sênior, cobrindo dos 8 aos 18 anos), em quatro equipes diferentes. A competição internacional desafia meninas jovens a criarem aplicativos para solucionar problemas de suas comunidades.

No caso, as ideias de apps são as seguintes: formas de lutar contra as consequências do bullying, combater o abuso sexual infantil, conectar jovens e idosos ao mercado de trabalho e incentivar o empreendedorismo feminino.

Elas foram treinadas durante a TechSchool, com apoio de estudantes de graduação da USP e de profissionais da indústria de software

A Technovation Girls está em sua 16ª edição e vai premiar aplicativos que utilizam inteligência artificial (IA) para resolver problemas enfrentados por determinado grupo ou população.

Durante o projeto, que tem duração de 10 semanas, as meninas têm a oportunidade de trabalhar em equipe. Na categoria sênior, elas também devem produzir também um plano de negócio para a ferramenta

“Ao longo dos seis anos em que tivemos participantes nesta competição, 2024 é o primeiro no qual chegamos à semifinal nas três categorias", disse, em comunicado, a professora do ICMC Lina Garcés, coordenadora do Grupo de Alunas de Ciências Exatas (GRACE), responsável pelo oferecimento da escola de verão.

Na categoria iniciante, a equipe da ICMC foi a única classificada entre as 18 outras equipes brasileiras que concorreram. Já na júnior, foram 34 equipes nacionais participantes, novamente o único grupo classificado foi o treinado no projeto do ICMC. Por fim, na categoria sênior, são duas equipes semifinalistas da TechSchool dentro de um universo de 125 times nacionais.

Sobre os projetos

Jamais Bullying (categoria iniciante): o projeto propõe um recurso tecnológico seguro, amigável e eficiente para que qualquer criança vítima de bullying consiga ter apoio e atenção para lidar com a situação. De acordo com as criadoras, os usuários podem denunciar as agressões no aplicativo e a escola será comunicada. O Jamais Bullying também conta com materiais educativos para conscientizar o público sobre a prática e dicas de como combatê-la.

Kids World (categoria júnior): o objetivo do aplicativo é lutar contra o abuso sexual de crianças. A partir de um jogo, usuários de 6 a 10 anos aprendem a identificar toques indesejados e a buscar ajuda com pessoas de confiança.

AFFECC (categoria sênior): essa ferramenta tem o poder de conectar jovens em busca da primeira experiência profissional com idosos experientes no mercado do trabalho, criando um espaço para troca de habilidades, mentoria e aprendizado mútuo. Nesse sentido, o AFFECC é uma porta de entrada para os jovens desenvolverem habilidades e networking profissional, enquanto ensinam os idosos a usar aplicativos e a explorar o mundo digital. 

Elas Empreendem (categoria sênior): Na plataforma, mulheres encontram conteúdos educativos de fácil entendimento sobre empreendedorismo, podendo divulgar projetos de negócio para potenciais investidores e, dessa forma, alcançarem a mobilidade social e transformarem seus sonhos em empresas.

As equipes do ICMC disputam as semifinais ainda em junho, em nível continental, contra diversos outros times da América do Sul.

Os melhores grupos de cada continente serão selecionados para participar da grande final da competição nos Estados Unidos, em outubro.

TechSchool

A Technovation Summer School for Girls é uma escola de verão 100% voluntária, que conta com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação do ICMC e profissionais de várias áreas do conhecimento.

“Todo esse trabalho voluntário, tanto das empresas patrocinadoras como dos mentores e da organização, é muito importante. Dá para ver que, com voluntariado e boas intenções, a gente está conseguindo resultados que são de destaque”, disse Lina.

Na TechSchool são atendidas meninas de 8 a 18 anos, de escolas públicas e particulares, de forma virtual. Por ser realizada remotamente, a atividade permite que as participantes sejam de qualquer região do Brasil. Na mais recente edição, 80 meninas de 22 estados brasileiros participaram da TechSchool, sendo que 80% são de escolas públicas. 

Fonte: Redação Byte
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