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Palpites e odds

Artilheiro do Brasil na Copa: Vini Jr, Matheus Cunha ou uma zebra?

Sem um grande goleador entre os convocados, Vini Jr e Matheus Cunha são os principais favoritos para serem os artilheiros do Brasil na Copa

23 jun 2026 - 06h59
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Quem vai terminar como artilheiro do Brasil na Copa do Mundo?
Quem vai terminar como artilheiro do Brasil na Copa do Mundo?
Foto: Alamy/Petr David Josek

O Brasil chega à rodada final da fase de grupos com o ataque sob o holofote de uma análise pragmática. 

Embora a Seleção não possua um camisa nove de ofício que concentre o volume de finalizações, o sistema ofensivo tem entregado uma média de 2 gols por partida, um número sólido para as pretensões de Carlo Ancelotti no Mundial. 

Contudo, essa produção está centralizada em apenas dois nomes: Vinicius Jr e Matheus Cunha, que dividem a artilharia da equipe até o momento, sendo os únicos jogadores que balançaram as redes pelo Brasil na competição. 

Eles se destacam como as grandes esperanças para guiar o Brasil rumo à sexta estrela, sendo os responsáveis por carregar o piano ofensivo. 

No entanto, a imprevisibilidade de um torneio curto abre brechas para que outros protagonistas surjam, especialmente em jogos onde o bloqueio defensivo adversário exige repertórios variados. Quem terminará como o artilheiro brasileiro na Copa do Mundo?

Quem será o artilheiro brasileiro na Copa do Mundo?

*As odds foram verificadas no momento da redação deste artigo e estão sujeitas à alterações.

Matheus Cunha: a inteligência que capitaliza espaços

Matheus Cunha atua como um atacante que transita entre a função de pivô e o movimento de busca por espaços, oferecendo a Carlo Ancelotti uma alternativa de jogo direta. 

Sua eficácia é notável: reserva na estreia, ele assumiu a titularidade na segunda partida contra o Haiti e não desperdiçou a chance, marcando os dois gols que o colocam, ao lado de Vinicius Jr, no topo da artilharia do time. 

Cunha se destaca pela leitura das sobras e pelo posicionamento inteligente em velocidade, fugindo do perfil de centroavante fixo. 

Sua presença na lista de favoritos reflete essa eficiência clínica em aproveitar o caos da defesa rival. Para consolidar-se no topo da artilharia, ele precisa manter essa capacidade de explorar o desequilíbrio defensivo, surgindo como um elemento surpresa que ataca o espaço vazio no momento exato em que os zagueiros perdem a linha.

Vinicius Jr: o protagonista de todas as ações ofensivas

Finalmente, Vinicius Junior assume o protagonismo há muito tempo aguardado com a camisa da Seleção Brasileira. 

Sua influência no jogo é absoluta: ele participou diretamente de todos os quatro gols marcados pelo Brasil até agora, seja balançando as redes por duas vezes, servindo os companheiros com assistências ou sendo o responsável direto pelo lance que originou o tento. 

Sua capacidade de transformar transições em desequilíbrio é a engrenagem do ataque de Ancelotti. Ao invés de apenas finalizar, Vini dita o ritmo das jogadas, sendo uma presença constante em todas as ações de perigo do setor ofensivo. 

Sua imprevisibilidade atual, aliada à velocidade na condução e à inteligência para buscar espaços entre as linhas, torna-o um dos nomes mais perigosos em campo, justificando sua posição de destaque na disputa pela artilharia e pelo posto de maior assistente da equipe.

Raphinha: o contraste entre o brilho na Espanha e o jejum no Mundial

Diferente do protagonismo assumido por Vinicius Junior nesta edição, Raphinha ainda busca na Seleção Brasileira o desempenho constante que exibe no Barcelona. 

O atacante carrega o peso de um jejum incômodo: em sua segunda participação em Copas do Mundo, ele segue sem balançar as redes no maior palco do futebol. 

O cenário, que já era de cobrança por resultados, tornou-se ainda mais crítico após a lesão sofrida na partida contra o Haiti. 

Este contratempo físico interrompeu qualquer sequência que ele pudesse construir nesta fase de grupos, deixando sua participação em aberto, visto que só deve estar à disposição da comissão técnica caso o Brasil confirme a classificação para as oitavas de final. 

Sem o ritmo de jogo e com a ausência forçada, suas chances de lutar pela artilharia da equipe tornaram-se remotas.

Endrick: o catalisador de momentos decisivos

Endrick é, indiscutivelmente, o nome que desperta maior expectativa na torcida brasileira, mesmo ocupando o posto de reserva no esquema de Carlo Ancelotti. 

Sua relação com a Seleção Brasileira é marcada por um fator raro: a estrela de quem, quase sempre, consegue ser decisivo no pouco tempo em que permanece em campo. 

Trata-se de um atacante móvel, que combina habilidade refinada com uma explosão física que desafia os zagueiros, sendo capaz de atuar tanto centralizado quanto flutuando pelas pontas. 

Por ser um jovem em fase de transição, a minutagem tende a ser controlada, o que exige dele uma precisão imediata. 

Para quem busca uma aposta de alto retorno, ele é o nome ideal, pois sua capacidade de transformar meia oportunidade em gol, aliada ao faro para decidir partidas nos minutos finais, faz dele uma arma letal pronta para ser disparada a qualquer instante.

Quem dará mais assistências na Seleção brasileira?

A corrida pelo posto de maior garçom da Seleção ilustra como o Brasil tem variado suas formas de criar perigo. 

Vinicius Jr lidera as cotações justamente pelo volume de jogo; ele é o motor que transita entre a finalização e o passe final, tornando-se uma presença constante em quase todas as ações ofensivas do time.

Bruno Guimarães aparece como uma alternativa inteligente por ser o arquiteto do time. Ele não precisa estar dentro da área para ser perigoso, pois tem a capacidade técnica de quebrar as linhas com um passe de ruptura. 

Já Lucas Paquetá surge como especialista em espaços curtos, arriscando passes de efeito quando a defesa está fechada.

Por fim, Matheus Cunha corre por fora nas odds: sua função de pivô permite que ele distribua o jogo de costas para a marcação, devolvendo para quem vem de trás com a defesa já batida.

Fonte: Terra Apostas
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