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Apple é acusada de expor ex-funcionária a gases tóxicos nos EUA

Ex-funcionária da Apple acusa empresa de despejar gases tóxicos gerados em uma fábrica de chips secreta diretamente na janela do apartamento dela, na Califórnia

25 jun 2024 - 04h21
(atualizado às 20h24)
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Uma ex-funcionária está acusando a Apple por exposição a gases tóxicos gerados em uma fábrica de chips secreta próxima à casa dela, na Califórnia, EUA. A mulher, inclusive, denunciou a gigante da tecnologia à Agência de Proteção Ambiental (EPA), dizendo que a empresa construiu um escritório inteiro em uma área contaminada.

Foto: Agência de Proteção Ambiental dos EUA/Reprodução / Canaltech

Na rede social Mastodon, a ex-funcionária Ashley Gjovik disse ter quase morrido por causa de uma "misteriosa exposição química industrial" no apartamento dela, em 2020. Ela ainda comentou que, até 2023, a Apple supostamente despejava gases tóxicos diretamente na janela do apartamento dela.

Nessa publicação, Ashley ainda incluiu um mapa, mostrando a distância entre a fábrica e a casa dela: cerca de 312 metros. Ambas as instalações ficam no condado de Santa Clara, em San José.

Em junho de 2023, Ashley formalizou uma denúncia contra a Apple, que recebeu agentes da EPA na fábrica. A ex-funcionária compartilhou pelo Dropbox diversos documentos com pelo menos 19 possíveis violações do estatuto de resíduos tóxicos da Lei de Conservação e Recuperação de Recursos (RCRA).

Nos relatórios, os agentes da EPA concluíram que a Apple poderia estar cometendo irregularidades, como:

  • tratamento ilegal de resíduos perigosos;
  • transporte ilegal de resíduos perigosos para instalações de despejo;
  • despejo ilegal de resíduos perigosos ao ar livre;
  • armazenamento de produtos químicos perigosos sem vigilância nos fins de semana.

Segundo os documentos, a violação mais grave envolve um tanque de solventes de resíduos perigosos de 6,4 mil litros (veja foto abaixo). O recipiente não estava sendo monitorado adequadamente, como exige a Lei de Conservação e Recuperação de Recursos.

Vale mencionar que a maioria das irregularidades já foi resolvida, desde a última inspeção na fábrica, em janeiro de 2024, de acordo com os relatórios da EPA. Porém, ainda existem potenciais violações listadas como "pendentes" nos papéis da agência.

Tanque de 1.700 galões de solventes da Apple estava sendo monitorado de maneira errada (Imagem: EPA/Reprodução)
Tanque de 1.700 galões de solventes da Apple estava sendo monitorado de maneira errada (Imagem: EPA/Reprodução)
Foto: Canaltech

Ex-funcionária acumula dezenas de denúncias contra Apple

Esta não é a primeira vez que Ashley denuncia a Apple. A ex-funcionária foi demitida em 2021 por supostamente vazar informações confidenciais da empresa. Contudo, ela nega as acusações.

Na época, Ashley afirmou que a demissão foi resultado de uma suposta retaliação por parte da Apple contra pessoas que haviam se manifestado no movimento #AppleToo. A organização tem objetivo de expor padrões de racismo, machismo, desigualdade e abuso na empresa.

Por enquanto, não há informações se a Apple precisa pagar alguma multa pelas violações da Lei de Conservação e Recuperação de Recursos. A EPA também não declarou a empresa como culpada pela suposta intoxicação por gases.

Fonte: Apple Insider

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