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Antonov An-22 | Maior avião turboélice do mundo vai ser aposentado; conheça

Apresentado ao mundo em 1965, o Antonov An-22, maior avião turboélice do mundo, vai se aposentar em 2024. Conheça mais sobre o gigante russo e sua história

16 jun 2024 - 19h33
(atualizado em 17/6/2024 às 20h54)
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O Antonov An-22, avião quadrimotor turboélice que fez seu voo inaugural em fevereiro de 1965, após quase 5 anos de desenvolvimento do projeto, vai ser retirado da frota das Forças Aeroespaciais Russas (RuAF) e ganhar seu merecido descanso ainda em 2024.

Foto: Reprodução/Ministry of Defense of Russia / Canaltech

A confirmação da aposentadoria da gigantesca aeronave, que já foi considerada a maior do mundo e, até hoje, detém o rótulo de maior avião turboélice do planeta, foi confirmada à imprensa local pelo tenente-general Vladimir Benediktov.

O militar revelou que das 67 aeronaves produzidas, 60 prestavam serviços às forças do país inicialmente, mas, nos dias de hoje, apenas quatro dos gigantescos aviões continuavam em operação. Até o fim de 2024, todos permanecerão para sempre em solo.

A principal missão do Antonov An-22 desde sua primeira aparição ao público, no Paris Air Show de 1965, foi bem clara: utilizar as gigantescas dimensões para transportar cargas enormes, especialmente armamentos, como mísseis e até tanques de guerra. Ficou impressionado? Então conheça mais sobre o Antonov An-22, o maior avião turboélice do mundo..

Antonov AN-22, maior avião turboélice do mundo, vai pousar definitivamente em 2024 (Imagem: Reprodução/Dmitry A. Mottl)
Antonov AN-22, maior avião turboélice do mundo, vai pousar definitivamente em 2024 (Imagem: Reprodução/Dmitry A. Mottl)
Foto: Canaltech

Como é o Antonov An-22?

O Antonov An-22 impressiona à primeira vista, especialmente se estiver próximo de outras aeronaves. Afinal, o maior avião turboélice do mundo é superlativo em todas as dimensões e especificações.

De acordo com a fabricante Antonov, o An-22 mede 57,84 metros de comprimento (33 metros só para carga), 12,54 m de altura e pesa 114 toneladas. Além disso, a aeronave tem 64,40 metros de envergadura da asa e 345 metros de área de asa.

O quadrimotor de asa alta tem quatro propulsores Kuznetsov NK-12MA, todos com hélices contra rotativas, que podem impulsionar a aeronave a uma velocidade de cruzeiro de 640 km/h. A autonomia de voo máxima é de 10.950 quilômetros, mas acaba reduzida para cerca de 5.000 km quando ele está com o peso máximo em voo (250 toneladas).

Gigantesco avião quadrimotor se destaca em meio às demais aeronaves (Imagem: Reprodução/Clemens Vasters)
Gigantesco avião quadrimotor se destaca em meio às demais aeronaves (Imagem: Reprodução/Clemens Vasters)
Foto: Canaltech

O maior avião turboélice do mundo tem capacidade para transportar entre 28 e 30 passageiros na cabine atrás do cockpit, além de mais uma tripulação composta por 5 ou 6 profissionais — 2 ou 3 pilotos, 1 operador de rádio e 1 engenheiro de voo.

Uso civil também marcou "carreira" do An-22

Nem só do transporte de mísseis e tanques de guerra viveram os aviões Antonov An-22. A maior aeronave turboélice do mundo também foi utilizada em diversas missões civis. Boa parte delas teve como objetivo levar cargas pesadas para locais remotos, com pistas em condições precárias, que exigem trens de pouso reforçados, como o do An-22, composto por 12 rodas.

Segundo a agência russsa TASS, as unidades do Antonov An-22 transportavam máquinas agrícolas, tratores, componentes industriais e outros equipamentos para a Sibéria e outras regiões de difícil acesso.

Um fato triste na história do maior avião turboélice do mundo, prestes a se aposentar: durante as décadas em que prestou serviço, a frota sofreu 7 acidentes graves, que resultaram em um total de 102 pessoas mortas.

Antonov An-22 encarava qualquer tipo de terreno para pouso ou decolagem (Imagem: Divulgação/Dmitry Terekhov)
Antonov An-22 encarava qualquer tipo de terreno para pouso ou decolagem (Imagem: Divulgação/Dmitry Terekhov)
Foto: Canaltech

O maior deles ocorreu em 28 de dezembro de 2010. Na ocasião, um Antonov An-22 caiu na região de Tula, na Rússia, durante um treinamento, e matou todos a bordo. Segundo as autoridades, o acidente foi causado por uma falha elétrica, que fez com que ele desaparecesse do radar.

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